— Adultos e crianças podem relaxar e se divertir no mesmo lugar. Isso é a essência da vida, voltar ao que realmente importa. — Erick concluiu.Ao ouvir isso, os olhos de Alana brilharam:— Você está completamente certo!Erick não respondeu, mas sabia que Alana gostava de projetos com esse tipo de conceito. Esse design era simples, prático e próximo da vida real, exatamente o que ela apreciava. Por isso, ele estava confiante de que Alana aprovaria o trabalho dele.— Legal, eu vou apresentar esse projeto ao presidente. — Alana afirmou, com decisão.O olhar de Alana para Erick era cheio de admiração. Ele era um talento raro, alguém que o Grupo Alves não podia deixar escapar. Sua mãe tinha razão: deixá-lo ir para outro lugar seria um erro imperdoável.Eles continuaram conversando e trocando ideias sobre o projeto. Quanto mais falavam, mais Alana admirava a capacidade criativa de Erick.Por outro lado, Erick também se sentia incrivelmente satisfeito. Fazia muito tempo que ele não encontrava
Erick aproveitou o momento para comentar:— Esse é o jeito dela mostrar que gosta de alguém. Fica olhando fixamente, sem desviar o olhar.O sorriso de Alana se ampliou, e ela ainda acrescentou mais algumas sobremesas que sabia que crianças adoravam. Erick observava a interação das duas. A cena era tão calorosa que ele sentiu o peito se encher de uma sensação boa, quase transbordando.À tarde, os três foram ao maior shopping center da cidade. Eles sabiam exatamente o que queriam e seguiram diretamente para o terceiro andar, na área das lojas de roupas.Ao chegar, Alana ficou um pouco perdida ao ver tantas opções de roupas coloridas e bonitas.Erick, carregando a pequena Helena no colo, andava ao lado de Alana.— Alana, vamos direto à loja de roupas infantis? — Erick perguntou.— Sim, passando por essa área de roupas femininas, chegamos na seção infantil. — Alana respondeu.Ao ouvir a palavra "femininas", Erick teve uma ideia e sugeriu, com um brilho nos olhos:— Já que temos a tarde liv
Elisa desviou o olhar, fingindo não entender o que Alana queria dizer:— Do que você está falando? Não faço ideia do que você quer dizer.Alana soltou uma risada fria, sem responder. Ela apenas ficou ali, em silêncio, observando Elisa atuar. A performance daquela mulher era tão patética, tão mal ensaiada, que qualquer pessoa com o mínimo de discernimento perceberia a falsidade. Mas, como em um teatro de mau gosto, ainda havia quem caísse na encenação.Rebeca, a fiel escudeira de Elisa, colocou-se na frente dela com uma postura desafiadora e, olhando diretamente para Alana, disparou:— Não venha intimidar a Lisa! O que ela disse ou não disse é problema dela. Não tem nada a ver com você. Afinal, você não é nada além da sombra dela.Aquelas palavras cortaram fundo no coração de Alana. Seus dedos se fecharam em punho automaticamente, enquanto sua respiração ficava pesada. Até mesmo Erick percebeu a tensão no ar e virou-se para observar Alana.O rosto de Alana ficou sombrio. Ela não disse n
Rebeca apontou para Alana, com o rosto cheio de incredulidade: — Você... Alana arqueou uma sobrancelha, e Rebeca imediatamente recuou a mão, assustada. Elisa, vendo a atitude covarde de Rebeca, não conseguiu evitar um insulto mental: “Que inútil.”Alana, satisfeita, assentiu com um leve sorriso: — Para os desobedientes, é assim que se deve ensinar. E, além disso, já que sua boca não sabe se comportar, estou apenas ajudando os outros a disciplinar você. Ela lançou um olhar afiado para Elisa e, em um tom cheio de implicação, acrescentou: — Na próxima vez, tente ser uma pessoa melhor. Não precisa ser um cão de guarda. Era tão óbvio que Rebeca estava sendo usada como uma marionete que Alana quase sentiu pena dela. Como alguém podia ser tão cega a esse ponto? Para Alana, lidar com pessoas assim era pura perda de tempo. Não tinham talento, não tinham força, mas ainda assim insistiam em aparecer para provocá-la. Elisa entendeu a alfinetada de Alana. Em resposta, com um olh
Quando Diego Arruda trouxe seu primeiro amor para a festa de aniversário, Alana Alves soube que havia perdido.No canto do salão, ela olhou rapidamente para a mensagem que sua mãe havia enviado:— Alana, você perdeu. Três anos se passaram, e Diego ainda não se apaixonou por você. Conforme o combinado, está na hora de voltar e assumir suas responsabilidades.Com o canto dos olhos, Alana observou a garota que Diego segurava pela cintura. Era a primeira vez que via o famoso primeiro amor dele. A garota era pura, com uma beleza tranquila e um ar pacífico. Mesmo vestida com roupas simples e baratas, ela chamava atenção. Então era isso que Diego gostava.Os lábios de Alana sentiram o gosto amargo da derrota. De repente, ela se lembrou de uma cena de quatro anos atrás, quando uma jovem rica do círculo social deles se aproximou de Diego para se declarar. Ele, enquanto apagava o cigarro com indiferença, lançou um olhar frio e respondeu com um tom debochado:— Me desculpe, senhorita, mas eu gost
Alana não ficou muito tempo em Cidade Talatona. Originalmente, ela só havia permanecido ali por causa de Diego. Mas, agora que havia se formado e Diego estava apaixonado por outra pessoa, aquela cidade já não fazia sentido para ela.Naquela mesma noite, ela comprou uma passagem de avião e voltou para Cidade Nyerere. Quando desembarcou, Karina Costa estava esperando por ela.— Dessa vez, voltou para ficar? — Perguntou Karina com um sorriso.— Voltei para ficar.Nos anos anteriores, Alana mal passava tempo em Cidade Nyerere. Tudo por causa de Diego, que ela seguia por onde fosse. Consequentemente, os encontros com Karina eram raros. Agora que o acordo com sua mãe havia falhado, ela não tinha mais motivos para sair de lá.Karina, que já tinha ouvido falar sobre o término entre Alana e Diego, não conseguiu evitar um suspiro. Ainda assim, preferiu mudar de assunto, abraçando o braço de Alana com um sorriso:— Não vamos falar de coisas ruins. Hoje é dia de festa. Vou te dar as boas-vindas co
Karina sentia um certo desconforto em relação ao primo Juan. Havia algo nele que a deixava intimidada, então, assim que entrou no carro, manteve-se quieta, sem ousar dizer uma palavra. O silêncio dentro do veículo era quase sufocante.Alana, por outro lado, tinha os olhos fixos no rosário budista que Juan usava no pulso. Algo nele parecia familiar, mas sua mente, enevoada pela bebida, não conseguia conectar as lembranças. Ainda assim, flashes da primeira vez que encontrou Juan passaram por sua cabeça. Anos haviam se passado, mas o homem diante dela permanecia tão imponente quanto antes.A casa de Karina ficava perto. Juan a deixou em segurança e, logo depois, se preparou para levar Alana de volta ao hotel.Agora, apenas os dois estavam no carro. A voz grave de Juan quebrou o silêncio:— Pretende ficar em Cidade Nyerere?— Sim.Alana hesitou por um momento antes de responder com um leve aceno. Eles não eram próximos, e a conversa morreu rápido. O silêncio voltou a dominar o ambiente, en
Como Juan sabia sobre ela e Diego?Esse pensamento passou rapidamente pela mente de Alana, mas ela apenas sorriu, despreocupada:— Não, Juan. Só que você também aproveitou sexo. Então, vamos deixar isso pra lá, certo?Ela piscou, mas no fundo sentia-se um pouco desconfortável. Juan era diferente de qualquer homem que ela conhecia. Perfeito demais, inalcançável como uma estrela distante ou a lua fria suspensa no céu."M*rda."Alana xingou baixinho em sua mente.Juan deu uma última tragada no cigarro, sacudiu o excesso de cinzas e não respondeu. Nem um sim, nem um não. Seus olhos apenas escureceram:— Tanto faz.Sua voz era gelada.Alana soltou um leve suspiro de alívio. Vestiu-se, endireitou o cabelo e deixou o hotel, chamando um táxi para voltar à mansão da família Alves.Mal havia entrado no carro, quando, a alguns passos de distância, Natalie a viu. Por reflexo, ela arregalou os olhos, surpresa, e puxou Diego pelo braço:— Diego, acho que vi a Srta. Alana...— Alana? — A testa de Die