Ele olhou seriamente para Eduardo, sua expressão agora mais grave. — Acredite, senhor, não fiz nada para a sua filha que não faria de novo, quantas vezes fosse necessário, para garantir que ela estivesse fora de perigo, como está agora. Gabriel cheirou os cabelos de Miriã, um gesto que fez Eduardo e os outros homens trocarem olhares desconfiados. Ele então continuou, sua voz calma, mas firme: — Agora, será que poderiam baixar as suas armas? Acreditem, eu realmente estou sozinho e desarmado. Vim de peito aberto porque sei que estou entre uma família de bem. Mas essas armas apontadas para mim estão me deixando um pouco nervoso. Além disso, a garota realmente precisa de ajuda médica. Acredito que ela sofreu uma concussão quando aquele idiota a arremessou contra a parede. Os homens hesitaram por um momento, mas, aos poucos, começaram a baixar as armas Gabriel olhou para Ravi por um momento, como se estivesse avaliando-o. Depois, com movimentos lentos e cuidadosos, entregou Miriã
O silêncio naquele momento se tornou pesado, cortado apenas pelo som irregular da respiração de Malú, que tremia como uma folha ao vento. Seus olhos, cheios de lágrimas, fixaram-se no peito de Gabriel, enquanto suas mãos hesitantes puxavam a blusa para cima, revelando um sinal peculiar abaixo dos seios, próximo à costela. Um coração vermelho, pequeno e perfeito, marcava sua pele como uma assinatura do destino. O mesmo sinal que Gael carregava no peito. — É... é igual... — sussurrou Ravi, mas se calou, como se não desejasse quebrar aquele momento. Malú balançou a cabeça, negando, como se pudesse apagar a realidade que se impunha diante dela. As lágrimas escorriam sem controle, e suas pernas pareciam prestes a ceder. Gabriel, com passos firmes, mas cheios de emoção, aproximou-se dela. Sua mão, quente e segura, envolveu a dela, e ele falou com uma voz que misturava dor e alívio: — Sim, Malú. Sou eu. Sou seu irmão. Aquele que você acreditava estar morto. Aquele que, por mais de vinte
Olga então pegando nas mãos dela começou a explicar: — Naquela noite quando saiu, percebi que os homens Viktor estavam me seguindo, ele tentou me sequestrar para saber onde você e sua mãe estavam escondidas. Eu corri, mas eles atiraram em mim. Quase morri, mas ele... — ela apontou para Gabriel, que observava a cena com um olhar sério. — Ele me salvou. Passei muitos meses em coma, e quando acordei... — ela fez uma pausa, as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. — Desculpe, Malú. Desculpe por não ter conseguido ajudar sua mãe. Malú abraçou Olga novamente, apertando-a com força. — Por favor, não chore, Olga. Você não tem culpa de nada. A única pessoa culpada de todas as nossas desgraças é Viktor. E sobre a minha mãe... — ela fez uma pausa, engolindo em seco. — Nós a perdemos, mas ela nos deixou a minha irmãzinha, May. Ela é tão linda, saudável e inteligente. E agora, ela precisa de nós.
Enquanto falava isso Eduardo descia a escada de mãos dadas com Diana, acompanhado de Luna e do doutor Rangel. Luna estava com o bebê de Natália no colo, que havia acordado e já procurava os braços da mãe. — Obrigado, jovem, por salvar a minha princesinha — disse Eduardo, com uma voz carregada de emoção. — Nem tenho palavras para agradecer. Da minha parte, você terá sempre a minha eterna gratidão. Afinal, os meus filhos são a coisa mais importante na minha vida. E, por favor, perdoe-me por tudo o que lhe disse anteriormente. Ele apertou a mão de Gabriel com firmeza, enquanto sorria para seus filhos com aquele sorriso paternal que todos já conheciam. — Não precisa se desculpar, nem me agradecer, senhor — respondeu Gabriel, com um sorriso humilde. — Eu não fiz mais que a minha obrigação. E como está a sua filha? Eduardo olhou para o doutor Rangel, que respondeu: — Bem, a senhorita Miriã agora só precisa mesmo é de um pouco de descanso. Por incrível que pareça, seus reflexos estã
Naquele momento, Gabriel sorria enquanto tomava banho, lembrando o quão delicioso era o perfume dos cabelos de Miriã. Ele sorriu, imaginando como desejava conhecer aquela garota que todos diziam ser de personalidade forte. — Eu duvido — pensou ele, com um sorriso nos lábios. — Para mim, ela parece um anjo. Na verdade, quando a carreguei nos braços, a sensação que tive foi de estar carregando a pessoa mais doce do mundo! Ele continuou a se lembrar do momento em que a segurou, sentindo o calor do corpo dela contra o seu. Ao sair do banheiro e vestir uma roupa para dormir, seu telefone tocou. Ele não precisava ver o número para saber quem era. Antes de atender, apertou o cronômetro do seu relógio. Ao ouvir a voz firme e compassada de Viktor, ele sorriu novamente, desta vez de forma sarcástica. — Então, Hernández, devo dar-te os meus parabéns? — perguntou Viktor, com um tom de ironia. — Como queira, senhor! — respondeu Gabriel, de forma debochada. — É incrível como conseguiu me
Ao ouvir tudo aquilo de Alexandre, Malú ficou apreensiva. Sua mente começou a fervilhar com vários pensamentos: — E se Alexandre estiver certo? E se Ravi, na verdade, só esteve interessado temporariamente em mim? E se ele estiver confundindo proteção e carinho com amor? Ela o encarou com lágrimas nos olhos, mas não era do tipo de pessoa que sofria por antecipação. Decidida, falou enquanto enxugava os olhos: — Ouça, Alexandre, entendo você. Afinal, conhece Ravi há mais tempo do que eu. Porém, por mais que você não acredite que ele possa ter se apaixonado por mim, tem que entender que eu sim me apaixonei por ele. Eu o amo, e é somente dele todos os meus sentimentos! — O que quer dizer com isso, Malú? Que aceitará um amor unilateral? Malú, por favor! Você não pode... — Ainda não terminei! — falou ela, seriamente, encarando-o novamente. Então, continuou:
Ao dizer isso, Malú demonstrou que realmente estava disposta a cumprir o que falava. Ela abriu o trinco da porta do seu quarto, num convite silencioso e tentador para Ravi. Ele, porém, a puxou para seus braços. Ao encará-la, observou o desejo estampado em seus olhos, e sua boca entreaberta era um convite tentador demais para ser ignorado. Totalmente enlouquecido de desejo, ele a tomou novamente em um beijo avassalador. Ao sentir sua pequena deliciosamente manhosa em seus braços, ele fechou a porta do quarto novamente e falou: — Aqui não, pequena. — O quê? Por quê? — perguntou Malú, confusa. — Acredite, princesa, tenho os meus motivos. Vem comigo, sim? — perguntou ele, sua voz suave, mas carregada de promessas. Ela sorriu e, mesmo morrendo de vergonha, concordou. Ravi também sorriu, feliz ao perceber que ela o desejava tanto quanto ele a desejava. Ela não era ma
Ravi sorriu quando Malú gemeu seu nome novamente, totalmente entregue aos seus avanços. Ele estava maravilhado ao ouvir seus doces gemidos, percebendo que não se enganara: sua garota era barulhenta, e ele adorava isso. Por isso a levara para longe da casa principal — queria que Malú tivesse total liberdade para dar vazão aos seus desejos, sem medo de ser ouvida. Ele explorava o corpo dela com as mãos e com a boca, cada toque calculado para provocar uma reação. Quando desceu para seus seios arredondados, Malú arqueou o corpo, um gemido escapando de seus lábios. Ravi percebeu o quanto ela era sensível ali e decidiu explorar ainda mais, alternando entre beijos suaves, sucções e lambidas quentes. Os gemidos dela eram um sinal claro de que estava gostando, mas Ravi queria dar-lhe ainda mais prazer. Ele também queria sentir o contato do corpo quente dela contra o seu. Para provocar a gata manhosa que existia dentro dela, ele sussurrou em seu ouvid