A senha (II)

— Tenho as contas... Não é como você imagina.

— Então divida com todos seus problemas, mãe. Me parece que quer abraçar o mundo e não dá conta... E todos ao seu redor sofrem com sua cobrança sobre si mesma.

— Eu... Eu... Sou assim.

— Eu quero realizar o meu sonho. E para isso preciso estudar e me aperfeiçoar. Não posso viver para sempre costurando bustiês e calcinhas de lantejoulas.

— Todo trabalho é digno.

— Não estou dizendo que não é. Mas você nunca sonhou com alguma coisa além de ser a dona deste lugar?

Vi as lágrimas escorrerem pelos olhos dela, antes que dissesse:

— Sim... Eu sonhei. E tentei de todas as formas não herdar isto aqui. Fugi... O máximo que consegui. Mas a vida é cruel e perversa fora destes cinco andares. No fim, saberá que o Hotel Califórnia é nosso único refúgio... Seguro, alegre... Estável. Nossos clientes não nos cobram nada além do prazer de uma noite. Lá fora, as pessoas são perversas, duras, cruéis... Mentirosas...

Mentirosas... Aquela palavra fez meu corpo r
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