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Capítulo 4: É ela - parte 1

— Um buquê de rosas e um ursinho, o que acha? — Clarice sugeriu ao cliente, que lhe era um tanto familiar. 

Jhon parecia completamente convencido da sugestão da florista, então apenas assentiu, com um sorriso um pouco bobo, imaginando que Nora iria adorar presente inesperado. 

— Ótimo, pode embalar então, você tem chocolates também? — ele perguntou, observando-a montar o buque com belas rosas vermelhas. 

— Tenho, podemos fazer uma cestinha e colocar os chocolates dentro junto com o ursinho, o que acha? 

— A ideia é ótima! 

Enquanto conversavam, Jhon não se deu ao trabalho de procurar novas opções ou qualquer outra coisa, apenas passou a seguir a florista por todos os lados enquanto a via pegar as flores, os chocolates, embrulhando tudo numa bela cesta que faria qualquer mulher que gostasse daquele tipo de ato suspirar. 

Clarice tinha um sorriso nos lábios enquanto arrumava a cesta, adorava preparar presentes para casais, aquele foi o primeiro desde a inauguração, já que, durante todo aquele dia, seu público se resumiu a mulheres buscando plantas para suas casas e substratos. Estava ao lado de algumas pelúcias embalando a cesta quando deu por falta do laço, como esquecer essa parte tão importante?

Clarice se virou para pegar os laços, dando alguns passos em direção à pequena estante nos fundos enquanto ajeitava as flores no buque quando, de súbito, sentiu o impacto de seus ombros, erguendo os olhos com um sorriso sem jeito para o cliente em quem havia esbarrado.

— Me descul… — ela começou a se desculpar, mantendo o sorriso, que congelou sob sua face ao encontrar os olhos intensos que a observavam. 

O mesmo tom âmbar de que ela se lembrava. 

— Clarice… Que surpresa — Clarck tentou seu máximo para parecer normal, ou o mais normal que conseguisse, visto que seus ombros estavam tensos e sua respiração superficial, já que ele tentava ao máximo não inspirar o cheiro doce e perfeito que ela tinha. 

Se o fizesse, como resistiria?

— Você conhece a florista? — Jhon perguntou, totalmente alheio à situação. 

— Acho que você não lembra de mim, eu já morei aqui quando era bem pequena, vocês viviam invadindo o quintal da minha casa — Clarice disse, voltando os olhos para Jhon, tentando evitar o olhar de Clarck. 

Por algum motivo, os olhos dele lhe tiravam o fôlego de uma forma muito particular… A mesma sensação que sentia sempre que o via no quintal, quando era só uma menina admirando aquele trio de garotos sem controle pela janela. 

Clarck havia mudado muito, mas, ao mesmo tempo, ainda parecia o mesmo menino aos olhos dela. Talvez fossem os olhos, sempre tão vividos. Ela se lembrava claramente de Bankov a encarando do quintal da casinha enquanto ela o espiava da janela, ele sempre acenava, e todos os dias deixava alguma coisa para ela perto do canteiro de tulipas. 

E ela sempre ia buscar o “presente”. Às vezes era uma pera boita, às vezes uma flor diferente… Era uma das lembranças mais doces que Clarice tinha de Pinewood. 

Será que Clarck se lembrava?

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