O meu olhar recaiu em Layla novamente. Seu cabelo está solto e não há nenhum vestígio de maquiagem, uma coisa que ela vem se acostumando a cada dia. Quando viajei para Boston nunca imaginei a loucura que iria acontecer em Nova York quando voltasse.– Um dia e meio. – Layla ia se aproximando de Rodolfo a cada palavra que eu dizia. – Apenas um dia fora e você conseguiu deixar Nova York de pernas para o ar, Layla Barrett.– E-eu… – Sua voz falhou e ela desistiu de falar.– Olha, em minha defesa…– Cala a sua boca! – Apontei na direção do Elijah e fechei meus olhos. – É só o tempo de conseguir chegar perto de você para cumprir o que prometi.
P.V. Layla Barrett– Não foi para Boston fazer negócios? – Pisquei algumas vezes tentando entender toda aquela conversa.Estamos ocupando a sala, seria muita gente no escritório de Daniel. E ele não queria correr risco de sujar o seu querido do escritório, Matilde providenciou algumas coisas para comer e beber. Tivemos uma pequena pausa, a menina que até agora não sabemos o nome demonstrava sinal de sono. Matilde se ofereceu para levar a menina ao quarto e fazer ela dormir.A garota se negou e agarrou a perna do Daniel, única pessoa que ela deixou se aproximar além do Daniel, foi o Bruce. E aos gritos os dois foram fazer a menina dormir. Ambos discutindo em Como fazer uma criança dormir e aparentemente aos risos a menina desconhecida dormiu. Na sala Elijah por ela ficar bem longe de Daniel e por enquanto seria melhor assim.– Não. – Daniel evitou meu olhar. – Não os negócios que você pensa.– Daniel…– E onde a garota entra nisso? – Cathleen me interrompeu. Ao lado do seu marido ela t
P.V. Layla Barrett– Layla para de chorar. – Daniel pediu, sua voz é baixa e continuava com a mão no rosto.Com certeza mergulhado em um poço de estresse e cansaço, nenhum de nós dois imaginamos que com a sua volta teríamos mais problemas do que soluções. Voltava pouco para umas 10 horas da noite, só não é uma coisa que não existia para mim no momento. Não que tivesse com energia para dar e vender, mas existem tantos pontos de interrogação nesse momento que seria impossível dormir.– Queria ter um momento com Elijah sem ter que ficar relembrando do passado ou ficar disputando o quão ruim nosso pai foi. – Comecei a explicar em meio ao choro. Vai que Daniel fica com pena de mim, mas também estou chorando de raiva. Se pudesse voltar no tempo não teria nem saído do prédio. Continuaria trabalhando e voltarei para minha casa onde estaria segura e salva dessas pessoas maldosas. – Beber foi a primeira coisa que pensei e as chances de ter lágrimas seriam mínimas. A única coisa que esperava no
– Cathleen, onde você está querendo chegar com essa conversa? – Passei a mão pelo cabelo tentando conter o meu nervosismo. – Talvez essa esteja sendo a conversa mais longa que tivemos desde que você chegou em Nova York. E pela primeira vez não estou conseguindo entender as suas intenções.É a primeira vez que jantamos juntas e tive a oportunidade de conhecer os meus sogros, fizeram questão de expor os meus podres ali na mesa antes de realmente ter uma conversa amigável. Um jantar interrompido e no final da noite Daniel indo para meu apartamento e anunciando que ficaria comigo ali. Nunca chegamos a conversar novamente sobre aquele jantar, é óbvio que me sentia muito culpada por essa briga deles. Era como se eu não tivesse dado o meu melhor para fazer os meus sogros gostarem de mim.
Por fim a menina sentou na mesa. Olhando para seus dedos em seu colo, ela parecia sem jeito e triste. Me levantei da cama e me aproximei um pouco mais, talvez ela quisesse ter uma nova identidade. Não consigo imaginar tudo que essa menina passou até que encontrasse com Daniel. Crianças não deveriam ter uma vida infeliz.– Melinda. – Sussurrou. – É assim que me chamavam. – Ela olhou para Daniel. – Tenho 6 anos.– Viu que não foi difícil dizer o seu nome?– Daniel. – Jeffrey repreende seu filho com um olhar. – Ela precisava de tempo…– Tempo que não temos. – Ele olha para a menina. – Se quer uma coisa precisa falar. Não tenho bola de cristal para saber o que você pensa ou o que quer. – a pequena Melinda revirou os olhos de um jeito dramático. Daniel agitou o dedo no ar se segurando para não falar alguma coisa. Melinda sorriu novamente.– Porque acho que existe uma conversa interna entre vocês dois sobre esse revirar dos olhos. – Olhei do Daniel para a Melinda. – Quer compartilhar conosc
– Você não precisava me deixar aqui. – Olhei ao redor e sorri para algumas pessoas que passavam por nós.– Eu só queria ter certeza de que você ficaria segura. – Daniel olhou a hora em seu pulso.– Daniel, estamos em frente à sala do Jeff! – Falei entre dente. – Estou dentro da sua empresa. Tem como ficar mais segura do que isso?Ele deu de ombros.– Não queria arriscar.Daniel me rouba um beijo rápido fazendo ficar envergonhada e ele sorriu logo em seguida, piscando para mim.– Tenha um bom trabalho e nada de ir para um bar no meio do expediente. – Revirei os olhos mais uma vez roubou um beijo meu.– Daniel!– Continua revirando os olhos e logo, logo teremos uma plateia para o beijo de cinema que daria em você. – Ameaçou.Estreitei os olhos em sua direção.– Parece que acordou animado hoje, Sr. Hart.Daniel ficou sério e eu sorri. Com seu típico terno preto e feito sob medida Daniel está devidamente arrumado e pronto para mais um dia de trabalho não se nada tivesse acontecido. É clar
Corria pelos corredores da MecHa, quase afundei o botão para chamar o elevador. Todos me olhavam sem entender o motivo da minha correria, apenas as secretarias de Daniel. Elas me avisaram que Daniele estava a caminho do estacionamento, porque tinha um compromisso fora da empresa.O elevador parecia mais lendo que o normal. Batia com o meu pé respetivamente e notei que isso incomodava as pessoas que estavam dividindo o mesmo ambiente que eu. Não me importei! Era o que me acalmava no momento. Tem dois elevadores para o estacionamento, Daniel estava em um e bem mais adiantado que eu. A cada andar que parava sentia vontade de matar um.Quase tropeçando em meus próprios pés segurei os papeis com força em minhas mãos e consegui sair daquele elevador. Olhei de um lado para o outro, lembrando onde Daniel havia estacionado o carro. Corri mais uma vez e gritei Daniel ao vê-lo se aproximar do carro com seus seguranças. Daniel se virar surpreso por me ver ali, ofegante me aproximo dele.– Preciso
P.V. Daniel HartAo abrir a porta de casa era como se o peso do cansaço do dia de hoje fosse maior ainda ao perceber que faltava tão pouco para poder deitar em minha cama. Fechei a porta atrás de mim, o click da fechadura chamou atenção da Melinda que estava sentada no chão com a Matilde. Ao me ver ela se levantou e veio correndo até mim, abraçando as minhas pernas acariciei a sua cabeça, bagunçando seu cabelo. Ela riu.– Você sempre demora para voltar? – Melinda se afastou um pouco, mas sempre me olhando com atenção.– Às vezes.Hoje tive mais dor de cabeça, não tive muitos problemas, mas a conversa se desenrolou de um jeito positivo. Além de terem recebido a notícia de que pegaram mais um dos homens que levaram a Layla para aquele hotel e sabem quem foi que liberou a entrada deles compactuando com o crime. – Deixa te ajudar. – Melinda pegou a minha pasta, abraçando contra seu corpo.A pequena caminho até o sofá mais próximo deixando a pasta de lado. Matilde olhava a cena, sorrindo.