Antonella D'Angelis (Fontana)🔞🔞🔞Ainda me sentia flutuando, como se o mundo ao nosso redor tivesse desaparecido desde a noite anterior. Vincenzo me possuiu com uma intensidade que eu jamais imaginaria sentir. Nunca havia sido tocada por nenhum homem antes, mas agora, depois de conhecê-lo dessa forma, eu sabia que não queria pertencer a mais ninguém. Meu corpo e meu coração eram dele, completamente.Agora, aqui estávamos nós, imersos em uma banheira gigantesca. A água quente nos envolvia como um manto, e o aroma de lavanda no ambiente tornava tudo mais íntimo. Eu estava de um lado da banheira, e ele do outro, massageando meus pés com uma delicadeza que contrastava com seu jeito bruto. De vez em quando, ele se inclinava para deixar beijos suaves em meus dedos, me fazendo tremer de antecipação. Cada vez que eu olhava para seu peitoral musculoso e seu olhar intenso, meu corpo respondia, e o desejo voltava a me consumir.— No que está pensando, mia piccola moglie? — ele perguntou, um s
Antonella D' Angelis (Fontana)O silêncio acolhedor da noite foi interrompido pelo som suave das rodas do carro rolando pela estrada de cascalho até os portões da casa que agora era minha também. Vincenzo estava ao meu lado, sua expressão séria como sempre, mas eu podia perceber a suavidade em seu olhar cada vez que ele me lançava um breve olhar. Depois de uma noite fora, finalmente estávamos de volta, e meu coração batia mais rápido do que eu gostaria de admitir.Quando ele parou o carro, eu mal esperei para ele vir abrir a porta. Minhas mãos tremiam de ansiedade, e eu não conseguia pensar em outra coisa além de uma pequena e preciosa razão: Enrico. Fazia apenas uma noite que estávamos longe dele, mas parecia uma eternidade para mim.— Vai, vai ver ele — disse Vincenzo, com um leve sorriso, quase como se estivesse lendo minha mente.Eu não precisei de mais incentivo. Subi as escadas quase correndo, meus passos ecoando pelos corredores silenciosos da casa. Ao abrir a porta do quarto d
Vincenzo D' AngelisAs paredes de madeira escura do meu escritório traziam um conforto estranho, mas necessário, enquanto eu esperava Guilhermo chegar. O relógio marcava onze da manhã, e os últimos dias, após o nosso casamento improvisado, haviam sido mais movimentados do que eu gostaria. Não era exatamente o que planejei para o início de uma vida ao lado de Antonella e do pequeno Enrico, mas o mundo que escolhi nunca me deu o luxo de viver em paz.Eu ajustei a gravata preta, tentando afastar a sensação constante de que havia algo se desenrolando bem debaixo do meu nariz. Algo que eu ainda não conseguia ver, mas sentia o cheiro, como uma tempestade prestes a atingir. E eu odiava não ter controle sobre isso.A porta do escritório se abriu, e Guilhermo entrou com sua postura habitual — ombros retos, queixo erguido. Ele era meu primo, um dos poucos em quem eu confiava plenamente. Seus olhos estavam afiados, mas havia um brilho de urgência ali que captou minha atenção de imediato.— Vince
Vincenzo D' AngelisO silêncio no carro era denso, opressor, enquanto eu e Guilhermo deixávamos para trás o galpão onde realizamos o interrogatório. A estrada deserta à nossa frente parecia se estender infinitamente, refletindo o turbilhão de pensamentos que ecoavam em minha mente. Guilhermo dirigia com o maxilar cerrado, os dedos tão firmemente apertados no volante que as juntas estavam brancas. Nenhum de nós ousava quebrar o silêncio. Eu sabia que, assim como eu, ele processava cada palavra dita pelo prisioneiro. As informações eram vagas, mas uma coisa estava clara: alguém próximo, alguém do conselho, estava tentando me destruir.O plano não era apenas desestabilizar minha liderança - era um ataque direto à minha honra, à minha família. Estavam usando Enrico, meu filho, como um ponto fraco. A ideia de que ele, com apenas dois meses de vida, já era alvo de intrigas, me enchia de uma fúria que queimava como um inferno dentro de mim.Chegamos à mansão dos D'Angelis ao cair da noite, as
Antonella D'Angelis (Fontana)O dia havia sido longo, e o peso da reunião ainda pairava no ar. Mesmo depois de horas, eu sabia que Vincenzo estava trancado em seu escritório, lidando com o fardo que carregava em silêncio. A casa estava mergulhada em um silêncio inquietante, e Enrico já dormia profundamente. Não conseguia ignorar a inquietação que tomava conta de mim desde que o vi tão tenso durante a reunião.Parei em frente à porta do escritório. Respirei fundo antes de bater, mas quando não ouvi resposta, tomei a liberdade de abrir a porta devagar. A luz do abajur iluminava o ambiente com um brilho suave, revelando Vincenzo sentado atrás da mesa, a testa franzida e os ombros rígidos.Ele ergueu os olhos, exausto, ao me ver entrar.— O que foi, Antonella? — Sua voz saiu grave e cansada, como se cada palavra custasse um esforço.— Só queria saber se você está bem — respondi, tentando não demonstrar o quanto sua expressão sombria me afetava. Fechei a porta atrás de mim e me aproximei de
Vincenzo D'AngelisO ar estava pesado na ampla sala de reuniões da casa dos D'Angelis, onde Vincenzo aguardava ao lado de seu pai, Alessandro. A longa mesa de mogno brilhava sob a luz suave do candelabro, e as paredes eram decoradas com retratos de antepassados, lembrando Vincenzo das gerações que vieram antes dele. Hoje, a tradição encontrava um desafio - um obstáculo que não podiam ignorar.- Você está preparado? - Alessandro perguntou, seus olhos fixos no filho.Vincenzo assentiu lentamente, mantendo a expressão severa. - Sempre. Só espero que Salvatore seja direto conosco. Não temos tempo para rodeios.Alessandro suspirou, seus traços marcados pela idade e experiência refletindo uma preocupação crescente. - Salvatore é um homem astuto. Vai dizer o que lhe convém, não necessariamente a verdade.Assim que o relógio antigo no canto bateu as nove horas, a porta pesada se abriu, revelando Salvatore Di Luca, um dos chefes mais influentes do conselho. Seu terno impecavelmente alinhado e
Vincenzo D' AngelisEntrei na sala como um homem que não pode permitir hesitação. Meu pai, Alessandro, caminhava ao meu lado com seu habitual semblante firme, mas eu sabia que até ele sentia o peso do que estava por vir. O grande salão, que testemunhou tantas decisões que moldaram a história da nossa família, agora estava cheio de chefes e aliados que vieram assistir ao que muitos esperavam ser meu julgamento. Mas hoje, eu não estava ali para me defender - eu estava ali para reivindicar meu direito.Salvatore Di Luca, um dos homens mais influentes do conselho, estava ao centro da mesa. Ele me lançou um olhar inquisitivo assim que entrei. Não dei a ele o prazer de demonstrar qualquer fraqueza. Mantive minha postura ereta, o olhar frio e implacável. Este era meu território, minha famiglia, e eu não permitiria que duvidassem de mim.Assim que todos se acomodaram e os murmúrios cessaram, Salvatore ergueu a mão, pedindo silêncio.- Estamos reunidos hoje para discutir o futuro da liderança
Vincenzo D' AngelisEu me aproximo do quarto onde Antonella está, sentindo o peso do que preciso dizer a ela. A reunião com o conselho havia acabado de terminar, e a sensação de que eu havia declarado guerra ainda fervilhava dentro de mim. Ao empurrar a porta suavemente, encontro Antonella sentada no chão, segurando Enrico em seus braços. O pequeno observa os brinquedos ao seu redor com olhos curiosos, balbuciando alguns sons enquanto Antonella sorri para ele.Antonella levanta o olhar para mim, seus olhos castanhos iluminados por um sorriso doce, mas ao ver meu rosto, seu sorriso vacila.- O que aconteceu, Vince? - ela pergunta, a preocupação nublando sua expressão.Eu me agacho ao lado dela, colocando uma mão sobre a dela, e olho diretamente em seus olhos.- Antonella, - começo, minha voz mais grave do que eu pretendia, - as coisas vão se complicar daqui em diante. Declarei guerra hoje contra aqueles que ousarem se opor a nós. Isso significa que os traidores podem retaliar, e eu não