ANNA
Lorenzo estava sentado na sala de reuniões da mansão, revisando relatórios quando Anna entrou sem aviso. Ele levantou os olhos, surpreso, mas imediatamente percebeu algo diferente nela. — Está ocupadíssimo, vejo — disse Anna, jogando-se em uma cadeira com um ar de desdém. — Sempre. Alguma coisa aconteceu? Anna o encarou por um momento antes de responder. — Quero saber o que decidiu. — Decidi o quê? — Lorenzo perguntou, embora soubesse exatamente do que ela estava falando. — Não se faça de desentendido. Tem uma semana para escolher. E, pelo que sei, sua família não quer atrasos. Lorenzo suspirou, fechando os relatórios. — E você quer saber se eu já escolhi você? Anna deu de ombros, mas ele percebeu a tensão em sua postura. — Talvez. Ou talvez eu só queira saber se está perdendo tempo comigo. LorenHELENA Helena acordou na manhã seguinte com o coração pesado e a mente repleta de preocupações. Bruno não desistiria tão facilmente, e a cada ameaça, o cerco parecia se fechar ainda mais. Não havia saída clara, e confiar em alguém naquele ambiente perigoso era impensável. Apesar disso, ela sabia que não poderia continuar enfrentando tudo sozinha.Após o jantar da noite anterior, Lorenzo começou a parecer mais atento a ela. Os olhares que ele lançava carregavam uma curiosidade desconfortável, como se ele estivesse tentando decifrá-la. Já Petrov, com sua presença constante e preocupada, agora parecia outra ameaça: se ele descobrisse alguma coisa, mesmo com boas intenções, poderia causar problemas ainda maiores.Helena saiu do quarto e se dirigiu ao jardim, esperando encontrar um pouco de paz. Os raios de sol que atravessavam as árvores criavam um jogo de sombras no chão, e o som suave da água da fonte era um alívio para seus nervos em frangalhos. Mas a tranquilidade durou pouco.Anna s
O sol despontava lentamente no horizonte, banhando a imponente mansão com tons dourados. O ambiente estava inquieto naquela manhã, mas poucos sabiam a razão. Lorenzo, já acostumado ao ritmo agitado da casa, descia as escadas enquanto ajustava os punhos da camisa. Anna e Helena ainda estavam em seus quartos, mas Petrov já se encontrava posicionado no salão principal, analisando os arredores com sua habitual vigilância.Uma fila de carros pretos parou no extenso pátio da mansão. Do veículo principal, saiu Bruno, imponente, com sua postura fria e olhar calculista. Vestia um terno preto perfeitamente alinhado e carregava um sorriso que não alcançava os olhos. Era sua primeira visita oficial à mansão desde que a competição havia começado, e todos sabiam que sua presença significava mais do que uma simples formalidade.Lorenzo se dirigiu à entrada para recebê-lo, mantendo a postura cordial que o protocolo exigia.— Bruno, seja bem-vindo. — Lorenzo estendeu a mão, que Bruno apertou com firme
A mansão italiana parecia mais um campo de batalha invisível do que uma residência familiar. Cada canto carregava uma tensão latente, e os movimentos de todos eram cuidadosamente calculados. Lorenzo, sentado no salão principal, analisava os planos de segurança atualizados por Petrov, mas sua mente estava distante. O jogo de poder que se desenrolava entre ele, Anna, Helena e agora Bruno era muito mais perigoso do que qualquer rivalidade externa.Anna surgiu no salão, a postura firme e decidida como sempre.— Lorenzo, precisamos conversar — disse, sem rodeios.Ele ergueu o olhar de seus documentos, sabendo que, quando Anna tinha aquele tom, era algo importante.— Sobre o quê?— Sobre Bruno. Você sabe tão bem quanto eu que ele não está aqui para ajudar.Lorenzo suspirou, apoiando-se na mesa.— Anna, ele é sua família. Não posso simplesmente expulsá-lo sem motivo.— Família? — ela rebateu, cruzando os braços. — Bruno só é leal a si mesmo. Ele não veio aqui por nostalgia ou preocupação. El
O sol brilhava intensamente sobre a mansão italiana, mas o clima entre os moradores estava longe de ser sereno. A presença permanente de Bruno havia mudado a dinâmica. Cada conversa parecia conter mensagens ocultas, e cada gesto era cuidadosamente analisado. Helena se sentia encurralada. Bruno não apenas era uma ameaça constante, mas também parecia empenhado em vigiá-la de perto. Ele sempre surgia inesperadamente, com comentários sutis que a faziam temer por sua segurança e pela do bebê. Ela sabia que precisava agir, mas estava sozinha. Petrov, por outro lado, mantinha seu foco em Helena. Embora sua prioridade fosse Anna, ele não conseguia ignorar o estado de fragilidade de Helena. Ela estava pálida, cansada e ainda evitava comer. Ele estava decidido a descobrir o que estava acontecendo. Naquela tarde, Lorenzo convocou uma reunião na sala de estar principal. Era um gesto incomum, e todos sabiam que algo importante seria discutido. --- Lorenzo estava parado ao lado da lareira quand
O jantar na mansão havia sido mais silencioso do que o habitual naquela noite. Cada pessoa à mesa estava perdida em seus próprios pensamentos, como se a tensão no ar fosse algo palpável. Lorenzo observava seus convidados com atenção. Anna estava mais séria do que de costume, Helena parecia distraída, e Bruno mantinha aquele sorriso afiado que Lorenzo nunca conseguiu decifrar por completo. Já Petrov, sempre vigilante, parecia absorver tudo como uma esponja.Quando os pratos foram recolhidos e as luzes na sala de jantar começaram a diminuir, Lorenzo se levantou, batendo levemente no copo de vinho com o garfo.— Amanhã, teremos outra reunião com todos os guardas da mansão — anunciou. — Quero discutir novas medidas de segurança. Não podemos nos dar ao luxo de outro ataque.Bruno sorriu.— Sempre tão cauteloso, irmão. É por isso que você está no comando.Lorenzo não respondeu. Havia algo na forma como Bruno falava que sempre o deixav
om, caso você não me conheça sou a Anna Yanov (até parece que alguém não me conhece, Puff), sou filha de Alexander Yanov, o chefe da Organização Solsnet, o maior e mais poderoso núcleo da máfia russa - e provavelmente do mundo -, com mais de 5 mil membros ativos e com negócios com a Itália, Alemanha e Brasil. Sou filha única e mulher, e como todo mundo sabe, isso é uma da desonra e desgraça na vida de meu pai. E mesmo eu sabendo tudo sobre a máfia e sendo mil vezes melhor que qualquer capanga dele, não sou digna de ser sua sucessora. Basicamente se você nasce mulher na máfia, só tem 2 caminhos: ser pura e esperar para casar com quem te disserem, ou curtir a vida e ir para uma prostibulo de algum dos mafiosos. Aah e tem também o meu jeito, que é curtir a vida na encolha e se fazer de pura e recatada na frente desse bando de velho hipócrita. Até essa semana, esse inferno não era tão infernal assim, dava pra lidar, até eu descobrir que terei de casar com o filho do Capo da Máfia I
.Olho ao redor, posso ver um conjunto de belíssimas mulheres, e na mesma proporção um conjunto de baba ovos do meu pai – Ser o filho herdeiro do Capo da Máfia, caro mio, não é nada fácil. Desde que meus pais decidiram que estava na hora de eu me casar para que no futuro quando meu pai deixasse o cargo, eu tivesse uma imagem forte e uma família consolidada o inferno reinou na minha vida. E o pior, tenho certeza que essa história de casar foi ideia de minha mãe, mama maledetta. Esse não eram meus planos. O foco era trabalhar bastante, fortalecer a famiglia e a máfia, me enfiar em uma rabos de saia para relaxar e esperar até que meu papa decidisse que era a hora de eu assumir. Mas não, vamos ouvir as mulheres, vamos dar uma chance ao amor e aos corações. Não sei o que acontece com esses homens, inclusive meu pai e meu irmão, quando a cabeça de baixo se apaixona a cabeça de cima perde o juízo, por isso o lema é NÃO SE APAIXONAR – como se fosse possível. Todos continuam a me olhar,
- Anna você não fez isso! Você é louca garota! - escuto minha melhor amiga falar pelo Ipad. Estamos em vídeo chamada, ela está me ajudando a escolher o vestido para o evento dessa noite. - Eu pensei que ele iria me mandar embora na hora, quando soubesse. Mas já fazem 2 dias. - Olho rapidamente para a tela e volto a procurar um vestido. - Amiga, você é muito louca ou realmente não se importa. - diz rindo - você e seu pai podem se ferrar tanto por isso. - É eu não me importo. - Se você não se casar com ele, você sabe que terá de se casar com o Petrov. Seu pai já deixou isso bem claro. - Se casar com um estranho ou com alguém que vive salvando a sua pele? - mostro as duas mãos em sinal de ponderação - Qual você acha que eu escolho? - Mas você não ama o Petrov. - Como se eu amasse o italianinho. - Agatha, foca no vestido! Preto longo ou verde midi ? - digo mostrando ambos - Não, que tal aquele azul com uns brilhos. Eu amo você naquele vestido, fica realmente parecendo uma princ