71- Aurora Baker

O quarto estava trancado, mas as vozes atravessavam a madeira e perambulavam pelo cômodo, como fantasmas enjaulados, me cercando, amedrontando. Sentei-me no canto da cama e abracei o joelho na tentativa de me proteger das palavras gritadas, batidas. Minha mamãe chorava, minha vovó também e passei a compartilhar de tudo aquilo mesmo estando longe.

— A Aurora não vai a lugar algum com você.

— Quero a minha filha, Ana.

— Nuncaaaaa! Deixe minha filha em paz — mamãe gritou e algo caiu com força no chão, ao mesmo tempo a voz doida do homem mau explodiu tão forte que senti a casa estremecer.

— Eu vou acabar com você, sua vagabunda…

— Vai para o inferno, Hélio.

— Eu vou te matar, sua vaca. Nãoooooooo…

Corri até a porta e mesmo s

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