POV: HENRYA passos largos, segui em direção ao choro, sem olhar para trás. Só percebi que tinha pego a mão de Lauren e a puxado para acompanhar meu ritmo quando paramos no playground. Lá estava Theodor, sentado no chão ao lado do escorregador, segurando a perna e chorando alto.— Garotão, o que houve? — Perguntei, ajoelhando-me rapidamente ao lado dele. Notei os olhares das pessoas ao redor, e apenas então percebi que minha mão ainda estava enlaçada à de Lauren. Ela soltou a minha imediatamente e deu um passo para trás, desviando o olhar.— Tio Henry, está doendo! — Theodor choramingou, ainda mais alto. Minha atenção voltou para ele, e vi o sangue escorrendo de seu joelho.— Eu te avisei que você cairia, garoto! — Mia disse, dando um passo à frente, com um tom irritante e cheio de falsa superioridade. — Tentei segurá-lo, mas ele me empurrou e acabou caindo!— Mentira! Ela me derrubou! — Theodor gritou, apontando para Mia, sua voz carregada de dor e indignação.Tentei examinar melhor
POV: HENRYAs palavras dela ficaram comigo. Lançando um olhar intrigado para Margareth, voltei a atenção para Lauren, que segurava Theo no colo com um cuidado quase natural.Antes que ela pudesse continuar, apressei-me a intervir, tirando Theo de seus braços.— Deixe comigo, ele está pesado. — Comentei, segurando Theo com firmeza enquanto ele deitava a cabeça em meu ombro, visivelmente exausto. Voltei meu olhar para Lauren, que parecia hesitante, seus olhos tímidos desviando dos meus com uma expressão que beirava a tristeza. Talvez fosse por minha postura rude de antes.Aproximei-me e sussurrei apenas para que ela ouvisse:— Não é que você é uma fada mesmo? Conseguiu fazer ele parar de chorar.Lauren arregalou os olhos, sua boca formando um pequeno "O". Ela balançou a cabeça devagar, ainda surpresa, enquanto acariciava as costas de Theodor, que começava a bocejar.— Sr. Carter, posso levá-lo para casa. O senhor deveria aproveitar a festa. — Ela sugeriu, estendendo os braços para pegar
POV: LAURENFechei a porta e soltei um suspiro profundo, sentindo meu coração bater mais rápido do que o normal. Minhas mãos estavam suando e tremiam levemente, enquanto eu tentava me acalmar. Do outro lado da porta, ouvi seus passos lentos e deliberados, parando bem na frente da minha porta. Meu corpo reagiu antes mesmo de eu pensar: dei um passo para trás, balançando a cabeça em negação.— Por favor, não venha — Eu murmurei para mim mesma, minha voz quase um sussurro. Cedi mais alguns passos, hesitante, enquanto observava sua sombra sob a porta se afastar lentamente. Meu peito apertou, e uma onda de confusão tomou conta de mim. — O que eu estou fazendo?Virei-me e caminhei até o espelho, tentando desesperadamente abrir o zíper do vestido que teimava em não funcionar. Mordi os lábios, frustrada com a situação.— Seria mais fácil continuarmos de onde paramos — Eu resmunguei baixinho, quase como uma brincadeira comigo mesma. — Pelo menos a roupa sairia com mais facilidade.A frase saiu
POV: LAURENMeu coração disparou, acelerado e descompassado, como se tentasse fugir do meu peito. Virei-me lentamente, tentando me recompor, mas era impossível ignorar a presença dele. Henry estava ali, imponente como sempre, com um copo de bebida na mão. Seus olhos, escuros e penetrantes, fixaram-se em mim com uma intensidade que parecia atravessar todas as minhas defesas. Era como se ele conseguisse ler cada pensamento, cada desejo que eu tentava esconder.Antes que eu pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, o vestido que eu segurava com tanto cuidado deslizou pelo meu corpo, caindo suavemente no chão. O ar gelado da mansão tocou minha pele, mas não foi isso que me fez tremer. Foi o olhar dele. Seus olhos percorreram cada centímetro do tecido que descia, como se estivessem memorizando cada curva, cada detalhe do meu corpo. Ele não se apressou. Cada movimento dos seus olhos era lento, deliberado, como se estivesse saboreando o momento.Eu me senti exposta, vulnerável, mas também… desej
POV: HENRYFoi uma noite longa, cheia de pensamentos e desejos pela visita que não aconteceu. Lauren ainda me afeta profundamente, desde os tempos da faculdade. Eu sei que não deveria me importar com o fato de ela não se lembrar de mim ou de quem já fomos ou, quase fomos. Mas é difícil ignorar.Antes mesmo das cinco da manhã, minha mente já estava cheia de imagens dela: seu corpo perfeito, suas curvas, as bochechas coradas sob a luz suave da noite, os seios arredondados, os mamilos endurecidos pelo frio. Era impossível não sentir o desejo crescer novamente.— Droga, vou precisar de outro banho frio — Eu murmurei, irritado, passando as mãos pelos cabelos. Mordi o lado de dentro da boca, tentando me controlar. — Eu devia ter beijado ela. Devia tê-la trazido para o meu quarto.Falei isso para o vazio, enquanto ajustava minha camisa social. Balancei a cabeça, com um sorriso meio torto, ao me lembrar do celular tocando na noite anterior. O porteiro havia avisado que uma amiga da minha babá
POV: LAURENApós o que aconteceu com Henry, decidi passar o dia longe da mansão até Theodor voltar da escola. Aproveitei a manhã livre para ir ao médico com minha amiga Kate e fazer meu primeiro ultrassom. Deitada na maca, pronta para o exame, Kate segurava minha mão, oferecendo apoio, enquanto o médico pedia que eu relaxasse.— Sra. Becker, veja só, aqui está seu bebê — disse o médico, apontando para um pequeno pontinho na tela. — Você está de oito semanas. E aqui...Ele pressionou o aparelho contra minha barriga, e o som de um coração acelerado e forte encheu a sala. Meus olhos encheram de lágrimas, e olhei para Kate, que também chorava de emoção.— Olha só, Lauren, nosso pequeno milagre — ela disse, com a voz embargada.O médico nos olhou, curioso.— Então, o filho de vocês foi planejado? O doador está envolvido? — perguntou o médico, inocente.Kate e eu caímos na risada.— Ah, não, doutor. Ela é minha amiga, uma irmã, na verdade — Eu expliquei, ainda rindo da dedução dele.— Então
POV: LAURENO carro parou diante da mansão. Mantive meu olhar firme em Henry Carter, sem desviar.— Sra. Becker, vamos ao meu escritório. A governanta cuidará de Theodor até terminarmos. — Sua voz era firme, sem espaço para questionamentos. Ele saiu do carro sem esperar resposta.Senti a mão pequena de Theo apertar a minha. Seus olhos marejados me encaravam cheios de preocupação.— O tio Henry está irritado... — Ele murmurou.Afaguei seus cabelos, tentando confortá-lo.— Não se preocupe com isso agora, meu valente. — Eu sorri, mesmo com o nervosismo tomando conta de mim. — Vou entender o que está acontecendo e depois conversamos, eu prometo.— Eu não vou deixá-lo te afastar de mim! — Theo declarou, estufando o peito. Saltou do carro e lançou um olhar frio ao tio antes de marchar para dentro da mansão.Henry deslizou as mãos para os bolsos, observando o sobrinho se afastar. Sem dizer nada, apenas me conduziu para seu escritório. O ambiente era luxuoso e imponente, assim como ele. Indic
POV: LAURENAbri e fechei a boca algumas vezes, mas nenhuma palavra saía. Meu cérebro tentava processar o que acabara de ouvir. Meus olhos estavam arregalados, presos nele, confusos e intrigados.— O quê? — Eu murmurei, quase sem voz.Henry soltou um leve suspiro, divertido.— Sra. Becker, respire primeiro. — Ele provocou, recuando ligeiramente para me encarar de frente. — Você ouviu perfeitamente. Não me faça repetir.— O senhor enlouqueceu? — Eu explodi, balançando a cabeça em incredulidade. Passei por ele bruscamente, empurrando seus braços para abrir caminho. — Que tipo de chefe pede a babá do sobrinho em casamento?— O tipo que quer evitar um escândalo ainda maior. — Henry respondeu com calma, caminhando até a mesa e pegando alguns jornais.Franzi o cenho, cruzando os braços.— O que exatamente isso significa? — Eu falei desconfiada.Ele me estendeu um dos jornais sem dizer nada. Peguei-o e percorri os olhos pelas manchetes. Meu estômago revirou ao ler as palavras “Amante e traid