TOM NARRANDO Desperto num lugar que nunca vi, não consigo lembrar o que aconteceu. Dor na cabeça e nas costelas. De repente sinto uma mão a me tocar e ao olhar vejo uma mulher linda que eu não sei quem é, o toque dela é bom. Ela diz que é médica, que eu sofri um acidente. Como assim o que ela está dizendo? Não consigo lembrar o meu nome ou de onde sou, mas vejo que consigo falar em espanhol e entender, mas também percebi que falo em italiano. Que loucura essa coisa toda. Todos falam em espanhol. Mas que droga, porque eu não consigo lembrar de nada. Essa mulher é muito arrogante, eu devo ser alguém que tem posses, porque se estou querendo ser atendido por alguém mais qualificado, não devo ser pobre. E olho para meu braço e confirmo, porque vejo um relógio Patek Philippe 6300GR , essa marca é uma das mais caras do mundo. Porque eu lembro dessas coisas e não consigo lembrar direito quem eu sou?. Porra mais o que é isso? e além de tudo isso, ainda tem essa garota que fica me
ELIZA NARRANDO A viagem até o hospital foi bem tensa, por dois motivos, um porquê eu estava com medo que ele tivesse mais uma intercorrência no meio da estrada, e não sei se poderia fazer algo para salva-lo como fiz hoje e o outro motivo era porque estávamos muito próximos um do outro, aquilo incomodava-me muito. Ele estava com a cabeça no meu colo, as vezes os nossos olhos se encontravam e parecia que uma corrente me segurava a ele, então eu fazia de tudo para desviar, antes que ele percebesse que aquilo mexia comigo. Eu nunca fui uma mulher de namorados, levei a vida toda estudando, queria me formar e ser alguém na vida. Queria que os meus pais, mesmo não estando mais comigo, sentissem orgulho da mulher que eu estava me tornando, pensando nisso me vem à cabeça a carta que a minha mãe escreveu-me no terceiro mês de gestação. Início de flashback Oi filha, hoje você está fazendo cerca de 3 meses. Já sinto mais mudanças no meu corpo e sabe? me sinto como uma casa, em que
FERNANDO NARRANDO. — PAI DO TOM. Às vezes escondo-me no meu escritório e peço para ninguém vir encher a minha paciência. Já estou com 54 anos e preciso com urgência passar isso para o Tom, quero ficar coordenando tudo pelos bastidores, de início, também não posso deixar tudo nas mãos dele, tenho uma reputação a zelar como chefe da máfia Satana, é preciso que o meu filho crie responsabilidades, mas parece que por mais que eu o ensine, ou que a vida mostre a ele que nada é fácil ele ainda cisma em não aprender. Tenho certeza que já está na hora de casar e criar laços mais fortes construindo a sua família, isso talvez o ajude a ter mais compromissos com as coisas. Porque eu já não aguento mais vê-lo levar a vida que leva na esbónia Sei que ele é focado nas coisas que faz em relação aos nossos negócios, assim como eu sou, ele também é implacável. Sou chamado por muitos de SENHOR DAS TREVAS, tamanha é a minha forma de exterminar quem tenta atravessar o meu caminho. E o meu filh
TOM NARRANDO Enfim sai daquele local, quero com urgência saber quem sou. Mas não posso negar que aquela medicazinha mexeu um pouco comigo, nem sei como, apesar de bonita, não me parece sofisticada e para mim isso é fundamental devido ao meio social que vivo. Fui informado pelo Antonio, neto do Sr. Sancher, que foi um dos homens que me tirou do helicóptero, o qual vou ser muito grato para sempre, assim como a Eliza, que a viagem ia durar umas 3 horas. Se fosse num carro melhor, duraria menos tempo, mas ele tem uma lata velha. Tudo bem, ele teve boa vontade. Ele conta que trabalha numa empresa fazendo serviços gerais, limpando e servindo café. Não ganha muito, mas dá para sobreviver só de imaginar eu vivendo uma vida dessas me dá urticária.. Depois de 3:20h enfim chegamos ao local da sua residência, se é que eu poderia chamar aquilo de residência. Ele fala que é na verdade um distrito de Barcelona que fica localizado na Cidade Velha. Observei o local quando estava passando
MARCO NARRANDO — ALGUNS DIAS DEPOIS DA MORTE DE ANA. Eu não me arrependi de ter matado Ana, aliás eu faria quantas vezes fosse preciso, ela me traiu e eu amava aquela desgraçada. Sentado aqui na cadeira do escritório, bebendo a minha terceira dose de whisky eu lembro de como matei os dois, ela sofreu em me ver matando o seu amado. Por mais que eu fosse um homem frio, eu a amava. Mais é claro que eu poderia ter feito ela gerar um filho, eu tinha chance, mesmo que poucas, eu me dispus a fazer um tratamento e mesmo assim ela não foi fiel a mim. Ainda me lembro do choro e do sofrimento dela, mas mesmo assim eu só conseguiria me dar por satisfeito quando a minha vingança tivesse 100% concluída apesar do amor por ela, a minha cede de vingança era o que me aumentava, não o amor.. ANOS DEPOIS.. Tantos anos depois e eu ainda não consegui esquecer o mal que Ana me causou, eu tive diversas pistas sobre a sua filha Eliza mais eram todas falsas. A minha guerra com o Fernando, nã
ELIZA NARRANDO. Meu Deus, eu grito e o carro freia em cima de mim. Fecho os olhos e o motorista desce Moça você está bem? Mas pelo amor de Deus vou não olhou o sinal vermelho? Sorte sua que vinha devagar. — Perdão moço, eu não vi. - olha para frente na direção que achei que vi o Tom, mas não vejo mais ninguém. Meu coração tá na boca, foi por muito pouco. — Quer ajuda?. - Poxa bem atencioso, coisa tão difícil hoje em dia. O trânsito é sempre tão caótico e as pessoas muitas vezes atropelam e se quer, param pra socorrer. — Não obrigada, eu trabalho aqui nesse hospital. Vou entrar e tomar uma água — Ok então. Bom dia. - Ele sai e volto a minha visão para o local e nada da pessoa. Volto para meu consultório e (nome da secretaria) está entretida no computador. —Tá TD bem dra Eliza? —Quase fui atropelada. Por muito pouco. — Muitas pessoas hoje em dia estão cada vez mais imprudentes no trânsito. — Mas não foi culpa dele, foi minha mesma. Fui atravessar rá
TOM NARRANDO. Não posso mentir que estar dentro desse avião, saindo da Espanha me causa um certo alívio pelo acidente em si, mas algo parece que me prendeu aqui, e eu não consigo explicar. Encosto a cabeça no banco do avião e fecho os meus olhos para tentar pegar no sono. Quando o avião pousou, eu respiro fundo o ar da minha cidade, que saudade... O motorista já estava nos esperando, ele pegou as poucas malas que tinha e colocou no porta malas, fomos em silêncio no carro até chegar em casa, quando chegamos lá a minha mãe estava na sala, quando me viu ela levantou e veio na minha direção. — Meu filho. — Ela fala e abraça forte e para mim é o melhor abraço do mundo, parece que cabe o mundo nele. — Oi mãe. — Eu respondo braço dela causa-me dor devido à dor. — O que aconteceu com você? O que são esses machucados? — Ela fala passando a mão pelo meu rosto, sem entender nada, porque poupamos ela de saber de tudo, afinal eu e ela somos muito ligados e sou filho único. Eu
ELIZA NARRANDO — Olá Dra, quanto honra receber a sua ligação. - Aquela voz sempre me rouba o ar e eu preciso evitar isso. Ele não merece qualquer tipo de sentimento que eu possa estar sentindo, mesmo que não seja o gostar em si, que seja apenas uma atração, ele não merece isso pelo homem que ele é. — Ola Tom, bom eu estou te ligando por um motivo muito simples, mas bem sério. - Antes que eu continue ele me interrompe. — Ah, já imagino o porquê. - Acho que vou me arrepender disso, mas assim mesmo irei fazer a pergunta. — Porque então acha que eu estou te ligando?. - Fico quieta só esperando vir dele a empáfia que ele ostenta com muita propriedade. E isso infla o seu ego de tal forma que tem momentos que acho que ele se sente um verdadeiro pavão, se acha todo de tudo. — Deve ser por dois motivos, o primeiro é que você deve está ligando para agradecer o pequeno presente que eu te deixei, o segundo eu acho que no fundo você deve está com saudades. - E ele dá um sorriso