PONTO DE VISTA DA AUTORAEnquanto Aiden sentia o líquido morno escorrer pelo braço ao lado dela, seu coração afundou no fundo do estômago. Ele caiu de joelhos e deitou uma Amie inerte no chão.— Amie, não, papai está aqui. — Ele gaguejou freneticamente, pressionando a mão contra o lado dela na tentativa de conter o sangramento.Os olhos de Amie estavam abertos, mas pareciam sem vida. Amie tentou dizer algo. Tentou perguntar se ele realmente era seu papai, se ela de fato tinha dois pais, mas não conseguia mover os lábios e sua visão rapidamente se turvava.— Amie, Amie, você vai ficar bem. Aguente firme. — Aiden se apressou, arrancando a camisa e a amarrando em volta da cintura dela, fervorosamente na esperança de que o sangramento cessasse. Mas só piorava.Houve uma leve comoção. Passos apressados soavam enquanto Dennis entrava correndo no prédio acompanhado da polícia.Ao avistarem os policiais, os dois homens se debateram e saíram do local. Dois dos policiais imediatamente partiram a
PONTO DE VISTA DA AUTORALogo ali, o mundo de Amie desmoronou ao seu redor.— O que quer dizer que ela não resistiu? — Os olhos dela se encheram de lágrimas enquanto agarrava o paletó do médico. — Fale comigo, doutor, me diga que Amie vai ficar bem.— Sinto muito, Sra. Dennis. — Respondeu o médico, com uma compaixão genuína pela pobre menina. Ela não merecia o que lhe havia acontecido, especialmente depois de tudo pelo que havia passado.— Ana. — Dennis engoliu seco ao a puxar de volta, pois ela se recusava a soltar a camisa do médico.— Solta de mim! — Ela gritou, empurrando Dennis com força. — Saia fora!Dennis estava prestes a se aproximar novamente, quando o médico levantou a mão para o impedir, lançando-lhe um leve sorriso que indicava que tudo estava bem.Lentamente, Ana desabou no chão, envolvendo os braços em torno de si mesma, enquanto murmurava, quase inaudível:— Não.Pouco depois, ela balançou a cabeça com firmeza.— Não. Amie não vai simplesmente me deixar. — Ela chorava e
AIDENEu devia ter escutado a Ana. Devia simplesmente ter permanecido escondido quando a seguia. Não devia ter enfrentado aqueles homens. Devia ter controlado minha raiva... Mais importante ainda, aquela pausa, aqueles poucos segundos em que parei e disse a ela que era seu pai, eu não devia ter feito isso. Devia tê-la tirado dali imediatamente, levado-a para um lugar seguro. Se eu não tivesse desperdiçado aqueles segundos, talvez Amie ainda estivesse aqui. Mas fui egoísta, e ainda assim dizia que a amava e me importava com ela.Dennis estava certo. Ele se importava com ela mais do que eu jamais poderia. Ele a viu crescer, afinal. Ele cuidou dela, a acompanhou desde o nascimento. Eu nunca poderia amá-la mais do que ele.Havia tantas coisas que eu poderia, e deveria, ter feito diferente, feito melhor. Mas agora era tarde demais.Ela estava morta.Enquanto encarava a única foto que tirei de nós dois, ainda no hospital, tudo parecia irreal.Tinha se passado pouco mais de um ano desde que d
POV DO AUTOR“Era para acontecer.”Essas eram as palavras que Sharon repetia para si mesma, tentando sufocar a culpa crescente.Muitas vezes, ela pensava que teria sido melhor ter contado a verdade sobre a gravidez e lidar com as consequências. Estar com Aiden não valia aquele peso, aquele buraco escuro e sem fundo em que estava afundando.Agora que se aproximava da data falsa do parto, Aiden estava mais carinhoso com ela. Eles estavam mais próximos do que nunca. Às vezes, Sharon se perguntava se era a morte da pobre menina que havia causado essa mudança.Seja lá o que fosse, não valia a pena, porque ela não estava feliz. Tinha tudo o que sempre quisera: a atenção total de Aiden. Ou tão total quanto poderia ser, com ele se enfiando cada vez mais na investigação.Sempre que Aiden não estava com Sharon, ajudando-a a preparar uma refeição, entregando as comidas que havia pedido ou limpando a casa, já que ela não queria mais a empregada, ele estava na delegacia, tentando resolver o caso de
POV DO AUTORÀ medida que a investigação se aprofundava, mais pessoas eram interrogadas. Taxistas e funcionários das lojas que estavam abertas nas proximidades da cena do crime foram chamados para prestar depoimentos. Todas as câmeras de segurança da área também foram verificadas.Aiden estava realmente determinado a não deixar pedra sobre pedra.E, conforme mais pedras eram viradas, mais evidências chocantes surgiam. Como o sapato de Amie, encontrado ao lado de um ônibus abandonado, a poucas lojas de distância de onde ela havia estado com a mãe.Eventualmente, os culpados foram localizados.O coração do detetive se encheu de satisfação ao descer da van e liderar a equipe em direção ao prédio, certo de que, desta vez, havia encontrado as pessoas certas.Na entrada, cada equipe se dispersou para suas posições previamente planejadas, já que o local vinha sendo monitorado há dias.Bastaram as digitais encontradas no ônibus abandonado para que o resto do caso praticamente se resolvesse por
DENNISApós algumas semanas, quando não ouvi mais nenhum som vindo do quarto da Amie, soube que algo estava errado.Não hesitei em forçar a porta e, quando consegui abri-la, a encontrei inconsciente. Ao seu redor, havia garrafas de água e tanto fast food que logo suspeitei que ela devia ter saído escondida à noite para comprar tudo aquilo enquanto eu dormia. Também havia farelos de torradas e caixas de pizza — as mesmas que eu vinha empurrando por debaixo da porta. Mas, ao que parecia, não tinham sido suficientes.Corri, peguei-a nos braços, coloquei Justin na cadeirinha do carro e fui direto para o hospital.Cerca de uma hora depois de ela ter sido levada para atendimento, o médico apareceu.— Ela teve muita sorte de você tê-la trazido a tempo.Passei as mãos pelo rosto, aliviado, grato por não estar ouvindo mais um anúncio de morte.— No momento, ela apresenta desidratação severa, hipoglicemia e sinais de sobrecarga nos órgãos. Se tivesse demorado mais, estaríamos falando de exaustão
Recebi um vídeo pornográfico.— Você gosta disso?O homem falando no vídeo era meu marido, o Mark, a quem eu não via a vários meses. Ele estava nu, com a camisa e as calças deitadas no chão, metendo com força na mulher que eu mal conseguia ver a cara, que tinha os seios carnudos e redondos dela balançando vigorosamente. No vídeo, Eu ouvia claramente o som das palmadas, misturado com gemidos e grunhidos lascivos. — Sim, sim, me fode mais forte, amor. — A mulher gritava extaticamente em resposta.— Sua safada! — Mark se levantou e a virou ao contrário, dando uma palmada na bunda dela enquanto dizia: — Empina sua bunda para cima!A mulher deu uma risadinha, se virou, balançou a bundinha dela e ficou de quatro na cama.Eu me sentia como se alguém tivesse deitado um balde de água gelada na minha cabeça. Já era demais que o meu marido estava me traindo, mas o pior de tudo, era que a outra mulher era a minha própria irmã, a Bella.Deixei o vídeo continuar, assistindo os dois transando, enqu
O vento suave da noite continuou a soprar o meu cabelo para frente e para trás, enquanto eu estava parada lá fora com a mala ao meu lado. Finalmente, eu estava fora daquela casa. Depois de andar um pouco pelas ruas, eu notei luzes brilhando forte na minha direção e um sorriso leve surgiu em meus lábios porque eu notei logo quem era a pessoa que se aproximava.O carro vermelho esportivo extravagante parou logo do lado onde eu estava parada, e uma mulher ainda mais extravagante estava no banco do motorista abanando os dedos para mim enquanto baixava a janela.Era a Grace.Grace não era só minha amiga, ela também era a minha parceira de negócios. Nós eramos inseparáveis desde os nossos dias de colégio, e como nós sempre partilhamos o mesmo amor pela moda, nós decidimos tornar os nossos sonhos em realidade cofundando a companhia Vogue Luxo, um site de compras online moderno e inovador que se tornou num favorito entre os jovens e influencers. Grace tinha um talento nato para o design de ro