ELE— Alfa Ares, a que devo essa visita? — Dófona sorriu para mim, sem reclamar que entrei em sua Tenda sem me anunciar.— A fêmea não está prenha. — Falei sabendo o peso que aquela frase tinha sobre nós.Dófona suspirou, decepcionada, antes de pegar uma garrafa na prateleira e um copo.— Isso certamente atrapalha os seus planos. — Ela me entregou o copo cheio de rum.— Tentarei emprenhá-la quanto antes. — Afirmei com toda a determinação que tinha.Possuir a minha fêmea e estar entre as suas pernas era algo que faria de qualquer jeito, ainda mais unindo o útil ao agradável.— Acha que dará tempo? — Ela questionou, preocupada.— Não acho nada, farei o que for preciso.— Tenho orgulho de você, Ares. Confesso que temia que tomaria uma decisão que selaria o seu destino para sempre.— Devia saber que eu jamais rejeitaria a minha fêmea, não importa o quanto a sua existência seja inapropriada.— Interessante escolha de palavras, Alfa… Uma Luna Humana é certamente inapropriada para o clã, mas
A aura que emanei era proporcional ao ódio que sentia por aquele maldito, fazendo com que ela caísse de joelhos na minha frente.— Perdoe-me, meu Alfa!— Levanta, só não diga isso de novo.— Claro, Alfa, fui insensível e imprudente. Me permita uma pergunta, Alfa?— Fale!— Como Estela reagiu ao saber da humana?— Ela se mostrou contente por meu trono estar seguro pelas leis do concílio agora que tenho uma companheira e não ser um solo cono todos acreditavam. Ela temia uma guerra.— Hm… Uma Beta sempre é prática e objetiva na mentalidade. No entanto, Alfa, estava me referindo a vocês dois.— O que tem nós dois? — Perguntei sabendo onde ela queria chegar.— Ela se mostrou possessiva nas cerimônias saturnais, inclusive, agrediu algumas lobas que tentaram te servirem antes dela.— Ela é uma Beta, a fêmea mais forte do clã, é direito dela exigir ser a primeira a me servir nas orgias. Seu comportamento é natural, eu também fazia questão de ser o primeiro a montar nela quando alfas visitante
— Minas ex-sogra, a mãe do Amir. Nossa, que velha megera, não saía nada de bom daquela boca maliciosa. O próprio Shaytan poderia aprender umas maldades com aquela mulher!— O macho do general era o seu macho humano, se entendi direito?— Pode se dizer que sim, mas não por minha vontade.— Se não era da sua vontade, por que se uniu a ele?— Fui forçada pelo meu pai.— Isso não é bom, se um macho precisa forçar uma fêmea para aceitá-lo, sinal de que não tem honra.— Concordo! Ei, tem alguma notícia de Amir?— Ele resolveu aceitar conviver com o general, mas como se recusa a se deitar com ele, continua sob punição e só sai da tenda com uma coleira. General Igor é muito rigoroso nas suas punições.— Não te entendo, Gama, você é contra forçar uma fêmea, mas acha normal que Amir esteja sendo coagido a aceitar o general— É diferente, Luna. O humano desafiou o general num duelo pela dominação. Ele disse que preferia morrer a ser um “homem-dama” em alto e bom som, para todos que estavam prese
Finalmente livre!Antes de vir para o banho, contei os absorventes que sobraram, só dará para o próximo ciclo, como será que as lobinhas daqui lidam com a menstruação? Vou precisar perguntar a tal da Dófona sobre isso…Sim, eu já estou acostumando com a ideia de viver por aqui, estranhamente, sinto-me em casa nesse lugar cheio de criaturas estranhas. Síndrome de Estocolmo ou não, é a primeira vez que chamo um lugar de lar desde a morte da minha mãezinha.Durante todo o meu período, o Alfa não saía do meu lado, ainda desconfiado pelo sangramento durar quatro dias. De acordo com ele, lobas sangram por um ou dois dias no máximo. Tratou-me como se eu estivesse ferida, trazendo comida na cama, colocando a mão na minha testa para checar se estava com febre, e ainda dormiu de conchinha.Hoje ele saiu bem cedo, mas me acordou para avisar que tinha muito trabalho acumulado.Ele está aprendendo…Pelo menos, não posso negar que está se esforçando, espero que a dedicação seja sincera o suficiente
O alarme de invasão ecoou pelo clã no meio da madrugada. O Alfa deixou a Luna grávida assustada na tenda e correu ao encontro dos seus guerreiros. Lobos perdidos mais uma vez entraram no seu território para saquear os bens do seu povo.Alfa Hermes era um líder honrado, corajoso e muito dedicado ao clã e a sua amada companheira, Luna Edite. Ela estava grávida de seu primeiro filhote e ele ordenou que ela permanecesse na tenda e não pusesse a sua vida e a do filhote em risco, pois ele cuidaria de tudo.Infelizmente, os lobos perdidos invadiram o território no meio de uma tempestade, muito vento, chuva e neve prejudicavam o faro dos seus rastreadores, dificultando a busca pelos malfeitores.Mesmo com as dificuldades climáticas, os lobos bem treinados do Alfa Hermes capturaram os invasores sem muita demora.Pelo menos, era o que pensavam, ignorando que o líder do bando de lobos perdidos tinha um cúmplice infiltrado no clã. A batalha acontecia de um lado do território, enquanto ele próprio
Vinte e seis anos depois…— Acorda, preguiçosa! Mulher casada não dorme até essa hora não!“Bom dia, flor do dia!” Era a frase que a minha mãe usava para me despertar todas as manhãs antes de ir à escola.Quando foi que a minha vida mudou tanto? E para pior…— Eu, na sua idade, acordava antes do sol nascer para preparar o café da manhã dos meus sogros!“Blá, blá, blá! Quem liga para como você tratava os seus sogros, sua megera?”Pensei, ao jogar o cobertor para o lado e me levantar. Infelizmente, não tinha coragem de falar esse tipo de coisa para a minha sogra na cara dela. Não desejava outra punição do meu marido por desrespeitá-la.Tomei um banho para despertar o meu corpo para os desafios do meu sério dia de mulher casada.O meu chamado marido saiu bem cedo pela manhã para administrar a fazenda, deixando para trás o meu corpo dolorido por mais uma noite em que ele fez o possível para me engravidar.Olhei-me no espelho, para ajeitar o hijab, e saí do quarto em direção à cozinha. A m
Terminei de preparar o almoço e servi à mesa. A minha sogra chegou com a mesma cara de nojo de sempre e fez um muxoxo antes de sentar.Peguei um prato para servi-la primeiro, escolhendo a fatia de cordeiro mais bonita e gordurosa para ela, arroz com nozes, e quando estava prestes a pegar o puré de abóbora, ela deu um tapa na mesa.— Não me sirva essa coisa horrorosa que você fez, parece lavagem! E coloque outra peça de cordeiro no meu prato, não seja sovina com a mãe do seu marido!Respirei fundo e obedeci sem reclamar. Entreguei o prato a ela, que comia como se não houvesse amanhã. Servi-me do que mais gostava e sentei na cadeira de frente para ela.Ela mastigava ruidosamente e reclamou de tudo o que tinha na mesa, botando defeito em todos os pratos, embora tenha repetido quase todos. Quando estava satisfeita e com a boca cheia de gordura, tamborilou os dedos sobre a mesa me observando comer. De repente, ela levantou.— Não deve comer tanto, está ficando gorda e o meu filho não gosta
ELEAres estava no salão de artes do castelo antigo, que ficava no centro da cidade principal do seu território. Nesse salão, ficavam os quadros e bustos dos Alfas anteriores. Diante dele, a pequena estátua de Luna Edite, onde ele havia, como todos os dias, trocado as flores do vaso.Ele olhava fixamente para aquela que era a figura que representava a Luna conhecida por sua bravura e bondade.A saudosa Luna cujo vincula ainda percorria a aura de todos os membros do clã.A amada líder que dedicou a vida para cuidar do seu povo.A fêmea que ele nunca teve a oportunidade de chamar de mãe, mas que, ao nascer, causou a morte.“ Você não é meu filho, muito menos o meu herdeiro! Por sua causa, a minha companheira morreu, você é um maldito!”Ares retirou as flores do vaso e as arrumou novamente, uma a uma, até que o arranjo lhe parecesse perfeito.Pegou uma pequena vela de cera e parou diante da imagem de Hecate, a Deusa dos lobisomens, mãe de todas as Lunas.Aquele era o aniversário de morte