A aura que emanei era proporcional ao ódio que sentia por aquele maldito, fazendo com que ela caísse de joelhos na minha frente.— Perdoe-me, meu Alfa!— Levanta, só não diga isso de novo.— Claro, Alfa, fui insensível e imprudente. Me permita uma pergunta, Alfa?— Fale!— Como Estela reagiu ao saber da humana?— Ela se mostrou contente por meu trono estar seguro pelas leis do concílio agora que tenho uma companheira e não ser um solo cono todos acreditavam. Ela temia uma guerra.— Hm… Uma Beta sempre é prática e objetiva na mentalidade. No entanto, Alfa, estava me referindo a vocês dois.— O que tem nós dois? — Perguntei sabendo onde ela queria chegar.— Ela se mostrou possessiva nas cerimônias saturnais, inclusive, agrediu algumas lobas que tentaram te servirem antes dela.— Ela é uma Beta, a fêmea mais forte do clã, é direito dela exigir ser a primeira a me servir nas orgias. Seu comportamento é natural, eu também fazia questão de ser o primeiro a montar nela quando alfas visitante
— Minas ex-sogra, a mãe do Amir. Nossa, que velha megera, não saía nada de bom daquela boca maliciosa. O próprio Shaytan poderia aprender umas maldades com aquela mulher!— O macho do general era o seu macho humano, se entendi direito?— Pode se dizer que sim, mas não por minha vontade.— Se não era da sua vontade, por que se uniu a ele?— Fui forçada pelo meu pai.— Isso não é bom, se um macho precisa forçar uma fêmea para aceitá-lo, sinal de que não tem honra.— Concordo! Ei, tem alguma notícia de Amir?— Ele resolveu aceitar conviver com o general, mas como se recusa a se deitar com ele, continua sob punição e só sai da tenda com uma coleira. General Igor é muito rigoroso nas suas punições.— Não te entendo, Gama, você é contra forçar uma fêmea, mas acha normal que Amir esteja sendo coagido a aceitar o general— É diferente, Luna. O humano desafiou o general num duelo pela dominação. Ele disse que preferia morrer a ser um “homem-dama” em alto e bom som, para todos que estavam prese
Finalmente livre!Antes de vir para o banho, contei os absorventes que sobraram, só dará para o próximo ciclo, como será que as lobinhas daqui lidam com a menstruação? Vou precisar perguntar a tal da Dófona sobre isso…Sim, eu já estou acostumando com a ideia de viver por aqui, estranhamente, sinto-me em casa nesse lugar cheio de criaturas estranhas. Síndrome de Estocolmo ou não, é a primeira vez que chamo um lugar de lar desde a morte da minha mãezinha.Durante todo o meu período, o Alfa não saía do meu lado, ainda desconfiado pelo sangramento durar quatro dias. De acordo com ele, lobas sangram por um ou dois dias no máximo. Tratou-me como se eu estivesse ferida, trazendo comida na cama, colocando a mão na minha testa para checar se estava com febre, e ainda dormiu de conchinha.Hoje ele saiu bem cedo, mas me acordou para avisar que tinha muito trabalho acumulado.Ele está aprendendo…Pelo menos, não posso negar que está se esforçando, espero que a dedicação seja sincera o suficiente
O alarme de invasão ecoou pelo clã no meio da madrugada. O Alfa deixou a Luna grávida assustada na tenda e correu ao encontro dos seus guerreiros. Lobos perdidos mais uma vez entraram no seu território para saquear os bens do seu povo.Alfa Hermes era um líder honrado, corajoso e muito dedicado ao clã e a sua amada companheira, Luna Edite. Ela estava grávida de seu primeiro filhote e ele ordenou que ela permanecesse na tenda e não pusesse a sua vida e a do filhote em risco, pois ele cuidaria de tudo.Infelizmente, os lobos perdidos invadiram o território no meio de uma tempestade, muito vento, chuva e neve prejudicavam o faro dos seus rastreadores, dificultando a busca pelos malfeitores.Mesmo com as dificuldades climáticas, os lobos bem treinados do Alfa Hermes capturaram os invasores sem muita demora.Pelo menos, era o que pensavam, ignorando que o líder do bando de lobos perdidos tinha um cúmplice infiltrado no clã. A batalha acontecia de um lado do território, enquanto ele próprio
Vinte e seis anos depois…— Acorda, preguiçosa! Mulher casada não dorme até essa hora não!“Bom dia, flor do dia!” Era a frase que a minha mãe usava para me despertar todas as manhãs antes de ir à escola.Quando foi que a minha vida mudou tanto? E para pior…— Eu, na sua idade, acordava antes do sol nascer para preparar o café da manhã dos meus sogros!“Blá, blá, blá! Quem liga para como você tratava os seus sogros, sua megera?”Pensei, ao jogar o cobertor para o lado e me levantar. Infelizmente, não tinha coragem de falar esse tipo de coisa para a minha sogra na cara dela. Não desejava outra punição do meu marido por desrespeitá-la.Tomei um banho para despertar o meu corpo para os desafios do meu sério dia de mulher casada.O meu chamado marido saiu bem cedo pela manhã para administrar a fazenda, deixando para trás o meu corpo dolorido por mais uma noite em que ele fez o possível para me engravidar.Olhei-me no espelho, para ajeitar o hijab, e saí do quarto em direção à cozinha. A m
Terminei de preparar o almoço e servi à mesa. A minha sogra chegou com a mesma cara de nojo de sempre e fez um muxoxo antes de sentar.Peguei um prato para servi-la primeiro, escolhendo a fatia de cordeiro mais bonita e gordurosa para ela, arroz com nozes, e quando estava prestes a pegar o puré de abóbora, ela deu um tapa na mesa.— Não me sirva essa coisa horrorosa que você fez, parece lavagem! E coloque outra peça de cordeiro no meu prato, não seja sovina com a mãe do seu marido!Respirei fundo e obedeci sem reclamar. Entreguei o prato a ela, que comia como se não houvesse amanhã. Servi-me do que mais gostava e sentei na cadeira de frente para ela.Ela mastigava ruidosamente e reclamou de tudo o que tinha na mesa, botando defeito em todos os pratos, embora tenha repetido quase todos. Quando estava satisfeita e com a boca cheia de gordura, tamborilou os dedos sobre a mesa me observando comer. De repente, ela levantou.— Não deve comer tanto, está ficando gorda e o meu filho não gosta
ELEAres estava no salão de artes do castelo antigo, que ficava no centro da cidade principal do seu território. Nesse salão, ficavam os quadros e bustos dos Alfas anteriores. Diante dele, a pequena estátua de Luna Edite, onde ele havia, como todos os dias, trocado as flores do vaso.Ele olhava fixamente para aquela que era a figura que representava a Luna conhecida por sua bravura e bondade.A saudosa Luna cujo vincula ainda percorria a aura de todos os membros do clã.A amada líder que dedicou a vida para cuidar do seu povo.A fêmea que ele nunca teve a oportunidade de chamar de mãe, mas que, ao nascer, causou a morte.“ Você não é meu filho, muito menos o meu herdeiro! Por sua causa, a minha companheira morreu, você é um maldito!”Ares retirou as flores do vaso e as arrumou novamente, uma a uma, até que o arranjo lhe parecesse perfeito.Pegou uma pequena vela de cera e parou diante da imagem de Hecate, a Deusa dos lobisomens, mãe de todas as Lunas.Aquele era o aniversário de morte
Senti como se estivesse fora da realidade. Aquilo não podia ser real, eu planejei tudo por meses! Era o meu momento de liberdade, apenas uma plataforma de distância do trem….E o que essa megera está fazendo abraçando a fulaninha secretaria cujo nome nem me dou o trabalho de lembrar? Se gosta tanto dela, e me odeia, bastava me deixar ir embora! Mas não, esse “Shaytan” gosta de me maltratar, aposto que os únicos orgasmos que teve em vida foram quando me maltratou.Quem sou eu para falar de orgasmos, nunca vi, só ouço falar…Esse era o grau de desprendimento da realidade que eu me encontrava, minha mente vagando por coisas sem noção para me afastar da vida real, onde, entre a minha liberdade e eu, estava um grupo de “Djins”.Amir caminhou lentamente na minha direção, com um sorriso cruel nos lábios e olhos faiscando de raiva.Ele acha mesmo que eu sou idiota de ficar parada? Pelo portão que entrei, sai correndo.Se ele me pegar, vai me castigar de qualquer jeito, mas se não conseguir me