Porém, quando Ravi se aproximou de seus amigos novamente, entendeu o motivo pelo qual Malú sorria para Alexandre. Ele estava elogiando May, e ela agradecia com sorrisos. No entanto, Ravi percebeu que os sorrisos de Malú já não estavam tão radiantes quanto antes. Quando ele se aproximou dela, seu sorriso desapareceu completamente, sendo substituído por uma expressão de desapontamento. Ravi seguiu o olhar dela e percebeu que ela estava olhando na direção do barzinho, onde ele havia deixado Lívia e Ruana. — Malú, será que podemos falar um pouco? — perguntou Ravi, tentando manter a calma. Ela levantou os olhos para Alexandre, que lhe piscou de forma provocante. Esse gesto não passou despercebido por Ravi. Malú então o seguiu até uma parte mais discreta da área da piscina, longe de olhares indiscretos. Ali, ele pegou seu braço e perguntou, com uma mistura de preocupação e ciúmes: — Foi assim tão fácil se tornar amiga íntima de Alexandre? A ponto de já confiar totalmente nele? Malú
Pensativo, Heitor lembrava de toda a história que Ravi lhe contara sobre a garota por quem estava apaixonado e de tudo o que ela havia perdido devido àquele homem cruel. Ele também refletia sobre o perigo que Ravi mencionara, alertando que todos poderiam estar em risco por causa do mesmo homem. Viktor, o nome que ecoava como uma sombra ameaçadora, parecia estar sempre um passo à frente, disposto a destruir tudo o que Ravi amava. Heitor protegeria sua família até com a própria vida, se necessário. Jamais permitiria que alguém fizesse mal a eles. A imagem de Natália e dos filhos, Leonardo e o pequeno de três meses, vinha à sua mente, fortalecendo sua determinação. Ele sabia que precisava agir rápido e com precisão. Naquela mesma noite, assim que terminou de desligar o celular, contou a Natália tudo o que Ravi lhe havia dito, sem omitir nada. Apesar de Natália ter ficado inicialmente assustada, Heitor a tranquilizou com um abraço firme e palavras suaves. — Não vamos deixar que ele n
Ao saírem da casa de Luna, as duas entraram em um carro blindado, com Pedro, um dos seguranças, no assento do carona, e Barbosa ao volante. Atrás delas, outro carro com dois seguranças seguia de perto. Luna olhou pela janela, inquieta, enquanto Miriã ajustava a GX4 no coldre sob o casaco. — Eu ainda acho que não deveríamos sair hoje — murmurou Luna, os dedos inquietos brincando com a alça da bolsa. — Ainda mais sabendo do perigo que nos cerca. Miriã deu uma risada curta, quase desdenhosa. — Que isso, maninha! Não seja tão estraga-prazeres assim. Veja, temos três seguranças! Além disso, acredito que o tal russo idiota ainda nem sabe da nossa existência. Agora, para de paranóia e vamos! Luna não respondeu, mas o aperto no peito não desapareceu. Ela sentia que algo estava prestes a dar errado. O ar parecia pesado, carregado de uma tensão que ela não conseguia explicar. Algumas horas depois, quando já estavam voltando do shopping, o pesadelo começou. Cinco carros escuros surgiram d
Quando o motorista desacelerou, o carro se emparelhou totalmente ao lado dos dois carros dos criminosos. Miriã e Luna agiram rápido. Miriã mirou nos motoristas e seus parceiros, enquanto Luna focou nos pneus. Ambas foram precisas, e os tiros fizeram com que os dois carros inimigos derrapassem violentamente na pista, perdendo o controle e colidindo com barreiras de concreto. — Perfeito, senhorita! — comentou o motorista, eufórico, mas sua alegria durou pouco. Um barulho de derrapagem ecoou atrás deles. Os outros seguranças haviam sido atingidos, e os três carros restantes dos criminosos agora os perseguiam de perto, implacáveis. Luna, com as mãos trêmulas, ligou para a polícia e para Christopher, que entrou em desespero ao ouvir a situação. Ele imediatamente mobilizou todos os seus seguranças, ordenando que seguissem para o local onde as irmãs estavam. Miriã, concentrada, conseguiu acertar mais um motorista inimigo, enquanto Luna e o segurança atingiram o pneu de outro carro. O ve
Ravi suspirou profundamente, limpando as lágrimas do rosto de Malú com cuidado. Ele lhe sorriu e continuou falando com Heitor ao telefone: — Desculpe, Heitor. Estou muito nervoso e acabei esquecendo o quanto a nossa família é unida. Jamais deveria cogitar que vocês pudessem agir ou pensar diferente disso, mas é que… — Irmão, ouve, esquece isso, sim? Imagino como está a sua cabeça uma hora dessas. Então, fica calmo e apenas venha! Unidos, daremos um jeito de descobrir a melhor forma de resgatar Miriã, ok? Ravi apertou Malú um pouco mais em seu abraço, sorriu e respondeu: — Ok! Estaremos aí em poucas horas! — Traga também Luna, sim? — Sim! Após desligar o celular, Ravi pegou o queixo de Malú e a fez encará-lo. Olhando para aqueles lindos olhos verdes, ele não resistiu e a beijou novamente. Dessa vez, era um beijo carinhoso e suave, um beijo que dava a Malú a garantia de que Ravi iria resolver aquele problema e a manteria segura das mãos de Viktor. Ela então pensou: “Meu D
Ravi não sabia dos verdadeiros sentimentos de Malú por ele, e isso o deixava ainda mais aborrecido com Alexandre. No entanto, ele não o impediu de viajar com eles por dois motivos: primeiro, porque julgava que não seria de bom tom expulsar "o amigo que, aparentemente, só queria ajudar no resgate da sua irmã". Segundo, porque não queria que Malú percebesse de imediato o interesse de Alexandre por ela. Ravi planejava conquistar o amor dela antes que o amigo tivesse a chance. Quando chegaram ao jato, encontraram Luna e Cristiano, que já os esperavam. Ravi apresentou Malú a eles, e ela se deu muito bem com Luna. May, a pequena, também sorriu e adorou Cristiano, ficando fascinada enquanto brincava com ele. — Penso que você será um excelente pai, cunhado! — disse Ravi, sorrindo. Cristiano sorriu e, olhando para sua linda esposa, que ainda estava um pouco traumatizada com tudo o que havia acontecido com ela e sua irmã, respondeu: — Deus te ouça, cunhado! Embora Ravi tenha passado a
Quando elas desceram novamente, timidamente, Malú perguntou ao pai de Ravi se eles haviam descoberto algo sobre onde Viktor levou a irmã dele. Eduardo observou bem a moça e pensou o quanto seus dois filhos tinham bom gosto. Tanto Heitor quanto Ravi se apaixonaram por mulheres bonitas, doces e fortes, e Malú era linda. Ele então lhe sorriu de forma paternal e respondeu: — Na verdade, chamei o meu amigo Tony aqui para me ajudar, porque há muito tempo todos nós da família usamos localizadores em algumas peças de joias que usamos. — É sério? — perguntou Malú, assustada, afinal ainda lembrava do localizador que Viktor colocou em seu relógio. Eduardo explicou: — Sim, porém, não faço isso para controlar os meus filhos, e sim para a segurança deles. — Mesmo porque, querida, todos nós sabemos disso! — falou Ravi, que vinha descendo a escada e aproveitou para abraçar a cintura de Malú e dar um beijo em seu rosto. Malú se encolheu de vergonha ao olhar para o pai dele, mas, aparentemen
Voltando ao presente porém... Assim que Malú e Ravi saíram da biblioteca, onde estavam reunidos com os outros, ele tocou suavemente no cotovelo dela e a conduziu até a varanda. O ar noturno estava fresco, e o silêncio entre eles era denso, carregado de algo não dito. Ravi se aproximou, seu olhar fixo nela, como se tentasse decifrar cada pensamento que cruzava a mente de Malú. Ele ergueu a mão, e segurou seu queixo com delicadeza, mas sua expressão era intensa. Porém, se arrependeu imediatamente, pois era impossível se concentrar ao encarar aquele olhar doce e aquela boca tão tentadora sem sentir o desejo de beijá-la. Ele no entanto se controlou, e sorrindo com carinho, lhe falou: Malú sentiu o coração acelerar, mas não desviou o olhar. A proximidade dele a fazia querer ficar, mesmo sabendo que deveria se afastar. Ravi, porém, parecia lutar contra si mesmo. Seus dedos tremiam levemente ao tocar seu rosto, e ele respirou fundo antes de falar, sua voz um pouco mais rouca do que o n