Ao ver Célio sozinho, a minha mente me falava para eu não ir, mas o coração batia rápido e uma vontade maior de estar perto dele é maior. Observo que Célio parece estar triste, por isso decido que vou fazer companhia a ele. Ao me aproximar sou convidada a me sentar perto dele e vejo os olhos de menino carente e a boca perfeita, que parece chamar a minha. Lembro-me do nosso beijo na fazenda e Célio me questiona sobre o “eu te amo”. Foi então que abri o coração e confessei o quão confuso estão os meus sentimentos em relação a nós dois. Logo, nos beijamos e Célio passeou suas mãos sobre todo o meu corpo. Ali pude sentir o quanto esse homem é intenso. Quando ele apertou o meu bumbum, fazendo-me sentir a sua ereção, confesso que me assustei e tive que revelar que sou virgem. Célio ficou surpreso e eu com vergonha, mas não podia mentir. A verdade é que o quero, assim como ele me quer. Ele me excita, fazendo-me sentir inúmeras sensações com a sua boca quente beijando o meu colo, ao
Nunca senti tanta vontade de levar para cama uma mulher como fiquei por Luna. Foi algo totalmente diferente o que vivi com ela. A pele arrepia, o coração batendo rápido, o sangue fervendo ao apreciar o seu corpo nu... Ela é a minha preciosa, o meu diamante. Tocar o seu corpo nu foi como viajar por um caminho sem volta, no qual só queria ir e nunca mais voltar. Quando os nossos corpos se tornaram um só, estremeci ao sentir a sua intimidade quente apertando o meu membro, pois nunca experimentei nada igual. Pele com pele, chocando-se a cada investida que eu dava. Nunca na vida esquecerei dessa noite, em que vivi a experiência mais linda da minha vida. Após o nosso banho dormimos juntinhos. *** Pela manhã, acordo admirando cada traço do rosto da Luna, que dorme tranquilamente e sorri com os olhos fechados. Acho que ela está sonhando. Sei que não sou muito romântico, mas tenho que fazer algo para surpreendê-la. Não posso falhar com essa mulher nunca. Quando saio do qua
Após o nosso café da manhã, fui até o meu quarto, tomei um banho e me arrumei. Quando desci, não vi a minha tia na sala e nem a área externa da casa. Quando fui à sala de brinquedos, Célio estava deitado no chão rolando de um lado para o outro, fazendo Elisa dar as gargalhadas mais gostosas do mundo e a minha tia os filmando. Estavam tão focados que não me viram na porta. — A festa está animada sem mim! — Não, meu amor. Quero fazer um convite — ele fala se levantando. — E qual seria? — pergunto sabendo que não posso dizer não a ele. — Vamos passear, levar a Elisa para conhecer novas coisas. Dona Luísa vem com a gente. — Ah, não irei atrapalhar o casal — tia Luísa fala. — Se você quer tanto ir, iremos! — falo sorrindo. Estou muito orgulhosa do Célio, que me ajuda a todo instante com Elisa e vamos para o nosso passeio no shopping. Enquanto vamos andando, ele me conta que quase não saía para esse tipo de passeio. Levamos Elisa para brincar e quando saímos de uma loja de bri
Seguro na mão da minha esposa e vamos para o fórum na certeza que sairemos vencedores. Luna nem sonha o quanto foi difícil investigar a vida da avó da Elisa e, nessa busca incessante por uma carta na manga, descobrimos o quanto Mary, mãe da Elisa, sofreu nas mãos dessa senhora desequilibrada. Sentamos frente a frente e a encaro. A audiência começa, o juiz se apresenta e começa toda aquela falação que só nos deixa mais nervosos. Luna e Marisa lutam pela guarda unilateral, onde só um dos genitores possui, ou seja, ele é o único responsável pela vigilância e decisões a serem tomadas com relação ao filho, enquanto o outro terá o direito a visitas. Ao ouvir as testemunhas dos dois lados, fico admirado o quanto falaram muito bem da Luna, como pessoa, mulher e mãe. O juiz ouve Luna atentamente, que bastante emocionada fala como cuidou bem da Elisa até aqui. Ele olha atentamente todos os documentos, relatórios, analisa tudo da certidão de nascimento até a sua caderneta de vacina. Já o
Célio saiu para trabalhar e resolvi fazer uma surpresa para ele, indo até o seu escritório. No caminho, encontro Eduardo. — Célio irá gostar da sua vinda aqui, ele está sozinho na sala de reuniões. — Vim buscá-lo para irmos para casa. Mas na minha cabeça, tem mil e um planos para esta noite. Acabo nos braços do Célio, na sala de reuniões, pois não resisti a ele e nos amamos em cima da mesa. Sinto necessidade de dizer o quanto o amo e ficar abraçada a ele, como se algo fosse acontecer e necessitasse morar no seu abraço, aproveitando cada segundo. — Está feliz ao meu lado? Estou te achando estranha. — Estou muito feliz, mas senti saudade, uma vontade enorme de ficar perto de você. Ele me abraça dizendo que me ama muito e vamos para casa. *** Dias depois que ganhamos a guarda da Luna, Célio teve que ir sozinho à fazenda do irmão, visitar o seu sobrinho que nasceu. Eu não pude ir por conta das visitas da assistente social, pois a avó da Elisa ainda não desistiu de lut
Não foi fácil passar o dia longe daquele hospital, tanto que precisei tomar remédios para dormir e quando acordei já era noite, ainda meio tonta, vi Lurdes ao meu lado. — Tia Lurdes, posso te chamar assim também? — Claro que pode, Luna. Estou aqui porque não queria deixar você sozinha. — Preciso ir ver o Célio, tia, estou preocupada. Tive um pesadelo ruim. — Já está tarde e Laerte está lá com ele, filha. Amanhã você irá vê-lo, eu também irei. Tentei me levantar e uma tontura me faz sentar novamente na cama. — Luna, está tonta? — Ela segura na minha mão. — Sim, muito tonta, o calmante que tomei me deixou assim e também não me alimentei. Ela sai do quarto, mas rapidamente volta com um prato com sopa de legumes. Como à força tudo aquilo, pois estou me sentindo muito mal e bastante culpada. *** Acordo pedindo a Deus para que não ser verdade tudo o que estamos passando, mas ao olhar para o lado e ver a cama vazia é a constatação da realidade. Faço a minha higiene, tom
Senti Luna muito apreensiva, mas nunca acreditei em intuição. No momento em que vi aquele homem mascarado, com uma arma apontada em direção à minha Luna, meu sentimento foi um só, protegê-la e ao entrar na sua frente, aquele projétil invadiu o meu peito, rasgando tudo. Cai lentamente no chão, ouvindo o “não” da Luna longe e quanto mais longe ouvia sua voz, meus olhos já não a enxergavam muito bem. A partir dali, não sabia se iria sobreviver, falei que amo Luna e Elisa, e apaguei. Tudo foi como um sonho e meu inconsciente pediu para voltar para a minha família. Aos poucos, fui acordando e uma enfermeira correu para chamar o médico, em seguida uma equipe entrou no quarto. — Ele apresentou uma melhora! — O médico aperta a minha mão. Retribuo o gesto com pouca força, para mostrar que estou vivo pela minha família. Em seguida, mais médicos chegam. Já me considero um milagre, pois o importante foi que acordei! Eles cuidam de mim e após isso durmo novamente. *** Percebo que já
A emoção é tão grande que não cabe em mim. Sinto um frio na barriga de tanto nervoso ao saber que Célio acordou, então sorrio e toco a barriga, olhando para Vanessa. — E aí, Luna, já sabe como irá dar a notícia ao Célio? — Estou nervosa. Não sei o que eu faço. Acho melhor esperá-lo ter alta para contar. — Ele irá ficar feliz de qualquer modo! Fico esperando mais notícias para saber como ele está e Laerte vem até nós, informando que Célio está bem. Conversamos sobre a possibilidade de ele ter alta e fazermos uma surpresa em casa mesmo, para anunciar a gravidez e comemorar o seu aniversário, Laerte concorda. — Luna, Célio só fala em você, é melhor ir vê-lo antes que ele queira vir para casa ainda hoje. — Sim irei vê-lo, devo a minha vida a ele — falo emocionada. Quando entro no quarto, vejo na minha frente um homem forte e corajoso e tenho a certeza de que acertei na escolha do pai do meu filho. A emoção fala mais alto no nosso reencontro, mas nada se compara a emoção de