Depois de um longo tempo pensando no que falar, Brendan, por fim, admitiu dizendo:― Sim, eu sei que você foi linchada por minha culpa. Que alguém te usou para me atingir. ―Deirdre abriu os olhos, surpresa, e ficou quieta por um tempo, antes de dizer:― Eu estava pensando em como você conseguiu convencer os pais da vítima a ficar do seu lado. O que você deu a eles que era tão bom que eles iriam contra a própria consciência? ―Ela ainda se lembrava do ódio das ofensas do casal, quando ela se entregou à polícia. Eles queriam que a responsável pelo atropelamento e fuga fosse executada pelo crime.Brendan olhou para a figura pensativa da mulher e queria estender a mão para tocá-la, mas Deirdre se esquivou, puxou a mão para trás.― A razão é simples. ― Brendan tirou o paletó e se deitou com Deirdre. Parecia que aquela era a única maneira de estar mais perto dela. ― Eu dei a eles dinheiro suficiente para viverem sem preocupações, pelo resto de suas vidas. ―― Isso é tudo? ― Deirdre s
Deirdre nunca tinha entendido por que Brendan se disfarçaria de Kyran para enganá-la e se perguntava se o empresário realmente sentia algo por ela. No entanto, negou esses pensamentos quando descobriu que Brendan estava com Charlene, mais uma vez. Ou seja, tudo não passava de mais um dos truques do monstro.Por outro lado, Deirdre sentiu o peito apertar e doer quando ouviu Brendan usar a palavra 'amor' repetidamente. Mas conseguiu se acalmar e abriu um sorriso de desprezo, perguntando:― Que truque você tem na manga, dessa vez? ―O olhar de Brendan esmaeceu quando olhou para a mudança de expressão dela.― Você não acredita no que acabei de dizer? ―A mente de Deirdre era uma bagunça caótica.― Não sei se devo acreditar em você, porque você me enganou muitas vezes. Não posso me esquecer de que você está noivo de Charlene e... ― Ela tentou clarear a cabeça com grande esforço. ― Se você realmente quer que Charlene se declare culpada de seu crime, por que tirou ela da prisão, em prim
Brendan desceu as escadas e se aproximou rapidamente ao ouvir a pergunta que Deirdre fazia para o médico. Seus olhos escuros estavam fixos no rosto da jovem, e ele ficou aliviado ao ver que ela não parecia doente.― Sua barriga tem doído? Desde quando? Por que você não me disse isso? ―Deirdre o afastou, com um gesto de mão. Como ela poderia ter dito qualquer coisa a ele? Além de ignorar constantemente um ao outro, ela não sentia uma dor tão pungente. A dor só tinha incomodado de verdade naquela madrugada e Deirdre não queria muita interação com o empresário, desde que ele a beijara.O médico disse:― Vou ter que te examinar, senhora. ―― Sem problemas. ―Deirdre se sentou no sofá enquanto o médico a auscultava. Durante o processo, o médico notou que havia um chupão no pescoço dela e soltou uma tosse constrangida.― Eh... Francamente, não parece haver nada incomum com seu corpo, com base na auscultação. Precisaríamos fazer uma ultrassonografia para ter certeza de que está tudo b
Com a pergunta de Brendan, Anna sorriu de nervoso e respondeu:― Não... Nada. Só estou preocupada que encontremos aquelas pessoas cruéis no supermercado. ―Brendan deu a ela um olhar confiante e a tranquilizou:― Não se preocupe. Basta levar Deirdre e tudo vai dar certo. ―A governanta percebeu que Brendan tinha algum objetivo com aquilo e assentiu com a cabeça. Mas, quando estava prestes a se virar, Brendan disse:― Ah, sim, não se esqueça de comprar os ingredientes para a canja. ― ― Seu Brighthall... Não me diga que você ainda quer que Dee cozinhe a canja para você, mesmo que ela esteja se sentindo mal? ― A mulher grisalha perguntou com a voz repleta de reprovação.Engel pensou que se seu chefe realmente esperava colocar a mulher grávida para cozinhar para ele, o homem não tinha nenhuma empatia. Entretanto, Brendan apenas estreitou os olhos e respondeu:― Não é da sua conta. Apenas ouça o que eu disse para você fazer e faça. Além disso, não diga a Deirdre que fui eu quem ped
― Vocês querem nos bater, como fizeram ontem? ― rosnou Engel, protegendo Deirdre atrás dela.Deirdre colocou a mão no braço da governanta e a acalmou.― Tudo bem, Anna. Eu posso lidar com isso. ―― Você tem certeza, Dee? ―Deirdre deu um passo à frente e abaixou a cabeça para controlar as emoções complicadas em seus olhos, pois não sabia o que Brendan pretendia, pedindo que ela fosse até aquele lugar. Será que o monstro queria que ela se lembrasse da raiva daquelas pessoas, para que ficasse grata a ele por salvá-la de sua miséria? 'Bem... Parece algo que ele faria', Deirdre pensou sarcasticamente.Depois disso, levantou a cabeça e disse:― Sim, sou eu. O que vocês querem? Se vocês puderem me ouvir, posso explicar que não sou a assassina. ―A mulher, do casal, que as abordou respondeu rápido:― Explicar? Não! Não precisamos que nos explique nada. Sabemos que foi um mal entendido e queríamos muito pedir desculpas pelo que aconteceu ontem. Quando vimos a coletiva de imprensa, fica
Deirdre não sabia se deveria confiar em Brendan ou não.Depois que eles voltaram para o carro, o magnata olhou dentro das sacolas e perguntou:― Senhora Engel, onde estão as coisas que pedi para você comprar? ―A mulher grisalha deu um tapa na testa e disse:― Oh, Deus, ficamos tão confusas com tudo o que aconteceu que nem chegamos a fazer as compras! Essas coisas são todas presentes que recebemos. ―― Então, desça do carro e volte para o mercado. ―Engel saiu do veículo e Deirdre olhou confusa para Brendan.― O que você pediu para Anna comprar? ―― Você saberá, mais tarde. ―Deirdre ficou perplexa. Não havia nada de especial no mercado que pudesse chamar a atenção de uma pessoa refinada como o magnata. Então, a jovem não sabia por que Brendan tinha que tornar tudo tão misterioso.-Em uma mansão, um homem estreitou os olhos perigosamente, enquanto, por um monitor, observava a ação de Sam ao entrar no quarto do hotel e capturar seu subordinado.Um de seus homens ao lado del
No passado, a única pessoa que genuinamente se importava com Brendan era Deirdre. Quando ele estava com fome, ela preparava alguma coisa e servia, independentemente de quão cansada estivesse. Mesmo assim, o monstro sentia como se estivesse fazendo um grande favor a ela apenas por conviverem na mesma casa.'Então, era assim que a vida dela era... Era assim que ela se sentia...' Ele estava na cozinha há menos de dez minutos e já estava cansado e cheio de inseguranças. Finalmente o homem começava a entender o como era difícil cuidar de alguém.― Brendan? ― Deirdre bateu na porta, mais uma vez, pois Brendan não tinha respondido. ― Saia daí agora mesmo. Seu ombro ainda não está bom para isso. Se você quiser a minha canja eu dou a receita para Engel e ela faz para você.Brendan nunca esperou passar tanto aperto com algo trivial como cozinhar, enquanto ele era o alfa no círculo de negócios. Mesmo assim, vencia, aos poucos cada obstáculo e o peito de frango, o tomate e as ervas já estavam p
Deirdre não sabia o que Brendan havia colocado na sopa, mas o prato estava bem preparado, entretanto, bastante carregado no sal.― E aí, o que você achou? ―Deirdre estava prestes a reclamar do sal, mas o magnata perguntou, com a voz cheia de expectativa, parecendo uma criança clamando por atenção e, a jovem acabou ficando constrangida e respondeu:― Não é ruim. ―― Isso significa que é gostoso? ― Receber um elogio de alguém como Deirdre, com excelentes habilidades culinárias, significava que a sopa tinha um sabor muito bom. Com esse pensamento em mente, Brendan disse: ― Você deveria comer mais, já que está grávida. Se você gostar, eu cozinho para você todos os dias. ―Deirdre abaixou a cabeça e enfiou um pedaço de peito de frango na boca.Brendan olhou para ela por um tempo, então serviu uma tigela para si, encheu uma colher e enfiou na boca. Depois de franzir a testa, fez cara de quem comeu e não gostou e exclamou, indignado:― Que porcaria é essa!? ―― Canja de galinha ― res