Uma dança inocente

Jonathan respira fundo ao parar no estacionamento e, antes mesmo de abrir a porta, sente um olhar cravado nele. Eduardo já está encostado no carro, os braços cruzados e aquele maldito sorriso que mistura deboche e entendimento. Jonathan detesta isso. Detesta que Eduardo o enxergue tão bem, como se conseguisse ver através da fachada impenetrável que ele construiu, mas é grato por sua amizade verdadeira e por ser o único que o enfrenta na vida e no tatame. O silêncio entre eles dura segundos, mas carrega peso. Jonathan se aproxima devagar, e Eduardo, sem pressa alguma, destrava o carro.

— Para onde? — Eduardo pergunta, fingindo desinteresse.

— Preciso ver Marta. — Jonathan ajeita o relógio no pulso.

— Pagar os dias que ela trabalhou.

Eduardo estreita os olhos e inclina um pouco a cabeça.

— Você quer o amigo ou o motorista?

Jonathan prende a respiração por um instante. Ele já deveria saber que Eduardo não facilitaria em nada.

— Um homem respeita o outro, Eduardo, seja sincero e me respo
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