Capítulo 7
Eu tinha que admitir: Pinto era muito mais habilidoso em identificar falsidade da mulher do que Uriah jamais seria.

Peguei a maçã que Pinto havia descascado novamente e, com um tom irônico, comentei:

— Ah, deve ser um episódio de crise de depressão, né?

Fiz uma pausa, enfatizando as palavras:

— Depressão severa.

Pinto riu na hora:

— Isso aí não é depressão severa, não. Isso é esquizofrenia. Sabe o que resolve? Uma internação num hospital psiquiátrico. Tratamento certo e melhora rapidinho.

Eu não consegui me segurar e soltei uma gargalhada.

Uriah olhava para mim como se não acreditasse no que via. Ele jamais imaginaria que um dia eu seria capaz de zombar de Vera, ainda mais na frente de outra pessoa. Mas o que realmente parecia corroer ele por dentro era o fato de que, enquanto eu era fria e indiferente com ele, conseguia sorrir e conversar com outro homem.

Uma chama de ciúmes começou a crescer dentro dele. Uriah, tomado pela raiva, me repreendeu:

— Chega, Katia! Como você pode ser assi
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