Achei que os guardas seguidores do príncipe exilado, que agora era não estava tão exilado assim não vieram atrás de mim.
Eu não sabia onde estava, só sabia que estava em uma cidade grega, mas qual não fazia idéia.Que reino era esse afinal? E por qual razão ele tinha me deixado fugir?Corri por toda a cidade, as pessoas passavam por mim com suas tarefas domésticas, carregando comida, puxando carroças.O sol a cima estava alto, a cidade barulhenta e eu sedenta de sangue no meio de milhares de pessoas.Era um pesadelo aquilo tudo, um grupo de crianças corria por uma rua, uma delas apontou para mim, gritando.- Vampira!- foi quando eu senti que minhas presas estavam perigosamente amostras, minhas garras ameaçadoras.
Todos ao redor ouviram o menino e olharam na direção de onde seu dedo indicava, ou seja para mim.
Seus olhares eram todos hostis e temerosA casa ficava em um terreno isolado do restante da cidade para meu alívio, havia um campo ao redor e algumas plantações.Caminhei com o corpo o mais longe possível da casa e ao encontrar uma superfície de terra longe o suficiente coloquei com cuidado o cadáver no chão.Então me dei conta que não tinha nada para cavar uma cova para o homem.- Porque não esperou?- a voz de Lara me surpreendeu, olhei para trás e ela vinha carregando duas pás, seu rosto não demonstrava nenhum luto.Na verdade eu diria até que seu semblante era de alívio.- Ninguém irá sentir falta dele!- comentou enquanto nós duas cavamos.- Você não é daqui certo?Era uma boa pergunta.Onde aqui era?- Qual o nome dessa cidade?- perguntei.- Athenas.Athenas, não sabia quase nada sobre essa cidade.- Quem é o
Já fazia três dias que eu estava isolada na casa de Lara, a cidade de Athenas estava quieta, as forças de Alexandre não tentaram nenhuma ofensiva.- Eu não consigo entender Nina, porque o rei não expulsa de uma vez esse príncipe parricida daqui, ele comandar Athenas só trará a ira dos deuses!- reclamou Lara enquanto mexia o ensopado de galinha no fogo.Heitor tentou subir na cadeira se equilibrando para olhar pela janela, antes que caísse da cadeira o segurei em meus braços de modo protetor, ele sorriu para mim vendo uma chance de voar mais alto.Era uma brincadeira que fazíamos de joga-lo no ar e antes que atingisse o solo eu o pegava.- Voar!- pediu com sua voz de bebê.- Nem pensar, sente-se mocinho o jantar está quase pronto.Ele fez um sonoro "Ahhhhhhh" e eu coloquei no chão depositando um beijo em sua fronte.- Talve
Encarei os olhos tensos da mulher a minha frente enquanto ela a todo momento tentava evitar meu olhar.- Eu não sei nada.- balbuciou e vi imediatamente que era mentira.Passei tempo demais no meio de mentirosos muito mais ardilosos que Amélia, a boca poderia dizer o que nós quiséssemos mas os sinais do corpo eram sempre verdadeiros, as batidas de seu coração a entregavam de imediato mas mesmo que eu não conseguisse ouvir seu coração bastava olhar para ela.Os dedos inquietos sobre o colo, a postura antes relaxada agora rígida, seu olhar tentando se desviar do meu.E sua voz não era nenhum um pouco convicente, precisava entender sobre o que ela mentia.O que havia acontecido a Valentina que ela temia me contar?Angelos observava toda a cena atento.- Você mente.- acusei e segurei seu pulso mais uma vez a obrigando a se inclinar para frente, ela tentou recuar ao
A pergunta de Angelos pairava no ar sem resposta, eu encarava minhas próprias mãos pensando qual seria minha resposta.O que faria a seguir?Mas de alguma maneira eu não queria pensar, queria chorar mesmo estando ciente de que ele estava a poucos passos de mim, passei anos reprimindo qualquer emoção e agora eu só queria liberta-las.Era como se eu já tivesse vivido esse momento antes, eu precisava me mexer para salvar alguém que não poderia fazer isso sozinha e mesmo sendo uma vampira e já estando morta eu sentia medo.Medo porque eu não estaria indo para um prostibulo com um monte de humanos, estaria indo a um castelo onde existiam outros como eu.Agora eu teria que ter coragem.- Minha busca não terminou.- respondi e me levantei decidida a caminhar até o castelo, conforme me foi dito estava acontecendo uma festa e eu não queria nem imaginar o que fazem em festas de vampiros.Angelos me observou atento.- Entã
Nos aproximamos do guarda Angelos estendendo o convite a ele que verificou por alguns segundos.Apertei o papel misterioso em minha mão pensando em seu conteúdo, minha mente vagou pensando nos dois estranhos que estavam aqui.O guarda após verificar a veracidade do convite sinalizou para que nós entrassemos.Olhei para Angelos que sorriu e começamos a caminhar para o interior do palácio, agora que eu não estava fugindo desesperadamente o Palácio me cativou com tanta beleza.Muitas coisas que eu nem se quer notara em minha fuga eram surpreendentes agora, havia um enorme lustre no teto que brilhava intensamente, nas paredes havia algumas pinturas de rostos que nunca vi mas que eram em sua maioria cativantes.Mas um em especial chamou minha atenção.Era o rosto de uma mulher e sua aparência estranhamente me lembrava alguém.Seus olhos eram familiares mas eu tinha certez
Encarei seu olhar azul sobre mim aguardei certa de que ele acenaria para seus guardas para me pegarem, mas ele não fez isso.Em vez disso permaneceu sentado em seu trono com uma expressão de triunfo me observando calmamente.- Olhe!- exclamou Angelos virando-me para o salão.Procurei o motivo de sua euforia mas não vi nada de diferente.- O que foi? - perguntei sem entender, ele apontou para um grupo de vampiros que entrava e vi um deles um homem alto e pálido que trazia ao seu lado Valentina.Meus olhos se arregalaram ao ver sua expressão assustada, o olhar percorrendo todo o salão até seus olhos cruzarem com os meus e vi a esperança surgir em seu rosto.Ela vestia um vestido preto e era conduzida até uma mesa pelo homem.Avancei em direção a eles e Angelos veio atrás de mim, segurou em meu braço me puxando para ele e me envolvendo em outra de sua
O vampiro me olhava com interesse enquanto eu narrava uma história completamente falsa de como eu acordei a anos atrás jogada em um beco completamente sem memória e quando uma sede terrível.- Mas quem foi o selvagem que fez isso a você?!- ele não estava realmente perguntando embora parecesse, estava mais comentando completamente chocado com o que eu contava.Segundo Taus era extremamente proibido transformar em alguém em vampiro sem antes tomar para si a responsabilidade de cuidar daquela pessoa.- Isso é extremamente selvagem, esse vampiro que fez isso a você deveria ser levado a justiça do nosso príncipe.- exclamou parecendo revoltado e temi que ele continuasse nesse assunto por muito tempo e eu cometesse algum deslize.Eu era de fato uma mentirosa habilidosa, tinha aprendido a ser ao longo dos anos mas uma coisa que aprendi é que quanto menos você permanece no assunto do qual você mente, menos chances de cometer algum erro que expõ
Taus permaneceu me olhando impassível enquanto certamente pensava em minhas palavras, sua face completamente diferente. Observei como seu rosto era perfeito, suas feições eram de uma simetria perfeita e vi como seus olhos me fitavam e um lampejo de indignação brilhou neles.Mas ele foi rápido em afasta-lo.- Interessante suas preferências.- se limitou a dizer e vi que ele havia entendido completamente errado.É claro, eu usei a palavra errada.Acabei dando a entender o tipo de atração errada para ele, olhei para Angelos que tentava sem sucesso disfarçar seu riso.Estava rindo de mim.- Creio que não me expressei bem.- falei com cuidado e seu olhar que havia se dirigido para os corpos que dançavam voltou curioso para meu rosto atento a cada palavra que eu dizia.- Creio que você entendeu que eu me referia a outro tipo de atração, mas a atração da qual me refiro receio que seja mais uma questão digamos que de nature