ETHANSarah estava radiante com dia de hoje. Acordei com seu despertador tocando bem cedo, o que me surpreendeu, já que ela costumava dormir até mais tarde. Mas sua empolgação não a deixou ficar muito tempo na cama.Ao notar que eu também havia despertado com o barulho, ela pediu desculpas, mas o sorriso em seu rosto fez tudo valer a pena.Sentei-me na cama e a observei escolher suas roupas e acessórios. Sua parte da cama já estava coberta por pelo menos dez peças de roupa que ela havia experimentado… e, para ser sincero, ela ficava linda em todas.— Ethan, você disse que eu estava linda nas cinco roupas anteriores! — Ela reclamou, cruzando os braços.— Mas é verdade. O que posso fazer se você fica maravilhosa em todas? Acho que até com um saco de batata você continuaria linda. — Retruquei, divertido.— Assim, você não me ajuda, amor! Qual você acha que fica melhor?— Faz o seguinte... tire essa blusa e esse short. — Sugeri, tentando esconder meu sorriso.Fingi que estava escolhendo o
As amigas de Sarah só aumentaram a animação que sempre toma conta da cozinha quando todos se reúnem. Elas brincaram e interagiram com todos sem qualquer distinção, mesmo sendo nossos funcionários.No início, os funcionários ficaram um pouco sem jeito por compartilharem o café da manhã com os convidados, mas Sarah logo quebrou o gelo, envolvendo a todos na conversa. Enquanto essa interação acontecia, notei o interesse de Brian em Nayara.Não sei se elas notaram, mas, como homem, percebi. De vez em quando, Brian lançava olhares discretos para Nayara, e, ao observar melhor, percebi que talvez o interesse fosse mútuo.Brian foi o primeiro cara que permiti se aproximar de mim como amigo depois do acidente. Apesar de ser meu enfermeiro, nossa convivência diária fez com que nos tornássemos parceiros.Quando todos terminaram o café, minha mãe fez questão de mostrar a casa para as meninas. Ela estava radiante por receber visitas, algo que não fazia há muito tempo, respeitando minha vontade.Di
Elas riram juntas, enquanto Sarah, corada, dava leves tapas na amiga. Eu não fazia ideia do que aquela expressão dita por Nayara significava, mas gravei na memória para perguntar a Sarah em outro momento.Ela então se aproximou, me deu um selinho e, com um sorriso travesso, estendeu uma colher cheia de chocolate. Lembrei-me de como havia gostado daquele sabor quando o provei dias atrás na cozinha.— Acho que estou mudando seu paladar… — disse Sarah, sorrindo. — Para alguém que não gosta de chocolate…— Começo a acreditar que sim.Minha mãe entrou na sala e também se serviu de brigadeiro. O tempo passou rápido enquanto a conversa fluía animada, e eu realmente estava me divertindo com aquelas mulheres.Eu havia marcado com os caras para o início da tarde, então provavelmente eles viriam direto do clube, após o treino, e chegariam famintos. Minha mãe avisou que já tinha pedido a Diego, o funcionário responsável pela área da piscina, para preparar a churrasqueira para as carnes e hambúrgu
Assim que me viu se aproximando, Sarah abriu um lindo sorriso. Nayara também sorriu e, discretamente, nos deu um pouco de privacidade.Aproveitei a oportunidade e a puxei para meu colo. Ela se acomodou sem hesitar, envolveu meu pescoço em um abraço, antes de me beijar. Retribuí o beijo com igual intensidade.Quando nos afastamos, ainda com ela em meu colo, movi a cadeira para longe do calor da churrasqueira, arrancando-lhe um sorriso.— Você está bem? — Perguntou, me analisando com atenção. — Está com dor?— Estou bem e sem dor! — Respondi, aproximando minha boca da dela e lhe dando um selinho. — Mas existe algo me incomodando. — Sarah me olhou com preocupação. — Kael, não tira os olhos de você! — Um sorriso travesso surgiu em seu rosto.— Percebi uma pitada de ciúme nesse comentário? — Brincou, me encarando divertidamente.— Ele que não tente ser esperto, porque eu o deixo fora do estadual. — Resmunguei, irritado. Ela me olhou surpresa.— Então, qual o plano? Quebrar uma das pernas d
ETHANNo jogo, quase sempre a felicidade de um começa na queda do outro. E não existe nada mais emocionante do que vencer a NFL. Coração acelerado, pupilas dilatadas, pressão nas alturas. Esse é o carrossel de emoções que o jogador vive ao marcar um touchdown. A euforia se traduz em comemoração. E nada mais justo do que comemorar.— Cara, vamos para a casa do James. A comemoração vai ser lá. — Caleb gritou para mim.— Beleza! Vou pegar a Victória e nos encontramos lá! — Afirmei.Ao sair do vestiário, encontrei minha linda namorada me falando ao telefone, e descrevendo a emoção que sentiu ao me ver fazendo o touchdown que nos garantiu a vitória.Assim que me viu, se despediu da amiga e correu para me abraçar, pulando alegremente nos meus braços. Precisei soltar a bolsa, para que nós dois não fossemos parar no chão, de tanto que era a euforia da Victória.— Meu amor, estou tão feliz por você! — Disse ela, me beijando.Eu e Victória namoramos há três anos, mas nos conhecemos desde a époc
Sempre aproveitávamos muito esses tipos de festas, mas em particular hoje, não estava muito a fim de beber. Tomei algumas cervejas, mas há algumas horas estava somente no refrigerante.Olhei para Victória e percebi que ela bebera demais e estava um pouco embriagada, e vê-la feliz como estava me fez sorrir. Era completamente apaixonado por essa mulher, pela simplicidade dela levar a vida e pelo otimismo que cativava todos ao seu redor.Procurei Caleb com o olhar e o encontrei rodeado por duas mulheres lindas. Esse não mudaria nunca, mas o amava também. Ele já fazia parte da minha família e minha mãe já o considera como filho pelo tempo que ele passava em minha casa. Entramos juntos para o mesmo time, mas nossa amizade era de antes mesmo da faculdade.Na metade da madrugada, todos insistiram muito para irem a uma boate muito badalada próximo dali, cerca de meia hora de carro. Não estava muito a fim de ir, todos haviam bebido bastante e alguns não tinham condições de dirigir.No entanto,
SARAHMeus pais sempre foram pessoas admiráveis. Apesar de sermos pobres, eles sempre fizeram questão de nos incentivar a estudar, porque para eles, isso era algo que jamais ninguém poderia nos tirar.Meu pai costumava dizer que — A lâmina de uma gilete é afiada, mas não corta uma árvore com tanta eficiência. E minha mãe completava a frase dele dizendo — O machado é forte, mas não corta os cabelos com tanta delicadeza. Eles sempre repetiam isso para mim e para meu irmão Caio.Eles nos diziam que todo mundo é importante de acordo com seus próprios propósitos. E que jamais deveríamos olhar para alguém com desprezo ou de cabeça baixa, exceto se fosse para admirar seus sapatos.Eu tinha o maior orgulho dos meus pais, eles poderiam não ter completado seus estudos, mas tinham uma grande sabedoria. Meu pai, mal conseguia assinar seu nome, mas levantava uma casa da planta em poucos dias e sem erros.Minha mãe, era um pouco mais estudada, porém, não conseguiu concluir seus estudos porque engra
Todos começam a sair lentamente, ainda comemorando o upgrade que ganharam. Percebi estar sendo observada enquanto seguia para a cozinha em busca de um copo de água. Precisava respirar fundo e buscar o restinho de paciência que existia no fundo do poço.— Você devia agradecer ao Pavão por permitir que a festa rolasse na casa dele. — Meu irmão disse, seguindo para a geladeira que terminei de fechar.— Se você não percebeu, já fiz isso. Mas se não fosse assim, eu seria a primeira a ligar para a polícia. Diria estar incomodada com a baderna, para que eles viessem até aqui acabar com sua festinha. — Nesse momento, meu irmão soltou uma gargalhada.— Depois de toda merda que eles fizeram, você ainda acredita que eles viriam? Você é muito ingênua, Sarah. Nessa comunidade, quem manda somos nós agora!— E eu não sei quem é pior, vocês ou eles. — Disse, automaticamente.Nesse momento, meu irmão levantou a mão para me bater, o que me fez encolher assustada. Apesar de ele ser mais novo, era homem,