--18 anos atrás-- O cheiro metálico de sangue enchia o ar. Eu era jovem, mas não ingênuo. Sabia que o poder despertava ambição. Sabia que, um dia, teria que lutar pelo meu direito de liderar. Mas nunca esperei que a traição viesse dele. — Você sempre foi o favorito — a voz de Lucian cortava o silêncio da câmara como uma lâmina fria. — Desde que nascemos, todos sabiam que você seria o rei. Mas e eu? O que me restaria? Eu me mantive firme, mesmo com a lâmina pressionada contra minha garganta. Podia sentir a pulsação no pescoço, o calor do sangue pronto para ser derramado se ele decidisse avançar. — Você é meu irmão — murmurei, tentando entender. — Sempre houve um lugar para você ao meu lado. Lucian riu, mas não havia humor em sua voz. — Ao seu lado? Você acha que alguém se importa com o irmão do rei? Eu sempre fui a sombra. Sempre fui a segunda escolha. Eu podia ver nos olhos dele: ele já havia tomado sua decisão. Minha mente girava, buscando uma saída. Ele era rápido,
Caelum sentiu o gosto doce dos lábios de Izzy enquanto a puxava para mais perto, aprofundando o beijo com um desejo crescente que parecia consumir todo o ar ao seu redor. Sua mão deslizou para a curva da cintura dela, os dedos traçando círculos suaves sobre o tecido fino do vestido, que parecia desvanecer-se sob seu toque. O cheiro do perfume dela, uma mistura de florais e algo mais profundo, envolveu-o, tornando o momento ainda mais íntimo. Ela suspirou contra seus lábios, os dedos se agarrando aos músculos de seus ombros nus, como se quisesse se prender a ele para sempre. Caelum sorriu contra o beijo, adorando a forma como ela respondia ao seu toque, como se seu corpo já o reconhecesse como seu desde sempre. A conexão entre eles era palpável, uma energia que parecia crescer a cada segundo. Afastando-se apenas o suficiente para olhar nos olhos dela, ele deslizou uma mão até a fita que mantinha o vestido atado ao corpo dela. O olhar de Izzy encontrou o dele, cheio de uma mistura de
O gosto doce dos lábios de Izzy me consumiu no instante em que a puxei para mais perto, aprofundando o beijo com um desejo crescente. Minha mão deslizou pela curva de sua cintura, os dedos traçando círculos suaves sobre o tecido fino de seu vestido.Ela suspirou contra meus lábios, os dedos se agarrando aos músculos dos meus ombros nus, como se quisesse se prender a mim. Sorri contra o beijo, adorando a forma como ela reagia ao meu toque, como se seu corpo já me reconhecesse como seu.Afastando-me apenas o suficiente para encontrar seus olhos, deslizei a mão até a fita que mantinha seu vestido atado ao corpo.— Você confia em mim? — minha voz saiu baixa, rouca.Izzy assentiu, o olhar fixo no meu.— Sempre.Puxei a fita devagar, observando cada detalhe de sua reação — a respiração acelerada, a pele corando levemente, a forma como seu peito subia e descia sob o tecido solto.O vestido deslizou por seus ombros, revelando a pele macia por baixo. Passei os dedos por ali, sentindo sua textu
A floresta ao redor do Clã Eclipse era densa e silenciosa, envolta em uma névoa fina que se agarrava às árvores como se estivesse tentando esconder os segredos daquele território. Eu estava parado na sombra de um dos carvalhos mais antigos, os olhos fixos na fortaleza à frente. O lugar era bem protegido. Guerreiros armados patrulhavam as muralhas, atentos a qualquer movimento suspeito. O cheiro de magia pairava no ar, misturado ao cheiro de terra úmida e fogo de lenha que queimava dentro da aldeia. Mas toda fortaleza tem uma fraqueza. E eu encontraria a deles. Caelum, meu querido irmão, reinava sobre este lugar como se fosse inabalável. Como se tivesse nascido para isso. Mas eu sabia a verdade. Ele roubou o que deveria ser meu. Ele tomou para si a coroa que me pertencia por direito. Meus dedos se apertaram ao redor do punho da adaga em meu cinto. Dezoito anos haviam se passado desde a noite em que tentei matá-lo. Eu falhei naquela vez. Mas não falharia agora. Meus olh
A dor latejava na minha cabeça antes mesmo que eu abrisse os olhos. Meu corpo parecia pesado, como se tivesse sido arrancado de um sono profundo e forçado a despertar antes da hora. O cheiro familiar da madeira e do fogo crepitando na lareira me dizia que ainda estava no quarto. Mas algo estava errado. Meu instinto gritava isso antes mesmo que eu entendesse o porquê. Abri os olhos devagar, piscando contra a leve penumbra da noite. A primeira coisa que vi foi um vulto ao meu lado. Um homem sentado na beira da cama, me observando. Meu coração disparou. O medo se espalhou pelo meu peito como veneno. Me arrastei para trás no colchão, os dedos trêmulos se apertando nos lençóis. Minha mente ainda estava confusa, a dor cegando meus pensamentos racionais. Mas meu instinto gritava uma única palavra. Perigo. — Izzy? — A voz grave soou como um eco distante, mas foi o suficiente para congelar minha fuga. Eu conhecia aquela voz. Meu olhar focou no homem diante de mim, e uma onda
Caelum se afastou de mim a contragosto, seu olhar ainda carregado de fúria contida. Eu sabia que ele queria ficar ao meu lado, mas também compreendia que havia algo maior em jogo. Ele precisava proteger o clã. Enquanto ele saía do quarto, um de seus guerreiros já o esperava do lado de fora. Era Elias, seu Beta e braço direito, um dos poucos em quem Caelum confiava sem hesitação. — Quero um relatório detalhado de todos os postos de vigilância. Se encontrarmos qualquer sinal de como ele entrou, vamos reforçar a segurança. — Caelum ordenou, sua voz fria como aço. Elias assentiu, os olhos atentos. — Já aumentamos a patrulha nos portões principais, mas se ele entrou sem ser notado, pode haver um caminho que não conhecemos. Vamos vasculhar todo o perímetro. Caelum passou uma mão pelos cabelos, frustrado. — Ele não pode ter feito isso sozinho. Alguém do lado de dentro pode ter ajudado. O olhar de Elias endureceu. — Você acha que temos um traidor? Caelum não respondeu ime
Caelum ficou parado por um longo momento, sua presença dominante preenchendo todo o quarto. Ele respirou fundo, cerrando o maxilar com força, como se lutasse contra algo dentro de si. Eu o observava com o coração acelerado, o calor dentro de mim se tornando insuportável. Cada fibra do meu ser clamava por ele, mas ao mesmo tempo, eu lutava contra o instinto. — Você deveria sair — minha voz saiu fraca, trêmula. Os olhos dourados de Caelum se estreitaram levemente. — E deixar você sozinha nesse estado? — Ele balançou a cabeça, os músculos de seu pescoço se retesando. — Nem pensar. Eu engoli em seco. — Eu posso lidar com isso. Ele soltou um riso baixo, sem humor. — Seu cheiro diz o contrário. Meu rosto queimou de vergonha. Eu sabia que ele podia sentir, sabia que cada lobo no clã perceberia, mas ter Caelum me encarando daquele jeito só tornava tudo mais difícil. Freiren se agitava dentro de mim, impaciente, rosnando baixinho em minha mente. "Ele é nosso." Eu aperte
O cheiro metálico do sangue ainda impregnava meus dedos. Mesmo depois de limpá-los na borda da minha capa escura, eu ainda podia senti-lo ali. Um lembrete de que, apesar do tempo que passou, eu ainda era apenas uma sombra à espreita. Eu montei meu cavalo e cavalguei sem pressa através da floresta, ouvindo apenas o som ritmado dos cascos contra a terra úmida. A lua cheia pendia no céu como um olho atento, observando minha jornada até o local onde o feiticeiro me esperava. Eu sabia que ele não gostava de ser feito de tolo. Que esperava resultados. E eu finalmente os tinha. Quando alcancei a clareira, o ar pareceu se tornar mais denso, carregado com uma energia obscura que fazia os pelos da minha nuca se arrepiarem. A fogueira crepitava no centro, as chamas dançando de uma maneira antinatural, tingidas de um roxo sombrio. Ele já estava ali, envolto em seu manto negro, o capuz escondendo grande parte de seu rosto. — Demorou mais do que deveria — sua voz cortou o silêncio,