Vinte Três

Madelaine

É como se ele estivesse feliz em me ver.

— Não faz ideia do quanto te procurei naquele hotel loirinha...

Ouço o homem que me trouxe murmurar um "nossa".

Ele só pode estar de brincadeira.

— Eu não sei do que você está falando? — digo ríspida.

Ele dá uma risada olhando para baixo.

Ele está se achando o máximo né?

— Lúcio pode ir, eu resolvo aqui com a loirinha — ele fala.

— Madelaine, meu nome é Madelaine. E você pode colocar uma camisa?

Ele ri, se aproxima da porteira e pega uma camisa xadrez, veste e começa a fechar os botões.

— Satisfeita? — sua voz é carregada de ironia.

— Não eu não estou nenhum pouco satisfeita. Por que você não deixa o meu pai em paz? Ele não quer vender nada para você! — ergo a voz com dedo em riste.

Ele sorri e eu cerro o punho irritada.

O filho da mãe não está me levando a sério.

— Por que você quer tanto que meu pai venda a fazenda? — pergunto, buscando me concentrar no motivo de estar aqui.

Por que tinha que ser ele? Talvez no fundo
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