O chão parece desaparecer sob seus pés, e uma dor avassaladora a envolve, esmagando-a. Hazel sente as lágrimas queimarem em seus olhos, mas está paralisada, incapaz de processar a realidade cruel que lhe foi imposta. Cada segundo é um tormento, uma luta para respirar, enquanto a verdade a consome.Ela fecha os olhos e começa a se debater na poltrona, tentando afastar aquelas palavras que acabou de ouvir, como se pudesse apagá-las de sua mente.— Não, não, não! — Vocifera, sentindo braços fortes agarrarem os seus. Seu corpo responde instintivamente, tentando se soltar. — Me solta! — Grita, seus olhos fechados ardendo pelas lágrimas incessantes.Hazel escuta vozes distantes chamando-a, mas tudo parece um borrão. Ela balança a cabeça, recusando-se a abrir os olhos para a dura realidade. Cada chamada, cada toque é um lembrete da dor, e ela quer apenas fugir, desaparecer.— Hazel, por favor! — Uma voz implora, mas Hazel se debate ainda mais, seus gritos ecoando pelo espaço. — Hazel, estou
Hazel vira-se rapidamente e volta a caminhar em direção às poltronas. Seus olhos fixam-se na porta do banheiro que está se abrindo, e um alívio intenso a invade ao ver Hunter. Aproxima-se, sentindo seu coração quase explodir no peito.— Tudo be… — Hunter interrompe sua própria fala ao avistar Liam se aproximando. Instintivamente, agarra sua mão e a puxa para trás, como se quisesse protegê-la com cada fibra do seu ser.Liam encara-os com um sorriso sarcástico nos lábios, os olhos brilhando com uma malícia perturbadora. Passa por eles como se fossem invisíveis, dirigindo-se a Evan e envolvendo-o em um abraço caloroso.— Como está sua irmã? — Pergunta Hunter, sua voz carregada de preocupação, chamando a atenção de Hazel, que estava hipnotizada pela interação entre Liam e Evan.— Está bem, graças a Deus. — Responde, enquanto olha para as mãos deles entrelaçadas. — É apenas um resfriado. — Acrescenta, sentindo-se um pouco mais segura ao ser conduzida por Hunter até as poltronas, o calor da
Hunter puxa a mão dela até seus lábios e deposita um beijo suave na palma, absorvendo cada palavra de Hazel. Ela segura as lágrimas que teimam em escapar, nunca, em toda a sua vida, se sentiu tão frágil como agora, durante a gravidez.— Por que isso agora? — Questiona Hunter, acariciando suavemente a mão dela, seu toque transmitindo uma ternura reconfortante.— Essa não é minha melhor versão. — Murmura, abaixando o olhar, a voz cheia de insegurança.— Tem uma versão melhor? — Questiona, com um tom descontraído que arranca uma leve risada dela. — Hazel, não permita que as palavras de terceiros definam quem você é! — Declara, fazendo-a levantar a cabeça e encará-lo. — Sei a complexidade que envolve nós dois, entendo teus receios, mas se realmente não deseja continuar com isso, ao menos faça pelos motivos certos.Hazel suspira, sentindo o calor das palavras dele aquecer seu coração. Os dedos de Hunter desenham círculos suaves na pele dela, um toque que a envolve em uma sensação de confor
Hunter sente a raiva ferver dentro de si e, sem pensar, esquecendo completamente onde está, acerta um soco no rosto de Liam. O impacto é forte o suficiente para derrubá-lo sobre uma das poltronas, assustando as pessoas ao redor. Liam se levanta, dominado pela raiva, mas antes que ele e Hunter possam se enfrentar novamente, um segurança se coloca entre eles.— Senhores, se acalmem. — Pede o segurança, tentando mantê-los afastados.— Vou te matar, Hunter. — Ameaça Liam, tentando acertar Hunter, mas sendo contido pelo segurança.— Até me preocuparia se fosse outra pessoa me ameaçando. — Rebate Hunter, provocando Liam, ciente de que ele tem o ego frágil.Antes que Liam possa responder, outro segurança se aproxima e, como nenhum dos dois está disposto a ceder, ambos são conduzidos para fora do hospital. Na entrada, eles se encaram, o olhar de Hunter tranquilo, enquanto sustenta o olhar furioso de Liam.— Por que você está sendo burro, Hunter? — Pergunta Liam, encarando-o com seriedade. — V
Hazel leva a mão ao peito, tentando acalmar o coração acelerado. Um arrepio percorre sua espinha quando sente os lábios dele roçarem suavemente seu pescoço. Ela sorri, inalando o perfume inconfundível dele, e se vira, encarando o sorriso encantador de Hunter, que a toma nos braços e a beija prolongadamente.— Você precisa parar com isso. — Adverte Hazel, ofegante, recebendo outro beijo nos lábios. — Por que continua aqui? — Pergunta, afastando-se levemente para encarar o olhar dele.— Estou te esperando, para te levar para casa. — Responde Hunter, pegando-a pela mão e guiando-a em direção ao estacionamento.— Por que não me esperou na recepção? — Questiona, a curiosidade misturada com uma ponta de preocupação.— Bom, me colocaram para fora. — Responde, fazendo-a parar bruscamente e se virar para encará-lo.— O quê? Por quê? — Pergunta, tentando entender a situação.— Digamos que o Liam bateu acidentalmente o rosto na minha mão. — Responde, de forma descontraída, soltando uma leve risa
Hazel aperta os olhos, incomodada com a claridade que invade o ambiente. Ela tateia ao redor, sentindo algo macio, antes de se levantar abruptamente. Ao se dar conta de que está no quarto e já amanheceu, levanta o lençol e percebe que está vestindo uma camiseta dele. Com um suspiro incrédulo, joga-se para trás, cobrindo o rosto com o travesseiro.— Não acredito que eu dormi! — Resmunga, lembrando-se da última coisa que se recorda, estar nos braços dele na hidromassagem.O som da porta se abrindo a faz afastar o travesseiro do rosto e se sentar na cama. Seu coração dispara ao ver Hunter entrando no quarto, impecavelmente vestido e segurando uma bandeja nas mãos.— Bom dia. — Cumprimenta Hunter, sentando-se à sua frente e indicando com um olhar para ela se ajeitar na cama.— Bom dia. — Responde Hazel, encostando-se na cabeceira da cama. Ela observa enquanto ele coloca a bandeja entre suas pernas, e um sorriso admirado escapa de seus lábios, emocionada pela atenção e cuidado que ele demo
Hazel afasta lentamente as mãos do rosto, encarando o olhar impassível da amiga. Suas próprias palavras ecoam em sua mente enquanto seu coração bate desesperado em seu peito. O medo de se entregar a essa relação se torna insignificante diante da intensidade do que sente por ele.— Diga alguma coisa. — Pede Hazel, a voz trêmula de ansiedade, sentindo-se vulnerável e exposta.— Era para eu ficar surpresa? Qual é, amiga? Você estava apenas se enganando. Percebi naquela manhã que você estava apaixonada. — Afirma, puxando-a para um abraço reconfortante. — O sentimento é recíproco? — Pergunta, enquanto acaricia o cabelo dela com ternura.— Amiga, eu não posso garantir os sentimentos dele, mas a maneira como ele me olha, como me toca, como me cuida. — Faz uma pausa, sentindo as lembranças arderem em seu peito. — Faz eu acreditar que sim, que ele também está apaixonado por mim. — Sua voz quebra com a emoção. — Eu tentei resistir, juro que tentei, mas cada momento ao lado dele, meu coração se
Em seu escritório, após a extenuante reunião com os novos investidores, Hunter analisa as mudanças em sua agenda, sentindo uma onda de frustração crescer dentro de si. As alterações não apenas complicam sua rotina, mas também ameaçam projetos importantes. Ele tenta pensar em várias opções para contornar as mudanças, mas seu raciocínio é interrompido por batidas na porta. Irritado, fecha o notebook com força, as frustrações transbordando.— Entre! — Ordena Hunter, levantando-se irritado e caminhando até o bar.— Cheguei em um mau momento? — Pergunta Owen, entrando na sala e fechando a porta atrás de si.— O que você quer, Owen? — Pergunta, totalmente sem paciência, enquanto se serve de uma dose generosa de uísque. — Quer? — Acrescenta, encarando-o com seriedade, o copo já na mão.— Não, obrigado. — Responde, sentando-se em frente à mesa de Hunter. — Conversei com a senhorita Scott. — Declara, observando Hunter beber e se servir de outra dose.— Continue. — Ordena, a irritação evidente