Quando o motorista desacelerou, o carro se emparelhou totalmente ao lado dos dois carros dos criminosos. Miriã e Luna agiram rápido. Miriã mirou nos motoristas e seus parceiros, enquanto Luna focou nos pneus. Ambas foram precisas, e os tiros fizeram com que os dois carros inimigos derrapassem violentamente na pista, perdendo o controle e colidindo com barreiras de concreto. — Perfeito, senhorita! — comentou o motorista, eufórico, mas sua alegria durou pouco. Um barulho de derrapagem ecoou atrás deles. Os outros seguranças haviam sido atingidos, e os três carros restantes dos criminosos agora os perseguiam de perto, implacáveis. Luna, com as mãos trêmulas, ligou para a polícia e para Christopher, que entrou em desespero ao ouvir a situação. Ele imediatamente mobilizou todos os seus seguranças, ordenando que seguissem para o local onde as irmãs estavam. Miriã, concentrada, conseguiu acertar mais um motorista inimigo, enquanto Luna e o segurança atingiram o pneu de outro carro. O ve
Ravi suspirou profundamente, limpando as lágrimas do rosto de Malú com cuidado. Ele lhe sorriu e continuou falando com Heitor ao telefone: — Desculpe, Heitor. Estou muito nervoso e acabei esquecendo o quanto a nossa família é unida. Jamais deveria cogitar que vocês pudessem agir ou pensar diferente disso, mas é que… — Irmão, ouve, esquece isso, sim? Imagino como está a sua cabeça uma hora dessas. Então, fica calmo e apenas venha! Unidos, daremos um jeito de descobrir a melhor forma de resgatar Miriã, ok? Ravi apertou Malú um pouco mais em seu abraço, sorriu e respondeu: — Ok! Estaremos aí em poucas horas! — Traga também Luna, sim? — Sim! Após desligar o celular, Ravi pegou o queixo de Malú e a fez encará-lo. Olhando para aqueles lindos olhos verdes, ele não resistiu e a beijou novamente. Dessa vez, era um beijo carinhoso e suave, um beijo que dava a Malú a garantia de que Ravi iria resolver aquele problema e a manteria segura das mãos de Viktor. Ela então pensou: “Meu D
Ravi não sabia dos verdadeiros sentimentos de Malú por ele, e isso o deixava ainda mais aborrecido com Alexandre. No entanto, ele não o impediu de viajar com eles por dois motivos: primeiro, porque julgava que não seria de bom tom expulsar "o amigo que, aparentemente, só queria ajudar no resgate da sua irmã". Segundo, porque não queria que Malú percebesse de imediato o interesse de Alexandre por ela. Ravi planejava conquistar o amor dela antes que o amigo tivesse a chance. Quando chegaram ao jato, encontraram Luna e Cristiano, que já os esperavam. Ravi apresentou Malú a eles, e ela se deu muito bem com Luna. May, a pequena, também sorriu e adorou Cristiano, ficando fascinada enquanto brincava com ele. — Penso que você será um excelente pai, cunhado! — disse Ravi, sorrindo. Cristiano sorriu e, olhando para sua linda esposa, que ainda estava um pouco traumatizada com tudo o que havia acontecido com ela e sua irmã, respondeu: — Deus te ouça, cunhado! Embora Ravi tenha passado a
Quando elas desceram novamente, timidamente, Malú perguntou ao pai de Ravi se eles haviam descoberto algo sobre onde Viktor levou a irmã dele. Eduardo observou bem a moça e pensou o quanto seus dois filhos tinham bom gosto. Tanto Heitor quanto Ravi se apaixonaram por mulheres bonitas, doces e fortes, e Malú era linda. Ele então lhe sorriu de forma paternal e respondeu: — Na verdade, chamei o meu amigo Tony aqui para me ajudar, porque há muito tempo todos nós da família usamos localizadores em algumas peças de joias que usamos. — É sério? — perguntou Malú, assustada, afinal ainda lembrava do localizador que Viktor colocou em seu relógio. Eduardo explicou: — Sim, porém, não faço isso para controlar os meus filhos, e sim para a segurança deles. — Mesmo porque, querida, todos nós sabemos disso! — falou Ravi, que vinha descendo a escada e aproveitou para abraçar a cintura de Malú e dar um beijo em seu rosto. Malú se encolheu de vergonha ao olhar para o pai dele, mas, aparentemen
Voltando ao presente porém... Assim que Malú e Ravi saíram da biblioteca, onde estavam reunidos com os outros, ele tocou suavemente no cotovelo dela e a conduziu até a varanda. O ar noturno estava fresco, e o silêncio entre eles era denso, carregado de algo não dito. Ravi se aproximou, seu olhar fixo nela, como se tentasse decifrar cada pensamento que cruzava a mente de Malú. Ele ergueu a mão, e segurou seu queixo com delicadeza, mas sua expressão era intensa. Porém, se arrependeu imediatamente, pois era impossível se concentrar ao encarar aquele olhar doce e aquela boca tão tentadora sem sentir o desejo de beijá-la. Ele no entanto se controlou, e sorrindo com carinho, lhe falou: Malú sentiu o coração acelerar, mas não desviou o olhar. A proximidade dele a fazia querer ficar, mesmo sabendo que deveria se afastar. Ravi, porém, parecia lutar contra si mesmo. Seus dedos tremiam levemente ao tocar seu rosto, e ele respirou fundo antes de falar, sua voz um pouco mais rouca do que o n
Malú ainda estava sorrindo, maravilhada com as palavras de Ravi, quando ele continuou, sua voz firme e carregada de uma intensidade que fez seu coração acelerar: — No entanto, também quero que entenda uma coisa — disse ele, segurando seu rosto com as mãos, seus olhos queimando com determinação. — Jamais aceitarei que qualquer outro homem se aproxime de você. Porque, infelizmente, nós, os Castellani, não somos apenas ciumentos. Somos possessivos. É um defeito da família, eu sei, mas é parte da nossa natureza. E nada pode mudar isso. Malú sorriu, seus olhos brilhando de afeto e compreensão. Ela pegou o rosto dele com as duas mãos, aproximando-se lentamente. — Sempre tive muito medo da possessividade de Viktor, porém com você é diferente, não sinto medo e nem desejo que mude, o que você chama de possessividade eu sei que se trata únicamente de proteção Ravi — sussurrou ela, antes de beijá-lo suavemente nos lábios. Quando se afastou, seu sorriso era tranquilo, mas seus olhos estavam
Para Malú, foi difícil convencer Ravi. Ele estava decidido a não deixá-la ir com eles, mas Malú provou ser ainda mais teimosa do que ele imaginava. Olhando para toda a família de Ravi, ela falou com uma determinação que surpreendeu a todos: — A menos que você queira me amordaçar, não vai conseguir me fazer ficar aqui. Eu irei com você, Ravi, e ninguém vai me convencer do contrário. Além disso, percebi que esse homem é mil vezes mais determinado do que o próprio Viktor. Se ele disse que não entregará sua irmã a menos que eu vá com você, ele vai cumprir o que prometeu. E se essa for a única chance de resgatar sua irmã, então eu irei sim! — Maldito seja! — Ravi explodiu, sua voz carregada de frustração e preocupação. — Você não percebe que isso pode ser uma armadilha de Viktor para te levar de mim? — Sei disso, Ravi — respondeu Malú, sua voz firme, mas carregada de emoção. — Mas o perigo que corro é o mesmo que você. Acha que conseguirei ficar aqui, aflita, sabendo que posso estar a
Ele olhou seriamente para Eduardo, sua expressão agora mais grave. — Acredite, senhor, não fiz nada para a sua filha que não faria de novo, quantas vezes fosse necessário, para garantir que ela estivesse fora de perigo, como está agora. Gabriel cheirou os cabelos de Miriã, um gesto que fez Eduardo e os outros homens trocarem olhares desconfiados. Ele então continuou, sua voz calma, mas firme: — Agora, será que poderiam baixar as suas armas? Acreditem, eu realmente estou sozinho e desarmado. Vim de peito aberto porque sei que estou entre uma família de bem. Mas essas armas apontadas para mim estão me deixando um pouco nervoso. Além disso, a garota realmente precisa de ajuda médica. Acredito que ela sofreu uma concussão quando aquele idiota a arremessou contra a parede. Os homens hesitaram por um momento, mas, aos poucos, começaram a baixar as armas Gabriel olhou para Ravi por um momento, como se estivesse avaliando-o. Depois, com movimentos lentos e cuidadosos, entregou Miriã