Amenhotep já havia desistido de lutar pela vida, por piedade ou por crueldade o abandonaram no meio do deserto amarelo, com uma sacola contendo algumas frutas secas e uma bota de água economizou o quanto pode, mas o corpo pede e foi impossível se conter por mais tempo, o sol ardia implacável, seus pés calçados em botas de couro já apresentavam feridas impossíveis de ser ignoradas, sua vontade já se apagava, foram três noites frias e quatro dias de sol inclemente e finalmente vencido deitara na arei a fim de deixar sua vida acabar, pensou em tirar o turbante e as roupas que lhe cobriam todo o corpo para acelerar o processo de desidratação, deitado de costas desenrolou o pano que formava a proteção da cabeça e foi ai que primeiro ouviu o guincho de uma ave, olhou para cima e viu um vulto que girava contra a luz do sol, de inicio não pode distinguir
Leal estava apreensivo, durante os dias que se seguiram a sua estadia em Arcadia aprendera muito sobre a história de seu mundo, o passado místico que ligava a natureza deste planeta a magia celestial, mas agora ciente de que tinha uma missão muito importante era à hora de abraçar definitivamente a sua verdadeira natureza, tinha apenas dois dias que soubera ser um filho de Arcadia criado no reino da superfície para poder transitar livremente entre os reinos da terra, tudo planejado para este conflito, sua missão era buscar a Dragonesa da vida para que ela libertasse Assuria, princesa dragão da água terceira filha de Algron que ao despertar ira liberar o povo dos mares da barreira mística que os impede de subir ao mundo de terra, esta barreira foi criada para proteger o primeiro portal aberto na terra para a dimensão de Nasthirt, o local por onde a magia maligna infestou este
Hyperion Beltran estava se sentindo triste e sem esperança, depois que Etriel livrou Amuren de seu cárcere ele olhou para si mesmo e notava que havia virado um simples fantoche, sentia calafrio ao consultar sua consciência e ver apenas uma palavra, “covarde”, sentia vergonha de si mais do que sentira até este dia, ele realmente gostava de Amuren, e o que ele havia feito era imperdoável, tentava, mas não conseguia entender por que havia feito aquilo, sentia que não havia uma saída para suas ações, e tinha a triste certeza de que quando caísse não seria lembrado como um guerreiro seria lembrado como um traidor que cometeu um crime terrível contra a única mulher que o amou, ele até o momento não sabia o quando podia ser cruel o castigo da culpa, foi então que decidiu atender qualquer pedido do mago, sua ganância
Hagardia: Anothron estava preocupado com a resistencia de Layla e Eliel, verdade que o embate principal ainda não havia acontecido em Huiswart, mas a derrota de três dragões de fogo com seu poder aumentado por Diamond fez ele ver o real poder da jovem Dragonesa e do maldito Décimo Cavaleiro, convocou seus dois escravos mais fortes, estes comandantes de seus melhores exércitos, os acontecimentos em Huiswart o forçava a acelerar seus planos, precisava de mais soldados e sabia onde conseguir, Arion já estava em seu controle mas precisava garantir sua sobrevivência, seu corpo era essencial para trazer Nasthirt e outro movimento contra ele foi detectado, o general Beltran saíra de seu controle e o responsável só podia ser Etriel, o maldito mago parecia saber seus planos com antecedência, não que Beltran fosse uma peça importante, mas ele c
Segundo livro da saga Lagrimas do Dragão Querido príncipe Julian, peço perdão por não ter podido continuar ontem minha narrativa sobre meu mundo perdido e sobre a origem de sua linhagem, a doença avança devastadora e mina minhas forças, mas não estou reclamando, como sabe bem vivi e vi mais que qualquer outra pessoa neste mundo, já era hora de Gaia me permitir o descanso ao qual mereço, pois conclui minha missão, sem desviar, sem me negar, apenas desejo que me escute agora, que conheça e que com o conhecimento ponha em pratica a justiça neste mundo, ele necessita de bons homens e mulheres, e principalmente de lideres sábios por isto quero que conheça e ponha em pratica as lições do passado, pois foi no momento mais tenebroso para este mundo que os sentimentos mais nobres foram usados para trazer a liberdade e a união, ouça com atenção e aprenda! Tenho ciência do que Malagor e sua mãe lhe dizem a meu respeito, de que estou insano, eles nada sabem, mas não pretendo que outro
153 anos antes Petra olhava a frente do castelo as centenas de guerreiros que tentavam desesperadamente conter as hordas de parademônios que os atacavam ferozmente, foram comandados através de um portal aberto a frente do castelo de Behemoth, o mais promissor império na época o império do dragão do ar, o ataque se iniciara muito antes que a sétima Dragonesa e o Cavaleiro Dragão pudessem se dar conta de que algo havia saído errado em seus planos e o inimigo havia feito um movimento inesperado, ele jamais poderia abrir um portal em meio a cidade capital pois era defendida por magia muito antiga e poderosa provinda da lagrima do dragão do ar Orion, o poder de tal jóia possibilitou criar uma barreira mística que impediria qualquer força demoníaca de invadir o espaço protegido por ela. Há algumas semanas Petra descobrira os planos de Nasthirt para a invasão então ela e o Sétimo Cavaleiro dragão traçaram um plano de contra ataque e proteção da cidade, envia
Desde o dia em que as embarcações de Anthron começaram a singrar os mares do norte nenhuma embarcação militar, imperial ou pirata teve mais paz ou liberdade, os navios fantasmas do inferno como logo ficaram conhecidos atacavam indistintamente qualquer embarcação, mas eles não atacavam pelos motivos que as outras atacavam, militares atacavam como forma de defesa do seu império, companhias defendia seus carregamentos e passageiros, piratas queriam ouro, os navios de Anothron saqueavam os tripulantes, as pessoas era o alvo, cada embarcação que cruzava o caminho deles tinham a tripulação raptada para virarem mais soldados zumbis, e o navio quando não afundado era incorporado a frota do inferno, não eram belonaves etéreas ou que surgiam do nada como vindas das profundezas do oceano, eram reais, muito reais, sua fama de fantasma ficou em parte p
Os ventos sopravam com fúria como se a própria natureza estivesse conspirando a favor deles, e Layla sabia que esta era a mais real verdade, Gaia estava com eles, Décimo em pé na proa olhava apara as feras aladas que pareciam não se cansar, e apesar dos fortes ventos conceder uma velocidade grande ao navio deles sabia que não demoraria a alcançá-los, foi para o lado de Ninrood que estava ao leme e começou a gritar para os soldados: --Guerreiros de Hyperion, em nosso encalço vem feras sedentas de sangue e destruição, estes mesmos há dias atrás assassinaram muitos de nossos irmãos e irmãs, não pretendo perder nenhum de vocês, mas vou ser sincero, o poder deles é muito grande, estamos muito distante de casa e de qualquer ajuda, em terras estrangeiras a qual não
Arion estava sozinho na sala do trono, dispensara os soldados pessoais e todos os serviçais, precisava estar só para dar o seu passo mais ousado em direção às trevas, terminara de ler pela terceira vez a carta que escrevera de próprio punho, seus planos corriam como o desejado, mas com o Décimo metido bem no centro dos acontecimentos tudo podia se tornar imprevisível, a única coisa que lhe dava um pouco de paz era saber que a nova Dragonesa não se manifestara até o momento, talvez Anothron já dera um fim a ela e o estava testando, o mago investira muito nesta nova era que eles estavam tentando iniciar, mas o preço para ele também era alto, precisava conquistar Behemoth e sua única moeda era Aghata, concretizando o matrimonio ele teria poder e influencia sobre o antigo império, seus lideres eram fracos, Mariel Frost nã