sem revisãoAmélia colocou o nome do cliente na caixa e entregou para o entregador. Arthur é um motoboy que sempre faz as entregas para o chefe, quando os clientes ficam impossibilitados de ir pegar os relógios que mandaram restaurar. O homem assentiu, olhou para Dionísio que estava sentado no chão lendo um mangá. Desde que o viu, seu rosto assumiu uma expressão de curiosidade, uma curiosidade que Amélia não sanou e nem sanaria. — Essa peça é muito delicada. — Ela lembrou ao homem que mais uma vez assentiu, mas desta vez despediu-se, saindo da loja em seguida. Olhou para o relógio antigo na parede, faltava 15 minutos para fechar. Combinou com a babá de passar na sua casa para que a mulher tivesse certeza que Dionísio estava bem. Olhou para o sobrinho, distraído com o mangá de Kimetsu no Yaba que ela comprou na banca da esquina da loja. Sorriu, o garoto passou o dia espanando e a ajudando nas pequenas tarefas. Só aceitou sentar e ler quando não havia mais nada a ser feito. Normalmente
sem revisãoDimitri segurava sua xícara com café enquanto lia o jornal. Era domingo. Sempre descansava nos domingos. Normalmente ele passaria o dia no clube ou passaria o dia na sua casa da praia. Mas ainda estava pensando no que Amélia disse há duas noites. Sobre vender suas ações e parte da casa em troca da guarda do filho. Era estranho o sentimento que se apossou dele com aquela proposta, deveria ser fácil dizer que sim e se livrar dos Granger de uma vez por todas. — Mas alguma coisa, senhor? — a funcionária folguista perguntou. — Acorde a mulher do outro apartamento e diga para vir tomar café e conhecendo ela, traga Dionísio para se juntar a nós. — Ordenou. Até mesmo ele estranhou aquela ordem, seu filho nunca subiu no terceiro andar, era proibido. Seu telefone começou a tocar. Era Augusto. Recusou a ligação, só tinha paciência para lidar com um Granger naquela manhã. Amy, apesar de tudo, ainda era a mais fácil de lidar. Mesmo com sua teimosia e sua crença ridícula de que poder
Sem revisão— Se não a quer perto de Dionísio, deve superar essa merda e ficar ao lado dele. O garoto está sedendo por qualquer migalha de carinho. — Demétrio disse do outro lado da linha. — Só quero saber se o garoto pode passar uns dias com você — Dimitri lembrou a razão de ter ligado para seu irmão idiota. — Só quer afastá-lo da tia que por sinal, está fazendo muito bem a ele, então a resposta é não. — Klines xingou o filho da mãe que desligou o telefone na sua cara após sua recusa. Uma batida soou na porta do escritório. Klines se trancou no escritório depois de devolver os diários para Amélia. Eram cinco diários no total escritos no decorrer de um pouco mais de um ano. Ele leu todos repetidas vezes durante esses dez anos. Eles eram uma lembrança constante da promessa que fez a esposa na sua morte. A culpa por usar o que leu neles naquela manhã o atingiu em cheio. Culpa era algo que vinha sentido há muito tempo, culpa em relação a Amanda, ao filho, ao irmão e agora Amélia. Ca
sem revisãoAmy sorriu diante da ansiedade do sobrinho ao escolher a roupa perfeita para ir ao cinema com o pai. Ele estava ansioso. Feliz. Sentiu um aperto no peito ao notar que era a primeira vez que o garoto sairia com o pai. A reação dele quando contou que Klines mandou eles se apressarem porque ele iria junto foi a mesma, surpresa e descrença, porém, o homem Insistiu duas vezes para que ela fosse atrás do filho. Também estava surpresa por ele ter ido ao seu resgate numa breve conversa difícil com os pais. Enfrentar a mãe era difícil, mas o fazia, agora o pai, sempre via o homem que soprava seu machucado quando caía.Talvez, ver como os sogros tratavam a filha fez o homem impiedoso de coração frio rever seu comportamento em relação ao filho. Aquele pensamento acendeu uma centelha de esperança em Amy. — Vamos, seu pai disse para nos apressarmos. — Disse ao sobrinho que não conseguia escolher a camisa que ia usar. Ele queria parecer legal para o pai.Dionísio sorriu. Correu para se
sem revisãoAs luzes do palco se apagaram quando Mackenna entoou a última nota da música e se acenderam novamente quando os aplausos explodiram por toda a boate. Amy também aplaudiu a colega que havia dado um show de talento e simpatia. A cantora apontou para ela, reconhecendo o talento da colega. Desceram do palco sorrindo, o show foi incrível e divertido. Chegaram ao bar, onde Pietro e Max, o bartender que substituiu Amy, estavam com as bebidas para as garotas prontas. Amélia não bebia, por isso Pietro preparou um drink de manga sem álcool. Mas naquela noite, a mulher ainda precisava esquecer o que havia feito naquela tarde que o show não foi capaz de fazê-lo.— Com álcool — ela surpreendeu o antigo colega com o pedido. Mack gritou surpresa, mas logo se animou ao ver que finalmente a amiga estava começando a sair da concha. Ao invés de inventar uma desculpa e ir embora, ela estava pedindo um drink com álcool e não dava sinal de que iria embora. E a cantora estava certa, no momento
sem revisãoAmy teve dificuldade para abrir os olhos quando o despertador tocou naquela manhã de segunda-feira. Resmungou, sentindo todo o seu corpo dolorido como se tivesse sido atropelado por uma frota de caminhões. Sua cabeça latejava com força, sua garganta estava seca e estava sem nenhuma disposição para levantar. Nunca havia se sentido daquela forma antes. Sem abrir os olhos começou a tatear pelo mesa ao lado da sua cama pelo celular até que o encontrou e o levou para debaixo das cobertas, planejava dormir mais cinco minutos até que percebeu que já estava 40 minutos atrasada. Não era o despertador, era o seu chefe ligando.— Merda! — gritou sentindo todo o seu corpo estremecer pelo mínimo esforço. Xingou quando pulou da cama, ia apenas trocar de roupa mas quando levantou os braços e os cheirou, torceu o nariz, além de estar um caco de ser humano, ainda estava fedida e muito fedida, cheirava a álcool, cigarro e vômito, aquela mistura de odores fez seu estômago vazio revirar, corr
sem revisãoO sorriso de Polly foi o suficiente para acalmar seu coração aflito. Depois de tomar a decisão de se demitir da Glover e Time, ela sentiu-se perdida e acabou indo para a casa da babá. Polly a recebeu de braços abertos juntamente com sua família, passou o dia com eles, no fim da tarde, se sentou com a mulher na varanda da casa, cada uma com uma xícara de café fresquinho e uma fatia de bolo. Aqueles momentos que lembravam a casa da tia Poliana era um dos mais que Amy sentia falta.— Tomou a decisão certa, você não precisa mais do emprego e agora pode se dedicar a fazer o que realmente quer ao invés de ocupar a vaga de alguém que realmente precisa. — A babá sempre dava um jeito de fazer as coisas parecer melhor. Mesmo sabendo que fez o certo, estava sendo difícil para Amy ter se desligado do emprego que foi seu sustento por muito tempo. Ela também adorava o chefe e a esposa, temia perder o contato agora que estava fora da loja. — Eu sei, só que… — Amy pensou um pouco antes d
sem revisão— Não sei o que tem de tão desesperador ir passar uns dias em Nova Iorque, eu estaria vibrando de alegria, e faria o meu tio fazer todas as minha vontades. — Amy disse ajeitando a coberta do seu sobrinho. Dionísio ficou surpreso pela tia ter achado uma ótima ideia ele passar uns dias com o tio em outro país. — Além do mais, é uma ótima oportunidade para treinar o seu inglês. Polly disse que o internato é bilíngue. Seu pai precisa saber se o investimento dele está tendo retorno. — A tranquilidade na voz de Amélia, estranhamente começou a surtir efeito em Dionísio. Ele não havia pensado que poderia ser divertido viajar sem a tia. — Mas ele só tá me obrigando a viajar para eu ficar longe da senhora. — O garoto disse em protesto. Amy sorriu, sua covinha se destacando e tornando seu sorriso mais bonito. Desde que conheceu a tia, sempre que ela sorria, parecia que as coisas se tornavam melhores. Mesmo que nada tenha mudado. — Seu pai precisa se esforçar um pouco mais para n