Como esse é o último mês da história do nosso casal, serão postados 2 capítulos por dia… Eu já estou com saudades deles, admito.
Ao sair, a porta bate suavemente e Marina fica sozinha no quarto, sentindo o peso das palavras da sogra. Mas em vez de deixar aquilo afetá-la, ela respira fundo e encara seu reflexo no espelho. O sorriso volta aos seus lábios, firme e decidido. Nada e ninguém estragaria aquele dia.A porta do quarto se abre e sua mãe entra com uma expressão intrigada, claramente percebendo que algo aconteceu durante sua breve ausência. Ela olha para a filha, que continua diante do espelho, ajustando o véu com movimentos lentos e precisos.— Está tudo bem por aqui? — pergunta, tentando soar tranquila, mas não conseguindo esconder a preocupação.Mantendo o olhar fixo no próprio reflexo, Marina respira fundo antes de responder:— Sim, mãe.Estreitando os olhos, Daniela cruza os braços enquanto observa a postura da filha.— Tem certeza? Porque aquela mulher saiu daqui com o olhar assustador.Soltando uma leve risada irônica, Marina balança a cabeça.— Ela sempre foi assim, mãe. E, pelo que acabei de const
Assim que José estende a mão da filha para Victor, os dedos dele se encontram em um toque suave nos de Marina. O calor daquele contato parece transcender o momento, criando uma conexão ainda mais profunda entre os dois. É como se, naquele simples gesto, todas as promessas não ditas e os sonhos compartilhados fossem reafirmados silenciosamente.— Você está perfeita… mais do que perfeita — Victor sussurra, tão baixo que só ela pode ouvir.Marina sorri, com os olhos marejados, e responde no mesmo tom:— E você está mais lindo do que eu jamais imaginei.O celebrante dá início à cerimônia com palavras de emoção e significado, mas Marina, ainda que absorvida pelo momento, não consegue evitar que seus olhos se desloquem para Joana. Sentada no lugar reservado para a mãe do noivo, Joana mantém uma expressão que qualquer pessoa poderia interpretar como profundamente emocionada. Marina, no entanto, sabe a verdade por trás daquela fachada.A imagem daquela senhora, com os olhos levemente úmidos e
— Victor! — a voz de Marina se rompe em um grito desesperado, misturado ao choro que a sufoca ao ver o noivo caído no chão, envolto por uma poça de sangue. Seus joelhos cedem e ela cai ao lado dele, com as mãos trêmulas tenta alcançar o rosto dele, mas a realidade cruel daquele momento a atinge como um golpe.Ao ver o irmão caído no chão, Rodrigo corre desesperado em sua direção, seu rosto é tomado pelo pânico enquanto grita:— Chamem uma ambulância imediatamente! Victor? Victor? — Rodrigo o chama, com a voz trêmula de desespero, mas Victor não reage, seus olhos estão fechados e o sangue continua escorrendo lentamente pelo chão.Valentina, que também está em estado de choque, rapidamente pega o celular com as mãos trêmulas e liga para uma ambulância.— Precisamos de ajuda urgente! Um homem foi atingido… Estamos no endereço… — diz ela, tentando manter a calma, mas a emoção transparece em sua voz.Enquanto isso, um dos amigos de Victor, advogado e convidado do casamento, corre para o la
Enquanto o carro de Rodrigo dispara em alta velocidade atrás da ambulância, Joana fica parada, com os olhos cheios de lágrimas. Ela observa a cena se desenrolar como um pesadelo, incapaz de desviar o olhar. O fato de ver seu filho preferido ferido, sem saber o quão grave é seu estado, consome seu coração com angústia. Ainda assim, o que mais dói é perceber que Rodrigo partiu sem sequer chamá-la para ir junto.A exclusão não passa despercebida por ela. É como uma faca invisível que a atinge profundamente, cortando ainda mais a já frágil conexão com seus filhos. A mágoa se mistura com o desespero, criando uma tempestade de emoções.— Eles preferiram levar aquela vagabunda… — murmura para si mesma, enquanto as lágrimas escorrem livremente pelo seu rosto. — Era ela quem deveria estar dentro daquela ambulância, não o meu filho…Suas mãos tremem enquanto tentam pegar o celular, o desespero é evidente em cada movimento. Joana tenta entender o que havia dado errado. Por que o atirador, que de
Antes que Joana possa responder à acusação de Rodrigo, seu celular vibra em suas mãos, interrompendo o momento tenso. Ao ver o nome do responsável por suas finanças aparecer na tela, um frio percorre sua espinha. Era um horário estranho para receber uma ligação, e isso a deixa imediatamente em alerta.— Sim? — atende, tentando manter a voz firme, enquanto se afasta de Rodrigo para ter mais privacidade.Do outro lado da linha, a voz formal do homem ecoa:— Senhora Ferraz, peço desculpas por ligar em um horário tão inoportuno, mas achei necessário informá-la de que a quantia solicitada para transferência foi aprovada e já foi enviada.O coração de Joana para por um instante. Ela franze o cenho, confusa e inquieta.— Quantia? Que quantia? — pergunta, num tom ansioso.— Os 100 milhões de dólares, senhora — responde o homem, cauteloso. — A transferência que deveria ser enviada para uma conta no exterior. Tudo foi feito conforme a solicitação, com os documentos devidamente assinados.Joana
Enquanto caminha desorientado pelos corredores do hospital, com a mente fervilhando de pensamentos, Rodrigo avista Valentina ao longe. Ela está ao lado de Marina, gesticulando de forma enfática, como se tentasse convencê-la de algo. Marina, ainda vestida de noiva, parece hesitante, com o olhar perdido e os braços cruzados, como se estivesse tentando se proteger do caos ao seu redor.— Marina, você precisa descansar um pouco, ao menos beber água — Valentina insiste, segurando um copo na mão. — Não adianta ficar aqui sem se cuidar, você precisa estar forte para quando ele sair dessa.— Eu não consigo, Valentina — Marina responde, quase num sussurro. — Como posso pensar em mim enquanto o Victor está ali, lutando pela vida?Se aproximando lentamente, Rodrigo interrompe a conversa, sua expressão séria chama a atenção de ambas.— O que está acontecendo aqui? — pergunta, aproximando-se com o cenho franzido e um nervosismo evidente em sua voz.Valentina vira-se para ele, segurando uma sacola
Enquanto vê Marina com os olhos incrédulos, Rodrigo assente, com o olhar pesado.— Aparentemente, ela planejou tudo com o Xavier. Mas as coisas saíram do controle. Agora ela vai ter que enfrentar as consequências.Enquanto isso, Joana continua a protestar, seu orgulho ferido fica mais evidente do que nunca.— Vocês estão cometendo um engano! Sou inocente! — clama, com a voz ecoando pelo corredor.Marina observa a cena, seu coração fica dividido entre o alívio de saber que a justiça estava sendo feita e a tristeza de ver o que a ambição e o ódio tinham feito àquela família. Valentina aperta levemente sua mão, oferecendo um apoio silencioso.— Senhora Joana Ferraz, a senhora está sendo presa sob a acusação de ser a mandante da tentativa de assassinato contra Victor Ferraz — anuncia um dos policiais, com voz firme e autoritária. — A senhora tem o direito de permanecer em silêncio. Tudo o que disser poderá e será usado contra a senhora em um tribunal.— Isso é um absurdo! — ela protesta,
As horas passam, arrastando-se como se o tempo estivesse conspirando contra eles. Cada segundo parece uma eternidade, e a incerteza se torna um peso insuportável. O silêncio no corredor é interrompido apenas pelo som ocasional de passos apressados ou de vozes murmuradas. Marina, Rodrigo e Valentina permanecem ali, em uma vigília tensa e silenciosa, aguardando qualquer sinal de mudança no estado de Victor.Finalmente, após o término da cirurgia e o controle da hemorragia, Victor é transferido para a UTI. A notícia traz um pequeno alívio, mas o fato de ele ainda estar em estado crítico mantém todos em alerta. Desesperada para ver o marido, Marina segue o médico responsável enquanto ele atualiza uma enfermeira sobre o caso.— Doutor, por favor… — diz ela, emocionada. — Preciso vê-lo. Ele é o meu marido… Não posso ficar sem saber como ele está.O médico a olha com compaixão, mas também com profissionalismo.— Senhora Ferraz, entendo a sua angústia, mas o momento agora é muito delicado. Vi