Ao saírem da casa de Luna, as duas entraram em um carro blindado, com Pedro, um dos seguranças, no assento do carona, e Barbosa ao volante. Atrás delas, outro carro com dois seguranças seguia de perto. Luna olhou pela janela, inquieta, enquanto Miriã ajustava a GX4 no coldre sob o casaco. — Eu ainda acho que não deveríamos sair hoje — murmurou Luna, os dedos inquietos brincando com a alça da bolsa. — Ainda mais sabendo do perigo que nos cerca. Miriã deu uma risada curta, quase desdenhosa. — Que isso, maninha! Não seja tão estraga-prazeres assim. Veja, temos três seguranças! Além disso, acredito que o tal russo idiota ainda nem sabe da nossa existência. Agora, para de paranóia e vamos! Luna não respondeu, mas o aperto no peito não desapareceu. Ela sentia que algo estava prestes a dar errado. O ar parecia pesado, carregado de uma tensão que ela não conseguia explicar. Algumas horas depois, quando já estavam voltando do shopping, o pesadelo começou. Cinco carros escuros surgiram d
Quando o motorista desacelerou, o carro se emparelhou totalmente ao lado dos dois carros dos criminosos. Miriã e Luna agiram rápido. Miriã mirou nos motoristas e seus parceiros, enquanto Luna focou nos pneus. Ambas foram precisas, e os tiros fizeram com que os dois carros inimigos derrapassem violentamente na pista, perdendo o controle e colidindo com barreiras de concreto. — Perfeito, senhorita! — comentou o motorista, eufórico, mas sua alegria durou pouco. Um barulho de derrapagem ecoou atrás deles. Os outros seguranças haviam sido atingidos, e os três carros restantes dos criminosos agora os perseguiam de perto, implacáveis. Luna, com as mãos trêmulas, ligou para a polícia e para Christopher, que entrou em desespero ao ouvir a situação. Ele imediatamente mobilizou todos os seus seguranças, ordenando que seguissem para o local onde as irmãs estavam. Miriã, concentrada, conseguiu acertar mais um motorista inimigo, enquanto Luna e o segurança atingiram o pneu de outro carro. O ve
Ravi suspirou profundamente, limpando as lágrimas do rosto de Malú com cuidado. Ele lhe sorriu e continuou falando com Heitor ao telefone: — Desculpe, Heitor. Estou muito nervoso e acabei esquecendo o quanto a nossa família é unida. Jamais deveria cogitar que vocês pudessem agir ou pensar diferente disso, mas é que… — Irmão, ouve, esquece isso, sim? Imagino como está a sua cabeça uma hora dessas. Então, fica calmo e apenas venha! Unidos, daremos um jeito de descobrir a melhor forma de resgatar Miriã, ok? Ravi apertou Malú um pouco mais em seu abraço, sorriu e respondeu: — Ok! Estaremos aí em poucas horas! — Traga também Luna, sim? — Sim! Após desligar o celular, Ravi pegou o queixo de Malú e a fez encará-lo. Olhando para aqueles lindos olhos verdes, ele não resistiu e a beijou novamente. Dessa vez, era um beijo carinhoso e suave, um beijo que dava a Malú a garantia de que Ravi iria resolver aquele problema e a manteria segura das mãos de Viktor. Ela então pensou: “Meu D
Ravi não sabia dos verdadeiros sentimentos de Malú por ele, e isso o deixava ainda mais aborrecido com Alexandre. No entanto, ele não o impediu de viajar com eles por dois motivos: primeiro, porque julgava que não seria de bom tom expulsar "o amigo que, aparentemente, só queria ajudar no resgate da sua irmã". Segundo, porque não queria que Malú percebesse de imediato o interesse de Alexandre por ela. Ravi planejava conquistar o amor dela antes que o amigo tivesse a chance. Quando chegaram ao jato, encontraram Luna e Cristiano, que já os esperavam. Ravi apresentou Malú a eles, e ela se deu muito bem com Luna. May, a pequena, também sorriu e adorou Cristiano, ficando fascinada enquanto brincava com ele. — Penso que você será um excelente pai, cunhado! — disse Ravi, sorrindo. Cristiano sorriu e, olhando para sua linda esposa, que ainda estava um pouco traumatizada com tudo o que havia acontecido com ela e sua irmã, respondeu: — Deus te ouça, cunhado! Embora Ravi tenha passado a
Quando elas desceram novamente, timidamente, Malú perguntou ao pai de Ravi se eles haviam descoberto algo sobre onde Viktor levou a irmã dele. Eduardo observou bem a moça e pensou o quanto seus dois filhos tinham bom gosto. Tanto Heitor quanto Ravi se apaixonaram por mulheres bonitas, doces e fortes, e Malú era linda. Ele então lhe sorriu de forma paternal e respondeu: — Na verdade, chamei o meu amigo Tony aqui para me ajudar, porque há muito tempo todos nós da família usamos localizadores em algumas peças de joias que usamos. — É sério? — perguntou Malú, assustada, afinal ainda lembrava do localizador que Viktor colocou em seu relógio. Eduardo explicou: — Sim, porém, não faço isso para controlar os meus filhos, e sim para a segurança deles. — Mesmo porque, querida, todos nós sabemos disso! — falou Ravi, que vinha descendo a escada e aproveitou para abraçar a cintura de Malú e dar um beijo em seu rosto. Malú se encolheu de vergonha ao olhar para o pai dele, mas, aparentemen
Voltando ao presente porém... Assim que Malú e Ravi saíram da biblioteca, onde estavam reunidos com os outros, ele tocou suavemente no cotovelo dela e a conduziu até a varanda. O ar noturno estava fresco, e o silêncio entre eles era denso, carregado de algo não dito. Ravi se aproximou, seu olhar fixo nela, como se tentasse decifrar cada pensamento que cruzava a mente de Malú. Ele ergueu a mão, e segurou seu queixo com delicadeza, mas sua expressão era intensa. Porém, se arrependeu imediatamente, pois era impossível se concentrar ao encarar aquele olhar doce e aquela boca tão tentadora sem sentir o desejo de beijá-la. Ele no entanto se controlou, e sorrindo com carinho, lhe falou: Malú sentiu o coração acelerar, mas não desviou o olhar. A proximidade dele a fazia querer ficar, mesmo sabendo que deveria se afastar. Ravi, porém, parecia lutar contra si mesmo. Seus dedos tremiam levemente ao tocar seu rosto, e ele respirou fundo antes de falar, sua voz um pouco mais rouca do que o n
Malú ainda estava sorrindo, maravilhada com as palavras de Ravi, quando ele continuou, sua voz firme e carregada de uma intensidade que fez seu coração acelerar: — No entanto, também quero que entenda uma coisa — disse ele, segurando seu rosto com as mãos, seus olhos queimando com determinação. — Jamais aceitarei que qualquer outro homem se aproxime de você. Porque, infelizmente, nós, os Castellani, não somos apenas ciumentos. Somos possessivos. É um defeito da família, eu sei, mas é parte da nossa natureza. E nada pode mudar isso. Malú sorriu, seus olhos brilhando de afeto e compreensão. Ela pegou o rosto dele com as duas mãos, aproximando-se lentamente. — Sempre tive muito medo da possessividade de Viktor, porém com você é diferente, não sinto medo e nem desejo que mude, o que você chama de possessividade eu sei que se trata únicamente de proteção Ravi — sussurrou ela, antes de beijá-lo suavemente nos lábios. Quando se afastou, seu sorriso era tranquilo, mas seus olhos estavam
Para Malú, foi difícil convencer Ravi. Ele estava decidido a não deixá-la ir com eles, mas Malú provou ser ainda mais teimosa do que ele imaginava. Olhando para toda a família de Ravi, ela falou com uma determinação que surpreendeu a todos: — A menos que você queira me amordaçar, não vai conseguir me fazer ficar aqui. Eu irei com você, Ravi, e ninguém vai me convencer do contrário. Além disso, percebi que esse homem é mil vezes mais determinado do que o próprio Viktor. Se ele disse que não entregará sua irmã a menos que eu vá com você, ele vai cumprir o que prometeu. E se essa for a única chance de resgatar sua irmã, então eu irei sim! — Maldito seja! — Ravi explodiu, sua voz carregada de frustração e preocupação. — Você não percebe que isso pode ser uma armadilha de Viktor para te levar de mim? — Sei disso, Ravi — respondeu Malú, sua voz firme, mas carregada de emoção. — Mas o perigo que corro é o mesmo que você. Acha que conseguirei ficar aqui, aflita, sabendo que posso estar a