A Rainha da Máfia com sua Frota de Luxo e Exército Aterrorizante
No reencontro de dez anos da turma de líderes de torcida e do time de futebol americano do colégio, eu cheguei dirigindo um velho Ford nacional, enquanto o estacionamento brilhava com Lamborghinis, Ferraris, Maybachs e até um Bugatti dourado. Naquele instante, me senti como uma peça de museu, esquecida no tempo.
Assim que desci do carro, um colega de classe, cujo nome eu mal conseguia lembrar, me lançou um olhar carregado de desprezo.
— Ora, ora, se não é a queridinha do treinador, sempre tão certinha! — Debochou ele, com um sorriso sarcástico nos lábios. — Depois de tanto tempo, ainda dirigindo esse Ford caindo aos pedaços?
— Esse carro parece mais uma sucata do século passado! — Completou, rindo alto, acompanhado pelos outros.
Durante o jantar, todos se amontoavam ao redor do dono do Bugatti, brindando e puxando conversa, enquanto eu permanecia sozinha num canto, invisível aos olhos deles.
A única pessoa que veio sentar-se ao meu lado foi a ex-assistente da equipe de líderes de torcida. Com um sorriso, ela ergueu a taça e tentou me confortar:
— Não liga para eles... Mesmo o seu carro sendo tão... Velhinho, eu sei que um dia você ainda vai estar dirigindo um carrão.
Dei um leve sorriso de canto, levei a taça aos lábios e, em voz baixa, respondi:
— Esse carro, por mais simples que pareça, é todo modificado com fibra de carbono. Hoje ele vale mais de quinhentos mil dólares. Só é uma pena que nenhum de vocês consiga enxergar o verdadeiro valor dele.