Capítulo 22Victor passou o restante do dia agoniado, sentindo que algo não se encaixava. Sua mente estava inquieta, presa em pensamentos que não lhe davam trégua. No fim da tarde, incapaz de se concentrar no trabalho, decidiu sair mais cedo e foi direto para casa.No caminho, ao passar pelo cemitério, algo dentro dele o fez reduzir a velocidade e, sem pensar muito, estacionou o carro ali perto. Ficou alguns minutos em silêncio, observando a entrada do local, enquanto lembranças de seus pais e do irmão inundavam sua mente.Suspirou pesadamente, apoiando as mãos no volante, sentindo o peito apertado. Parte de si queria descer e visitá-los, mas a outra parte não sabia se estava pronto para encarar as emoções que viriam junto com isso.Suspirando pesadamente, Victor olhou pelo retrovisor, ligou a seta e saiu em direção à mansão.Ao chegar, foi recebido por Mercedes, que o aguardava na entrada com um sorriso típico.— Olá, querido.— Boa tarde — respondeu ele, sem muita entonação.Mercede
Capítulo 23Victor desceu as escadas com a intenção de chamar Isabelle para conversar, mas antes que pudesse alcançá-la, seu celular tocou. Com um suspiro frustrado, atendeu e logo se viu preso em uma longa conversa com um cliente irritado, reclamando de cláusulas no contrato que estava prestes a assinar.A discussão se arrastou por quase duas horas, consumindo sua paciência. Enquanto isso, Isabelle levou as crianças para o banho, ajudando-os a se vestirem para o jantar.Quando finalmente desligou a ligação, sentindo um leve latejar na têmpora, o mordomo entrou no escritório.— O jantar será servido em cinco minutos, senhor.Victor assentiu, passando a mão pelo rosto para aliviar o estresse antes de seguir para a sala de jantar.Ao chegar, cumprimentou os sobrinhos com um aceno de cabeça e sentou-se à mesa. As crianças, animadas, começaram a contar sobre o dia na escola e a diversão na praça. Ele os escutava com atenção, aproveitando aqueles momentos simples para se distrair das preoc
Capítulo 24Ela abriu os olhos e o viu se aproximar. Foi mais difícil do que imaginava, mas conseguiu virar o rosto, evitando o beijo.Victor parou por um instante, observando-a. Seus olhos pousaram em seu pescoço exposto, e, incapaz de resistir, depositou ali um beijo suave. O gesto arrancou um suspiro longo de Isabelle, mas, em seguida, ele se afastou. Não era o momento. Ela parecia magoada, e isso o fez hesitar.— O que o fez mudar de ideia e me procurar? — ela perguntou, sua voz carregada de emoção contida.Ali estava sua chance de tentar consertar as coisas.Victor respirou fundo antes de responder:— Eu estava muito bêbado... Sinceramente, achei que tinha sonhado.Ele suspirou, passando a mão pelos cabelos enquanto caminhava lentamente pelo quarto, procurando as palavras certas para aquele momento.— Só percebi quando fui tomar banho… — sua voz soou mais grave, carregada de algo que Isabelle não conseguiu identificar de imediato. — E vi os arranhões em minhas costas.Isabelle ar
Capítulo 25Marcela escutou Mercedes com atenção e, depois de alguns segundos, pegou um pequeno frasco e entregou a ela.— Tome. É um, boa noite cinderela.— O que vou fazer com isso? Pensei que você iria me arrumar um veneno ou algo mais forte.— Use esse. Você não vai se arrepender.— Você está brincando, não está?— Apenas use sua criatividade e depois venha me contar o que aconteceu.Mercedes pegou o frasco, ainda desconfiada, mas tomada por uma sensação de urgência. O desejo de controlar a situação, de impedir que Isabelle continuasse a roubar a atenção de Victor, era mais forte do que qualquer dúvida. Ela saiu da casa de Marcela com o frasco em mãos, o plano começando a tomar forma em sua mente.No caminho de volta para casa, Mercedes tentava se acalmar. Sua mente fervilhava de planos, mas nada parecia bom o suficiente. Se Marcela não tivesse uma solução melhor em pouco tempo, ela pagaria caro por isso. Por ora, o melhor a fazer era agir naturalmente e aguardar a oportunidade ce
Capítulo 26— Vou trabalhar, nos vemos mais tarde — disse Victor antes de sair, deixando Isabelle sozinha e mergulhada em seus pensamentos.Ela ficou ali parada por alguns instantes, observando a própria imagem no espelho. O que estava fazendo? O que sentia?Respirou fundo e afastou as dúvidas. Não queria pensar nisso agora. Queria apenas dançar.Ligou a música e deixou que os primeiros acordes envolvessem seu corpo. Seus pés deslizaram suavemente pelo chão, os braços se moveram com leveza, e, pouco a pouco, Isabelle se entregou completamente à dança. Cada movimento contava uma história, transmitia emoções que ela mesma ainda tentava entender. Fechou os olhos e se permitiu sentir, sem reservas, sem barreiras.***No escritório da empresa, Victor não conseguia se concentrar. Sentado atrás da mesa, encarava o computador, mas sua mente estava em outro lugar.Ele passou a mão pelos cabelos, frustrado. Desde que saíra de casa, a imagem de Isabelle continuava em sua cabeça. O jeito como ela
Capítulo 27Isabelle sentiu um arrepio percorrer sua pele, mesmo dentro da água morna. A sensação de estar sendo observada a incomodou, fazendo seu coração bater mais rápido.Ela sabia que todos já estavam dormindo, e Victor ainda não tinha chegado quando foi para a piscina. Então, por que aquela inquietação?Seus movimentos desaceleraram até que, por instinto, parou de nadar. Com a respiração entrecortada, ergueu o olhar e vasculhou os arredores. Foi então que o viu.Victor estava encostado na parede da varanda, com os braços cruzados sobre o peito e uma expressão indecifrável. A luz da piscina refletia em seu rosto, destacando o olhar intenso e a linha séria de sua boca.O coração de Isabelle deu um salto.— Está se escondendo? — perguntou ela, arqueando uma sobrancelha, tentando manter a compostura.Ele descruzou os braços e deu um passo à frente, deixando a sombra e se revelando completamente.— Não vejo motivos para isso — respondeu, sua voz rouca cortando o silêncio da noite. —
Capítulo 28Isabelle sentia seu corpo inteiro vibrar sob o olhar intenso de Victor. A desejo entre eles era como uma corrente elétrica, impossível de ignorar.Ela tentou lutar contra suas emoções, mas quando ele se aproximou mais, envolvendo sua cintura com as mãos firmes, qualquer resistência se dissipou.- Eu te quero, Isabelle - ele sussurrou contra sua pele, a voz grave e carregada de desejo. - Diga que me quer também.O coração dela batia tão forte que parecia ecoar na noite silenciosa. Seus dedos deslizaram pelo peitoral definido dele, sentindo o calor da pele e a força por trás de cada músculo.- Sim - sussurrou, finalmente cedendo. - Eu te quero, Victor.Ele não hesitou. Tomou seus lábios com intensidade, um beijo que selava tudo o que estavam adiando há tempo demais. As mãos dele desceram por suas costas molhadas, puxando-a para mais perto, aprofundando o contato.Victor a ergueu nos braços e saiu da piscina, levando-a para dentro da casa. Isabelle se agarrou a ele, o desejo
Capítulo 29Cada movimento de Victor era preciso, intenso, arrancando de Isabelle gemidos cada vez mais altos e profundos. Ela se entregava completamente, o corpo respondendo a cada estocada com uma mistura de prazer e necessidade. Quando ela arqueou o traseiro, buscando senti-lo ainda mais fundo, Victor quase perdeu o controle. A sensação foi tão intensa que ele precisou parar por um momento, segurando-a pelos quadris enquanto tentava recuperar o fôlego.- Danadinha... - ele murmurou, a voz rouca e carregada de desejo, enquanto seus dedos apertavam levemente a carne macia de seus quadris. - Quase me fez gozar.Isabelle soltou uma risada suave, mas ofegante, virando o rosto para olhar para ele por cima do ombro. Seus olhos estavam brilhando, misturando provocação e satisfação no olhar.- E se eu quiser que você goze? - ela perguntou, a voz suave, mas cheia de desafio, enquanto se movia levemente contra ele, provocando-o ainda mais.Victor soltou um grunhido baixo, os músculos tensos e