Os olhos de Eduardo se estreitaram intensamente, enquanto a mão no bolso se apertava em segredo. Ele encarou Miguel com calma:- Por que ainda está parado aí? Salve-a! Vai esperar até que ela não tenha mais vida para mostrar sua habilidade médica excepcional?Miguel recobrou a consciência e rapidamente foi verificar Maria, mas foi empurrado com força por ela. Os olhos de Maria pareciam injetados de sangue. Ela se inclinou sobre a beira da cama, encarando todos eles com hostilidade. Enquanto falava, o sangue vermelho vivo continuava a escorrer incessantemente de sua boca.- Sonham se acham que vou continuar vivendo para sofrer humilhação de vocês!- Ah, irmã, você cometeu tantos atos ruins. Vovó e Duba já fizeram um grande favor em deixar você viver. Espero que reconheça isso.- Favor? - Maria torceu os lábios com frieza. - Esse tipo de "favor" eu realmente não preciso!Após falar, ela lutou para se levantar da cama. No entanto, assim que seus pés tocaram o chão, seu corpo fraco cedeu à
- Mal saí por um dia e vocês me tratam assim. Vocês realmente não têm respeito por mim, é isso?Vovó Diana se virou rapidamente, seus olhos envelhecidos ficaram vermelhos ao ver Cláudio.Cláudio a chamou friamente:- Vovó, faz tempo que não nos vemos.Não havia mais aquela intimidade do passado, nem o respeito de antes.Só havia indiferença e distância.O coração de vovó Diana doeu, mas logo a raiva apareceu em seu rosto:- Quem te deu permissão para voltar? Tínhamos um acordo, você não podia simplesmente voltar ao país assim!- Então a senhora queria que eu morresse em uma terra estrangeira, esquecido por todos?Vovó Diana ficou sem palavras por um momento.Cláudio passou por ela e se sentou à beira da cama.Ele sorriu levemente para Eduardo e disse:- Se eu soubesse que você odiava tanto a Mariazinha, deveria tê-la levado comigo para o exterior... Mas não adianta pensar nisso agora.Assim que Eduardo a soltou, Maria lutou e correu para os braços de Cláudio.O ciúme de Eduardo cresceu
- Deixe-me falar agora, aguarde em silêncio por enquanto.Cláudio ficou momentaneamente atônito, e só conseguiu cobrir a boca dela de forma desajeitada, mas não conseguiu conter o fluxo de sangue fresco que escorria de seus lábios.Maria segurou a mão dele e disse apressadamente:- Depois que eu partir, você... Não revele a Eduardo onde meu corpo está sepultado, eu... Não quero... Não quero que ele veja.Cláudio, em pânico, repetia o nome dela enquanto a envolvia nos braços e a colocava rapidamente no carro....- Não me deixe nem mesmo na morte... Maria... Maria!Eduardo gritou ao se sentar abruptamente.Ele olhou rapidamente ao redor do quarto e, sem hesitar, saiu da cama apressadamente.Viviane o segurou com pressa:- Duba, você acabou de acordar, para onde está indo?- E a Maria? Preciso encontrá-la, onde ela está?Vovó Diana se interpôs, zangada:- Ela faleceu, essa mulher maldita faleceu!- Isso é impossível!Os olhos de Eduardo brilharam em vermelho enquanto ele rugia baixo.- E
Observando os dois pequenos que a tratavam com tanto desprezo, vovó Diana não estava se sentindo bem.Viviane, ao perceber a situação, deliberadamente provocou:- Minha irmã morava aqui antes, não sei que ideias ela implantou nessas duas crianças. Elas sempre a apoiam em tudo, desobedecem Duba constantemente e agora até começam a odiar a senhora, é assustador. Se essas duas crianças continuarem com minha irmã, provavelmente estarão arruinadas em breve.Vovó Diana bateu com força a bengala no chão:- Aquela mulher maldita desapareceu por tanto tempo, é melhor que ela esteja morta. Mesmo que não esteja morta, eu não permitirei que ela se aproxime do meu querido bisneto.- Bem, às vezes temos que admitir que minha irmã é uma praga. Ela simplesmente desapareceu e teve que levar o coração do Duba junto. Já faz alguns dias desde que Duba não voltou para a Mansão dos Alves, essas duas crianças realmente estão sofrendo.À medida que Viviane falava assim, vovó Diana tremia de raiva.Ela disse f
Ela estava no paraíso ou... No inferno?Ela ergueu lentamente a mão, sentindo claramente a dor e a fraqueza emanando de seu corpo.As pessoas costumavam dizer que após a morte, não se sentia nenhuma dor.Ela... Ainda estava viva, certo?O suave sol atravessou as lacunas entre seus dedos, como se estivesse pintando suas mãos com um brilho dourado.Ela de repente percebeu que suas mãos estavam mais bonitas.Elas se tornaram brancas, simétricas e elegantes, não mais magras e enrugadas como antes.Ela levantou a outra mão e percebeu que também estava branca e simétrica.Superando a dor e a fraqueza, ela lutou para se sentar.Havia um espelho de corpo inteiro ao lado da cama.Cuidadosamente, ela desceu da cama e caminhou descalça em direção ao espelho.Um tapete cinza claro cobria o chão.Ao pisar nele, sentiu como se estivesse andando sobre as nuvens, macio e suave.Finalmente, ela chegou ao espelho, olhou para ele e seu rosto mostrou surpresa.A mulher no espelho não era mais uma figura m
Maria se encarou no espelho por um longo período de tempo. Quanto mais ela se observava, mais estranha se sentia ao ver a pessoa refletida ali. Só quando Cláudio e Miguel apareceram à sua frente é que seu coração inquieto se aquietou um pouco. Afinal, ela havia visto sua própria figura magra durante cinco anos. Agora que estava mais cheia, estava sendo difícil de se acostumar. Tudo parecia tão surreal, como um sonho.- Finalmente acordou, Mariazinha - Miguel estava tão emocionado que quase derramou lágrimas. Agora que ela estava desperta, finalmente ele poderia voltar e encontrar Luísa.- Foi... Foi você quem me salvou? - Maria perguntou, confusa, e, de repente, lembrou de algo, se afastando apressadamente de Miguel.- Fui eu quem deu as instruções para que me salvassem? Não preciso da sua ajuda, não quero sua piedade. Vá embora... Vá embora...Era claro que ela estava relembrando a cena daquele dia. Cláudio a abraçou apressadamente.- Não, fui eu quem instruiu a salvar você. Pense nis
- Duba, não é que eu não queira te contar, é apenas... Eu prometi a eles. Por favor, não insista mais nisso. Além disso, Maria nem está pronta para te ver agora. - Disse Miguel. Ele não queria magoar Eduardo com essas palavras, mas ao perceber a insistência dele, compreendeu que precisava falar de forma firme para fazer o homem desistir de vez.Eduardo apertou os lábios subitamente, sem dizer uma palavra. Miguel deu um tapinha em seu ombro e aconselhou com resignação:- Deixe isso ir, há muitos peixes no mar.Eduardo olhou para ele com um olhar melancólico:- No passado, quando você e Luísa brigaram e se separaram, eu também te aconselhei a desistir. Você desistiu naquela época?Miguel ficou momentaneamente atordoado, incapaz de responder. Nesse momento, Fernando se aproximou rapidamente deles.- Presidente Alves, a EstrelaComunicações tem sido recentemente administrada por um homem chamado Felipe. No entanto, os acionistas nos bastidores ainda não foram identificados. Eles mantiveram
Cláudio serviu em sua tigela um pouco dos pratos que ela sempre adorou.Maria olhou para aquelas deliciosas iguarias, hesitando antes de começar:- Eu... Eu não consigo comer essas coisas.- Antes você não podia, agora pode. - Cláudio sorriu e afagou a cabeça dela. - Você esqueceu, você já está melhor.Melhor? Embora ela realmente se sentisse muito melhor agora, ainda não conseguia acreditar que estava completamente recuperada.Vendo sua hesitação, Cláudio riu e disse:- Confie em mim, experimente. Coma um pouco, pode ir devagar. Precisa se acostumar com esses pratos. Comer apenas vegetais ou receber nutrientes por injeção não é suficiente para recuperar o corpo.Nunca antes alguém a tratou com tanta delicadeza.Maria sentiu um aperto no nariz, como se as lágrimas estivessem prestes a escapar.Ela respirou fundo, engolindo o nó de emoções que subia à garganta, e sorriu para Cláudio:- Está bem, vou experimentar. Nunca comi algo que você tivesse cozinhado pessoalmente antes.Não sabia s