George olhava fixamente para a mulher à sua frente, sentindo de repente uma onda de ternura em seu coração.Naquela manhã, ele ainda estava um pouco irritado com ela, e até havia descontado suas emoções pessoais nos subordinados.Mas agora, ele percebia que a irritação havia desaparecido. Nem mesmo o problema com o projeto o incomodava mais.Ao contrário, se sentia satisfeito.Essa satisfação em seu coração era hierárquica. Cada nível era como um saco vazio, aguardando ser preenchido antes de passar ao próximo.O segundo nível era um saco maior. Ele sentia que o primeiro saco já estava cheio, e ele havia avançado para o segundo estágio.Ele não tinha muitas exigências para Jaqueline, as expectativas que ele havia definido inicialmente eram baixas, mesmo que ela apenas sorrisse para ele ou lhe falasse suavemente, já era suficiente.Ao saber que Jaqueline estava tão preocupada com ele naquele dia, o primeiro saco vazio foi rapidamente preenchido.O segundo saco estava aberto, ainda vazio
Mais uma vez, aquele olhar dele naquele instante...— George. — O olhar de Jaqueline era diretamente voltado para ele. — Somos bons amigos, você me ajudou quando eu estava triste, estou apenas retribuindo a gentileza, não há outro significado, por favor, não pense além.George sentiu como se um balde de água fria tivesse sido derramado sobre sua cabeça.Ele não tinha certeza se Jaqueline estava deliberadamente o lembrando para não pensar demais ou se realmente não havia outro significado em suas palavras.Mas a intenção de Jaqueline era clara, era para que ele não pensasse demais, que eles eram apenas amigos, que ela se preocupava apenas como uma amiga."Somente... Apenas amigos..."A mente de George estava emaranhada como um novelo de lã.Era como se uma lâmina afiada cortasse seus nervos, repetidamente.Ele sabia que eram apenas amigos, sempre soube, por isso era tão cauteloso, mas o tom sério de Jaqueline fez com que se sentisse como se tivesse caído num abismo.Jaqueline estava inq
— Na verdade, eu tenho alguém de quem gosto. — Disse George, mantendo seu olhar fixo nela. Jaqueline, confusa, perguntou: — É mesmo? Você gosta de alguém? Eu sei quem ela é? — Ela... Está muito perto de mim... Jaqueline ficou em silêncio. Os passos dela pareciam querer recuar, mas seu corpo estava completamente paralisado, e o canto de seus lábios se contraiu involuntariamente. De repente, George deu um passo em direção a ela. Instintivamente, Jaqueline recuou. — Jaqueline, você poderia me fazer um favor? — Que favor? — Perguntou Jaqueline. — Você poderia me ensinar a conquistar o coração de uma garota? — Eu te ensinar? — Disse Jaqueline, incrédula. — Acho que Isabelly sabe mais sobre isso. Sou uma pessoa bastante entediante, não entendo nem homens nem mulheres. — Você deve entender, já que a garota de quem eu gosto é bem parecida com você em personalidade. Isabelly provavelmente não conseguiria se colocar no lugar dela, afinal, minha irmã é uma garota muito agi
— Sim. — George assentiu. — O sobrenome dela é Cunha e o nome é Valéria.— Você tem uma foto dela? — Perguntou Jaqueline, movida pela curiosidade de saber como era a garota que George tanto estimava, especialmente após ele mencionar que ela possuía uma personalidade um tanto quanto semelhante à dela, o que só intensificava sua curiosidade.— A foto dela... — George de repente se lembrou de algo. — Está no meu celular, mas não trouxe ele hoje, deixei em casa, por isso não vi sua mensagem nem recebi sua ligação.Era uma desculpa perfeitamente plausível, que não deixava margem para dúvidas.E era a verdade.Ele tinha saído de casa apressado e irritado naquela manhã, por isso tinha esquecido o celular. Se não fosse por isso, não teria deixado de atender ao telefonema de Jaqueline.— Entendi."Parece que quando mandei a mensagem para George hoje, ele já tinha saído."— Podemos ver outra hora. Mas você não tentou conquistá-la ainda? Ou falhou?— O problema é... — George disse, resignado. — E
Era difícil para Jaqueline conciliar o George que estava irado momentos antes com o homem de agora agora: triste, frágil e impotente diante dela. No entanto, eles eram a mesma pessoa. Mesmo um homem como George tinha momentos em que não conseguia controlar suas emoções, se tornando extremamente irritado. Havia também momentos de profunda tristeza e solidão.— Jaqueline, você pode me ajudar a pensar em algo? — George levantou a cabeça, olhando ela seriamente.Jaqueline assentiu, dizendo com urgência: — Claro, vou ajudar você. Só me dê um momento para pensar.Ela estava falando sério.George havia ajudado tanto Jaqueline que, agora que ela tinha uma chance de retribuir, certamente não hesitaria. Se pudesse ajudá-lo a encontrar um amor, se sentiria mais aliviada, não lhe devendo tanto.— Que tal começarmos como amigos? Faça amizade com ela primeiro, sem pensar em conquistá-la. Trate ela com seriedade, cuide dela, conviva de uma maneira confortável. Acredito que, aos poucos, ela começ
— O que foi? — Perguntou George.Jaqueline pensou em responder, mas hesitou, parecia imprudente falar naquele momento, então ela apenas balançou a cabeça:— Nada, vou te ajudar a arrumar isso. Esses documentos são muito importantes, não os deixe jogados por aí.Jaqueline se agachou para recolher os documentos caídos, um a um.— Não se preocupe, Jaqueline, eu posso fazer isso. — Disse George, se apressando em ajudá-la.Quando suas mãos se encontraram sobre o mesmo documento, houve um toque acidental.Jaqueline recuou rapidamente, como se tivesse recebido um choque elétrico, e um sorriso constrangido surgiu em seus lábios enquanto entregava os documentos a George.— George, preciso ir agora, tenho algumas coisas para resolver.George insistiu:— Você não vai esperar a Isabelly? Posso ligar para ela voltar.— Não precisa, tenho compromissos e não posso almoçar com ela hoje. Fica para a próxima vez.— Para onde você vai? Posso te levar.— Não é necessário, pegarei um táxi.— Como assim? Vo
— Temos que ir para longe por um tempo. Para onde você gostaria de ir?Ela precisava encontrar um lugar onde ninguém a reconhecesse, para dar à luz, antes que sua gravidez se tornasse visível.Enquanto ela refletia, o som do celular tocou.Jaqueline não reconhecia o número que chamava, ela pegou o celular e deslizou suavemente na tela para atender.— Alô? — Do outro lado da linha, o silêncio persistia. — Alô, olá. Quem fala?Mas a pessoa do outro lado não respondia.De repente, a chamada foi encerrada.Jaqueline ficou confusa."Será que foi um número errado?"Ela estava prestes a colocar o celular de lado quando ele tocou novamente.Era o mesmo número anterior.Jaqueline atendeu mais uma vez:— Alô, olá. — Ainda no telefone, reinava o silêncio. — Se você não falar, vou desligar e bloquear este número.A pessoa do outro lado continuava em silêncio.Jaqueline sentiu um arrepio, porque ela ouviu uma respiração, claramente humana.Ela podia ouvir a voz da pessoa, o que significava que não
Ângela estava à beira de gritar quando o homem retirou uma faca do bolso e a deslizou entre os dedos.— Cortar sua garganta leva apenas um segundo, não acha? Tente gritar para ver o que acontece.A voz de Ângela ficou presa na garganta. Com os olhos arregalados de pânico, ela perguntou:— Quem é você, afinal? Já aviso, não sou uma pessoa qualquer. Se você ousar me tocar, garanto que pagará um preço terrível. Roberto certamente não deixará isso passar!— Onde está o Roberto? — Perguntou o homem, olhando ao redor, confuso. — Como é que só você está aqui nesta cama de hospital, querendo arrastar outros para o inferno? Mas você tem consciência de si mesma, sabe que tipo de vilã é, que irá para o inferno.— Você... — Ângela estava tão irritada que seu coração quase parou de bater. — Qual é seu objetivo, afinal?O homem guardou a faca:— Srta. Ângela, não precisa se assustar, eu só vim aqui para fazer um acordo com você. Como disse, vamos ser amigos, não inimigos.Ângela não se lembrava de c