66. E menos ainda ... sua

Nuria

O cheiro dele ainda estava em mim.

Mesmo depois do banho demorado, mesmo depois de lavar cada centímetro da pele como se tentasse tirar algo que já não estava fora — e sim, dentro.

A água escorreu quente pelas costas, mas não me queimava tanto quanto as lembranças da manhã. Os olhos prateados dele. A voz rouca. As ordens. O meu corpo… obedecendo.

Respirei fundo.

Vesti a única roupa que ainda me fazia sentir invisível: o uniforme cinza de criada. Sem graça, apertado demais no peito, largo demais nos quadris. Quase como eu.

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