Capítulo 4
Como Juan sabia sobre ela e Diego?

Esse pensamento passou rapidamente pela mente de Alana, mas ela apenas sorriu, despreocupada:

— Não, Juan. Só que você também aproveitou sexo. Então, vamos deixar isso pra lá, certo?

Ela piscou, mas no fundo sentia-se um pouco desconfortável. Juan era diferente de qualquer homem que ela conhecia. Perfeito demais, inalcançável como uma estrela distante ou a lua fria suspensa no céu.

"M*rda."

Alana xingou baixinho em sua mente.

Juan deu uma última tragada no cigarro, sacudiu o excesso de cinzas e não respondeu. Nem um sim, nem um não. Seus olhos apenas escureceram:

— Tanto faz.

Sua voz era gelada.

Alana soltou um leve suspiro de alívio. Vestiu-se, endireitou o cabelo e deixou o hotel, chamando um táxi para voltar à mansão da família Alves.

Mal havia entrado no carro, quando, a alguns passos de distância, Natalie a viu. Por reflexo, ela arregalou os olhos, surpresa, e puxou Diego pelo braço:

— Diego, acho que vi a Srta. Alana...

— Alana? — A testa de Diego franziu ligeiramente. — O que ela estaria fazendo aqui?

Aquele hotel era um cinco estrelas luxuoso. Com o estilo de vida simples que Alana levava, Diego tinha certeza de que ela não poderia arcar com os custos daquele lugar.

— Talvez ela ainda esteja apaixonada por você. Deve ter ouvido falar que você veio se encontrar com aquele presidente de empresa e resolveu esperar por aqui...

— Não dê atenção a ela. — Diego respondeu, visivelmente irritado. Não gostava de mulheres que não sabiam a hora de desistir.

Para Diego, Alana já havia passado dos limites ao fazer aquela cena em sua festa de aniversário. Agora, essa nova tentativa de chamar sua atenção parecia ainda mais patética. Ele achava que já tinha sido generoso com ela. Afinal, sem ele, uma mulher como Alana jamais teria tido a chance de viver um romance com alguém do seu nível.

Diego suspirou, lembrando-se do que seu avô lhe havia pedido. Seu rosto endureceu:

— Vamos logo. Preciso me encontrar com o presidente do Grupo Griiff. Meu avô disse que, de qualquer forma, temos que fechar esse projeto com a família Dutra.

Nos últimos anos, a família Arruda estava em declínio. Se conseguissem um contrato com o Grupo Griiff, isso poderia ser a salvação que precisavam.

No entanto, ao chegar ao local, Diego deu de cara com um problema: Juan já havia saído. Nem mesmo o assistente de Juan estava disponível para atendê-lo.

— Diego, não se preocupe. — Natalie tentou consolá-lo com sua voz suave. — O Grupo Griiff vai organizar outro evento corporativo em breve. Você terá outra chance de falar com ele.

— Sim. — Diego assentiu, com o olhar sombrio enquanto murmurava. — De qualquer forma, não importa o que aconteça, eu vou conseguir esse contrato com o Grupo Griiff.

Do outro lado da cidade, Alana estava alheia a tudo isso. Após sair do hotel, foi diretamente para a mansão da família Alves, onde sua mãe e sua irmã Liz estavam esperando.

Ao vê-la, Laura manteve uma expressão indiferente:

— Eu te avisei desde o início que Diego não era homem de confiança e que a família Arruda não é aliada nossa. Você perdeu a aposta. Comece amanhã no Grupo Alves. Depois que se casar, e quando já estiver familiarizada com os negócios, eu vou te trazer para trabalhar ao meu lado. Sua irmã não tem saúde para assumir tudo. Você terá que carregar esse peso por ela.

Alana sabia que sua mãe era inflexível e que raramente fazia concessões. Permitir que ela participasse daquela aposta havia sido a única exceção.

Ela não disse nada. Do outro lado da sala, Liz soltou uma risada leve e, com um tom carregado de ironia, comentou:

— Mãe, a Alana acabou de voltar, e agora o Nelson é meu noivo... Com quem você vai querer que ela se case?

Nelson Dias era o homem que Laura originalmente havia escolhido para Alana. No entanto, depois de conhecê-lo, ele se apaixonou imediatamente por Liz, e o noivado foi cancelado anos atrás.

Alana e Liz nunca tiveram um bom relacionamento.

Liz era uma filha adotiva, mas, devido à sua saúde frágil, Laura sempre foi mais rigorosa com Alana e muito mais indulgente com Liz.

O comentário de Liz claramente tinha a intenção de constranger Alana.

Laura lançou um breve olhar na direção da filha mais nova antes de responder, com a voz calma:

— Nos próximos dias, vou providenciar para que Alana conheça alguns candidatos.

Liz sorriu, satisfeita.

Laura era prática e racional. Os casamentos que ela arranjava para Alana sempre tinham um motivo estratégico, e dificilmente seriam escolhas que agradariam a filha.

Mas Alana manteve a expressão serena:

— Mãe, você já me disse antes que o casamento é só uma questão de conveniência. Eu prefiro escolher meu próprio marido.

Laura estreitou os olhos, franzindo levemente a testa.
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