Pela forma como Anthony agia, parecia que, exceto Bianca, a vida de todos os outros seres humanos eram apenas um empecilho. ― Você está sozinha? ― Anne perguntou. ― Quando se tem dinheiro, as pessoas nunca vão te deixar sozinha. Se você não sugerisse ir à mansão, eu nem teria contado sobre a internação. ― Sarah sempre tinha pensado que o dinheiro significava tudo, então acreditava que o dinheiro era a maneira mais fácil de conquistar qualquer coisa. A enfermeira apareceu e perguntou a Sarah o que ela queria jantar. Sarah ordenou duas porções de um caldo de carne e queria que Anne comesse com ela. A jovem não recusou. ― Anne, me desculpe. Eu não esperava que as consequências seriam tão sérias. Eu só disse algumas palavras e os seguranças começaram uma confusão. Eles não deveriam ter deixado Anthony saber sobre isso. Mas, Bianca é um hipócrita! ― Sarah disse, com desdém. ― Mas, agora você já sabe, tia... mãe. Ela mal pode esperar para encontrar nossas falhas e soltar
―Então você vai usar isso contra mim? Quão desprezível você é! ― o rosto de Anne estava contorcido pelo desprezo. ― Eu sou desprezível? Mas, foi você quem me empurrou contra a parede! ― Bianca se virou e saiu, com um olhar assassino nos olhos. Mas, Anne não podia deixá-la ir assim, pois seria torturada até a morte por Anthony. Então, vendo Bianca abrir a porta, Anne correu para tentar impedir a pianista de sair.― Não vá... ― Uma sombra preta na porta chegou e suas palavras pararam abruptamente. Anthony olhou para o que acontecia com uma expressão insondável, fazendo o coração de Anne quase parar.Vendo seu Salvador, Bianca se jogou apressadamente nos braços de Anthony.― Que bom que você está aqui, eu fui quase ... quase morta por ela... olhe para a minha cabeça, está machucada? Anne agarrou meu cabelo e bateu minha cabeça contra a parede... ― Bianca disse, com lágrimas nos olhos. Anne estava com raiva das mentiras. Vendo Anthony olhando ansiosamente para a contusã
― Se for só para mim, não precisa. Estou cheio de raiva, não vou conseguir comer. ― ― Eu também não quero. Não tenho fome nenhuma. ― Anne tinha sentido ânsia de vômito, quando tentou comer, mais cedo. Sarah olhou para o céu do lado de fora e disse:― Acho que você precisa ir... Você está cansada e isso tudo foi muito estressante. Você ainda parece doente, de qualquer maneira. Como já está em um hospital, deixe o médico verificar para você. Você pode ter tido uma lesão ou algo do tipo. ― ― Não sinto nenhum desconforto no meu corpo. Vou para casa. Ligue para mim se precisar de alguma coisa. ― Depois que Anne saiu do hospital, chamou um táxi. Assim que entrou em casa, foi para o banheiro e se olhou no espelho. Realmente, sua aparência não estava nada bem, era como se não tivesse se recuperado bem de alguma doença.Anne tocou seu abdômen plano e o pressionou suavemente, mas não houve dor. Devia ter sido a pressão de Anthony que a assustou e a fez sentir tão mal. A
Anne abaixou os olhos, pois não se sentia digna das gentilezas do diretor, então aceitou, com uma voz fraca:― Desculpa... ― Lucas estendeu a mão, pegou a de Anne e apertou, com força:― Não se desculpe. Sempre haverá uma solução, confie em mim. ― Anne não sabia o que fazer. Embora os olhos de Lucas não pudessem ser vistos com nitidez, por atrás dos óculos, ela apenas assentiu e, enquanto se recuperava do momento intenso, Lucas terminou de descer as escadas, sozinho. De volta ao sexto andar, logo depois que Anne abriu a porta, as pequenas cabeças das três crianças apareceram uma a uma.― Mamãe, papai Lucas foi embora? ― ― Ah! Mas, eu queria que papai ficasse! ― ― Papai é tímido! ― Anne sorriu e deu um tapinha na cabeça de Chloe. Depois que Anne conseguiu fazer as três crianças pararem de reclamar, saiu da sala e viu a babá arrumando os brinquedos na sala de estar. Ela começou a ajudar a mulher.― Nancy, é difícil cuidar de três crianças? ― ― Para ser sinc
As opiniões que Anne tinha sobre seu chefe mudaram um pouco. Xander era definitivamente versado na política de escritórios. Se não fosse pelo fato de ela mencionar o nome de Anthony no último telefonema, ela nunca teria uma promoção tão grande. Pensando nisso, ela disse humildemente:― Graças à confiança do diretor, definitivamente trabalharei duro. Espero que um dia substitua a posição do diretor. ― A expressão de Xander congelou. Os olhos escuros de Anthony se moveram um pouco e ele recuperou seu olhar agudo sem expressão.― Você ouviu isso? ― Xander limpou a garganta e disse generosamente:― Sim, senhor Marwood, eu a ouvi claramente, e a empresa precisa de funcionários como ela. Obrigado, senhorita Vallois, pode voltar para o departamento. ― Anne fez um aceno de cabeça e saiu sem relutância. Depois de deixar a sala, caminhou pelos corredores pisando com força, liberando a adrenalina. Ela não estava preocupada em ser demitida, mas não via a hora de sair daquela
― O que você quer comigo? ― Anne não entendia o que Anthony pretendia dessa vez e nem sabia como o tinha ofendido. ― Deixe-me sair do carro. ― Ela não queria passar mais um minuto com aquele homem. ― Você está resistindo a mim? ― Os olhos de Anthony eram indiferentes. ― O que há de errado em permitir que eu mantenha minha distância? Não se esqueça, você me deu liberdade. É claro que não vou encontrar outros homens. Afinal, você não quer me ver fazendo isso. Então, eu serei boa. Se você insistir em me forçar a entrar em contato com você, posso pensar que sou mais importante que Bianca. ― A aura de Anthony de repente esfriou.― Você pensa demais. ― Anne saiu do carro e assistiu o Rolls Royce desaparecer no fim da rua. Seus nervos tensos relaxaram. Ao enfrentar Anthony, ela estava aterrorizada, com medo de que o demônio assumisse o controle e ela fosse brutalizada, mais uma vez. Mas, dessa vez, tudo tinha corrido bem e ela, de fato, tinha sido deixada em frente ao
― É isso mesmo! ― Anne respondeu sorrindo, enquanto fazia graça, colocando o dedo na ponta do nariz de Chloe, enquanto olhava para os olhares animados e bonitos das crianças na cama, depois de tomar um banho. O sorriso da jovem se desfez e, depois de um segundo de hesitação, perguntou: ― Vocês tão gostando de morar aqui? ― No passado, não importava onde ela morasse, nunca tinham perguntado às três crianças se eles estavam satisfeitos ou não. Anne tinha a expectativa de receber um sonoro ‘sim’ dos bebês, mas isso não aconteceu. Os três parecem trocar olhares e isso deixou Anne desconfortável. Ela não queria que as crianças sentissem que não tinham um lar. Entretanto, a resposta veio, em uníssono, como se tivessem feito uma votação e decido: ― Sim, mamãe! ― Anne sorriu e não pediu mais nada. O rosto de Chloe esfregou o rosto de sua mãe.― Com a mamãe perto, não importa a casa. ― ― Sim! ― Chris concordou. ― Mamãe, não se preocupe conosco ― completou Charlie.
Anne ficou completamente impressionada. Afinal, a mensagem não tinha sido enviada por ela. Entretanto, era inquestionável e o número do celular que tinha enviado era indiscutivelmente o dela. Então, se lembrou de que, quando saiu do banho e voltou para o quarto, Chloe estava brincando com o celular. Tinha sido tudo um grande azar. Mesmo se Anthony soubesse da existência da criança, seria muito difícil que ele aceitasse que uma criança de dois anos, ainda analfabeta, teria apertado teclas e o corretor automático tinha montado a mensagem. Nenhuma explicação funcionaria.― Se você não pretendia enviar essa mensagem para mim, enviou para a pessoa errada. Para quem você iria mandar? ― ― Não. Não foi um erro. ― Anne se sentiu extremamente desconfortável, mas tinha que admitir aquilo. ― Foi isso que pensei. ― Anthony se aproximou e empurrou Anne contra a parede. Então, o rosto da jovem ficou vermelho e ela afastou Anthony, delicadamente, enquanto dizia:― Espera, eu preciso te f