23. Que começem os jogos

Karev

O cheiro de Mallory ainda estava impregnado em mim.

E, pelo modo como Gabriel fechou os olhos com força, inspirando longamente, eu soube que ele percebeu.

Ele ficou assim por alguns segundos, como se estivesse reunindo paciência antes de falar. Então, sem nem me olhar, disse:

— Eu falei para você esperar antes de ir atrás dela.

Sorri, um sorriso preguiçoso e debochado.

— E eu te disse que esperar não é meu forte. Ainda mais depois que me proibiram de falar com ela por 6 meses.

Gabriel abriu os olhos e me lançou um olhar exasperado, seu maxilar travado.

— O cheiro dela está em você.

Dei de ombros, fingindo que não me importava.

Mas a verdade?

Eu gostava disso.

Gostava de saber que todos perceberiam, que todos sentiriam em mim o que aconteceu entre nós há pouco tempo. Que ninguém mais teria o direito de tocá-la.

— E? — Minha voz saiu despretensiosa, mas eu vi quando os olhos de Gabriel brilharam com algo severo.

Ele cruzou os braços.

— E isso vai criar problemas.

A risada que saiu
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