Desde que havia voltado para casa, ainda não havia tido nenhum contato com Erick. Já tinha lhe mandado muitas mensagens, e até mesmo ligado para ele inúmeras vezes. Mas ele aparentemente estava me ignorando, e eu não o julgaria por isso. Mas não podia negar que estava sentindo sua falta. Sentei na grama naquela tarde, peguei meu celular e lhe mandei mais mensagens. Nenhuma delas ele viu. - será possível que você vai querer agir como criança? - disse a mim mesma furiosa, sem demora me pus de pé e fui em direção a praia. Ele teria que olhar em meu rosto e falar com todas as letras que não me queria mais por perto, não demorei muito para chegar. O lugar não estava muito cheio, e ao longe avistei alguns surfistas. Sem demora, eu vi ele. E me empertiguei, me aproximando da água. Fiquei ali por alguns minutos, quando logo ele se aproximou, aparentemente ele ainda não havia me visto. Quando sem demora me aproximei, e ele se sobressaltou. - Katherine. - você vai começar a me ignorar agora
Fui até a sala, onde Henry estava sentado no sofá. Com suas pernas cruzadas, e seu olhar fixo em um canto escuro da sala. Me aproximei sentindo a garganta secar. - ele não me beijou. - não é o que parece. - seu olhar enfim se voltou para mim, eu apertei as mãos. - não é o que a matéria diz também. - e você vai acreditar nisso? - em quem eu deveria acreditar! - sua voz ecoou dentro de minha cabeça, eu conseguia sentir sua fúria enraizada. - ontem mesmo você estava falando comigo sobre dormir com outras pessoas, agora foi flagrada beijando aquele filho da puta do Stevens! Me diga... O que de "confuso" tem aí Katherine? Eu só queria poder voltar no tempo e mudar todo aquele momento, até ali. Mas eu não podia, já tinha acontecido e agora eu teria que lidar com as consequências. - imagine o escândalo que isso vai ser, você... A filha perfeita, a única herdeira de seu pai. Está traindo o marido com outra pessoa, devo dizer querida... Eu quem estou planejando a vingança, mas é você q
Quando meu pai se foi, e Henry voltou até a sala de jantar. Eu o encarei intensamente, enquanto ele pegava uma torrada. - você não estava falando sério. - ele ergueu uma sobrancelha. - sobre o que exatamente? - sobre termos um filho, você não estava falando sério. - ele deu de ombros. - e por quê não? - ri histericamente. - porque eu nunca concordaria com isso.- você concordou com seu pai aqui. - eu nunca colocaria um filho no mundo nesse casamento que nós temos! Nunca faria uma criança passar por isso. - ele voltou a me fitar. - você vivia me falando sobre ter uma família grande, eis sua chance. - eu não podia acreditar que ele estava mesmo falando aquilo. - isso não vai acontecer! - que tal você parar de pensar no futuro e ir procurar algo construtivo para fazer, por exemplo... Procurar uma roupa para o próximo evento. - me pus de pé furiosa. - é impressionante como você se prova mais nojento a cada dia. - não fui eu quem foi flagrado traindo você, pense nisso. - eu só q
Minha cabeça ainda estava zonza de tantas coisas que haviam acontecido, eu não conseguia parar de pensar na conversa com Erick. Mas mal tive tempo para meus pensamentos, quando Henry chegou em casa afirmando que tínhamos um evento importante para ir. Eu não pude sequer questionar, apenas adentramos no carro e seguimos em direção ao local. Lá todas as pessoas olhavam para nós de cima a baixo, eles sabiam da verdade. E estavam me julgando de todas as formas possíveis, e o pior era que meu marido não era o homem dos meus sonhos que iria me defender. E eu tinha que passar por toda aquela vergonha sorrindo, como se nada estivesse acontecendo. E assim foram naqueles primeiros dias, mal paravamos em casa, indo de evento para evento. Eu já estava ficando furiosa de estar na empresa praticamente todo dia. Além de ter que fingir estar tão apaixonada por Henry, quando na verdade eu estava extremamente cansada. Enfim, naquele dia, pudemos parar por um instante. Eu apenas me tranquei no banheiro
Parecia que desde que todo esse atrito havia começado, eu estava comendo mais do que nunca. Todo momento, eu me escondia em algum canto e começava a comer algo. Já estava farta disso, mas não conseguia parar. Estava sentada na mesa de jantar comendo um pedaço de bolo, quando Felipa me trouxe café. - senhora se me permite... A senhora está engordando ainda mais. - me voltei para ela lentamente, e franzi o cenho. - Felipa, se você tem amor ao seu trabalho... Por favor, saia daqui agora. - ela não disse mais nenhuma palavra, e saiu praticamente correndo da sala. Eu sabia que ela estava certa, eu estava me sentindo realmente ainda mais cheia. Parei por um minuto, e olhei para aquele prato na minha frente. - tem espaço para mais um? Me sobressaltei quando vi Erick se aproximando. Sem demora me pus de pé. - você só pode estar brincando, o que está fazendo aqui? - eu sou seu jardineiro lembra? - Erick pelo o amor de Deus, vai embora! - mas ele logo sentou no lugar de Henry, eu não pod
Ele me encostou contra a parede, enquanto nossos lábios se moviam na mesma intensidade. Suas mãos tatearam meu corpo, que naquele momento só estava coberto com a lingerie preta que eu estava usando. Meu corpo se arqueou, enquanto ele beijava meu pescoço e me dava leves mordidas, eu estremeci agarrando seus ombros. lentamente ele se afastou de mim, e arrancou sua gravata fora. Eu senti o ar faltar nos pulmões, quando ele me puxou para junto de si novamente. Agarrando meus quadris, e se agachando lentamente enquanto deixava beijos em minha meu estômago. Eu tive que prender a respiração para evitar que um gemido alto escapasse por meus lábios. Suas mãos agarraram minha bunda e apertaram com força extrema. Lentamente ele se voltou para meus lábios novamente, o agarrando entre mordidas e lambidas. Sem demora ele me virou de costas contra a parede, prendendo-me ali. Henry segurou meus cabelos, apertando com força enquanto beijava meu pescoço por trás. Suas mãos descendo lentamente até m
*𝚊𝚕𝚎𝚛𝚝𝚊 𝚍𝚎 𝚐𝚊𝚝𝚒𝚕𝚑𝚘, 𝚊𝚜𝚜𝚞𝚗𝚝𝚘 𝚜𝚎𝚗𝚜𝚒𝚟𝚎𝚕 𝚜𝚘𝚋𝚛𝚎 𝚙𝚎𝚛𝚌𝚊 𝚍𝚎 𝚙𝚎𝚜𝚘 𝚎 𝚋𝚞𝚕𝚒𝚖𝚒𝚊.* *As palavras de Henry, e as lembranças de nossa noite juntos estavam em minha mente. Eu não poderia acreditar como ele havia olhado para mim, em meus olhos e havia dito que estava apenas bêbado. Quando eu não havia sentido nenhum cheiro de álcool vindo dele. Me pus de pé, e me olhei no espelho. Talvez ele tivesse apenas visto o quão feia eu estava, meu corpo não era o ideal para ele. Ele já havia tido namoradas muito magras, aquelas senhoras disseram. Apertei minha barriga, e senti meu coração despedaçado. Ele estava sentindo nojo de mim, era a única resposta. E eu estava muito gorda, eu estava muito feia. Eu precisava mudar isso de uma vez por todas, pois naquele momento eu detestava o que estava vendo no espelho. Continuamos a ter que ir em eventos e fingir aquele relacionamento perfeito, mas para minha sorte e alívio as pessoas já estavam começando a esquece
Meu corpo estava rígido, e meus olhos doendo. Parecia que eu estava imóvel há séculos, mal conseguia mover minhas próprias mãos e ouvia apenas um zunido distante, como se algo apitasse a metros de mim. Lentamente consegui abrir meus olhos, pisquei algumas vezes e tentei adaptar minha visão para onde eu estava. Havia uma luz branca acima de mim, o quarto estava todo iluminado. Consegui olhar ao redor e vi um aparelho que checava meus batimentos, eu me sobressaltei. Eu estava em uma cama de hospital. Comecei a me mover, tentando sair dali. - Katherine, pelo amor de Deus, calma. - Cristina apareceu ao meu lado, ela me encarou. Haviam olheiras em seu rosto e ela parecia muito cansada. Sem demora ela se aproximou. - você está bem. - o que... O que aconteceu Cristina? Eu estava na minha casa eu... - shh... Você precisa se acalmar. - me acalmar? - tentei me mover mas senti uma forte dor em minhas costas. - au! - as enfermeiras falaram que você sentiria dores nas costas. - mas... Mas