Capítulo 7
Quando Juan mencionou Karina, Alana curvou levemente os lábios. Se ela realmente fosse se casar com Juan, nem imaginava o que Karina pensaria disso.

Por outro lado, era impossível não se sentir atraída por aquele rosto. Juan tinha uma beleza quase opressiva. Se ela precisava escolher alguém para se casar, alguém que ela não desgostasse e que tivesse um caráter no mínimo aceitável, Juan parecia a escolha perfeita.

Com um sorriso discreto, Alana piscou os olhos:

— Juan, acho que não tenho motivos para recusar.

— Então, amanhã, às dez da manhã, no cartório.

Juan a encarou, e Alana assentiu com a cabeça.

Ele parecia ter outros compromissos e estava prestes a sair quando, de repente, parou e franziu levemente a testa. Com um tom que parecia casual, mas cheio de intenção, ele perguntou:

— E o Diego...?

— Já acabou. — Alana abaixou os olhos, lembrando-se da expressão arrogante de Diego mais cedo. — Fique tranquilo, eu não sou do tipo que volta atrás.

Com isso, Juan virou-se e foi embora.

Alana observou enquanto ele se afastava, sentindo uma estranha sensação de irrealidade. Ela realmente ia se casar com Juan?

Ela não contou nada a Laura sobre o casamento. Juan sempre foi discreto, quase misterioso, e a decisão parecia mais uma forma de lidar com as cobranças familiares do que algo significativo para ambos.

Se fosse pensar bem, a relação entre eles se resumia a três coisas: uma noite de sexo, uma antiga e discreta paixonite dela e o fato de ele ser primo de Karina.

No dia seguinte, os dois saíram do cartório com os documentos em mãos. Cada um segurava sua certidão de casamento, e Alana finalmente começou a sentir o peso do que acabara de acontecer.

— Já que estamos casados, não deveríamos nos mudar para a casa de casados? — Alana perguntou, hesitante. Ela não tinha muita experiência com isso, mas parecia o próximo passo lógico.

Na verdade, ela sabia pouco sobre Juan. Tudo o que sabia era que a família Dutra era extremamente rica, mas os detalhes dos negócios deles sempre foram um mistério. Ainda assim, em famílias como a deles, uma casa para recém-casados era algo básico e inevitável.

Ao ouvir a palavra “nós”, os lábios de Juan se curvaram imperceptivelmente. Foi um gesto breve, quase imperceptível, que logo desapareceu.

— Claro. — Respondeu Juan com sua habitual calma. — Aqui está a chave da casa... e mais uma coisa.

Juan entregou a ela um pequeno molho de chaves e uma caixinha vermelha.

Alana abriu a caixinha e ficou momentaneamente surpresa. Dentro, havia um anel de diamantes. Era exatamente o estilo que ela gostava: discreto, sofisticado, mas incrivelmente luxuoso e brilhante. Algo que combinava perfeitamente com o bom gosto que ela sempre teve, mesmo quando fingia ser uma universitária humilde.

— Um anel de casamento. — Disse Juan, com a voz tranquila, enquanto a observava. — Quer experimentar?

Apesar de ter passado três anos fingindo ser alguém simples, Alana nunca conseguiu resistir ao encanto de objetos brilhantes e caros. Sem hesitar, ela assentiu com a cabeça.

Juan pegou o anel e deslizou-o delicadamente no dedo dela.

— Gostou? — Ele perguntou, com os olhos fixos nela. Embora sua expressão fosse serena, havia algo profundamente atento em seu olhar. — Se não gostou, podemos trocar.

— Gostei.

Alana sorriu, os lábios tingidos de vermelho se curvando em um gesto de satisfação. Um anel que valia milhões... ela não tinha motivos para não gostar.

Na época em que estava com Diego, o presente mais caro que ele havia dado a ela tinha sido um anel de algumas centenas de reais. Mesmo o dinheiro que Diego lhe deu, ela devolveu quase tudo. Afinal, o que ela ganhou dele nunca foi realmente significativo.

Para Alana, a melhor forma de um homem demonstrar que valorizava uma mulher, além de suas ações e palavras, era investir nela.

Embora a família Alves não precisasse de dinheiro, o gesto de Juan parecia sincero, e isso a deixou inesperadamente de bom humor.

Juan entregou-lhe mais um item: um cartão. Alana olhou para ele, um tanto surpresa.

— As tarefas da casa ficam por conta das empregadas. — Disse ele, com um tom casual, enquanto olhava para ela. — Este é o cartão pessoal para você gastar, Sra. Dutra.

A voz dele era fria, mas havia algo naturalmente autoritário, como se fosse apenas mais um detalhe trivial.

Alana ergueu levemente as sobrancelhas, mordendo os lábios em um sorriso provocador.

— Juan, você não tem medo de que eu te roube o dinheiro e, quem sabe, também o corpo?

— Roubar meu dinheiro...? — Juan soltou uma risada baixa. Sua voz era grave e suave, quase hipnotizante. — Claro, Sra. Dutra. Diga um valor. Quanto quer?

Ele fez uma pausa deliberada, e seus olhos claros encontraram os dela, emanando uma intensidade que fez o ar entre eles parecer mais denso.

— E se for roubar meu corpo...

Antes que ela pudesse responder, Juan inclinou-se, aproximando-se. Seus olhos se estreitaram ligeiramente, e a pele clara e impecável, junto com os traços perfeitos de seu rosto, parecia ainda mais próxima.

Ele segurou a cintura dela com firmeza e a puxou para perto, enquanto seus lábios encontravam os dela em um beijo profundo e deliberado.
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