Em seguida, ele correu rapidamente em direção ao exaustor.O tempo estava muito apertado, e colocar uma roupa em Karina não ajudava muito. O principal era sair de lá o mais rápido possível.Bruno observou as linhas e, com as mãos, cortou o fio do exaustor.Esperou até que o exaustor parasse de funcionar lentamente, então tirou do bolso da calça uma faca multifuncional dobrável e começou a desmontar o aparelho.Meia hora depois, o exaustor estava completamente desmontado.Bruno correu alegremente em direção a Karina.Estava prestes a falar, quando ouviu Karina aparentemente falando.— O quê? Karina, o que você disse?— Ademir, Ademir...Se aproximando, Bruno conseguiu entender: Karina estava chamando o nome de Ademir.— Karina, você está com saudades do Ademir? Eu vou te tirar daqui, vamos encontrar o Ademir.Bruno a levantou nos braços, e Karina, ainda inconsciente, se encostou no peito dele.Com uma expressão de preocupação, ela murmurou:— Está frio.Bruno ficou surpreso por um momen
O médico da emergência fez os exames em Karina, e suas condições vitais estavam estáveis. No entanto, como ela estava grávida, seria necessário chamar um especialista para realizar exames mais detalhados.Enquanto isso, Ademir permanecia do lado de fora, esperando.— Bruno.— Estou aqui, Ademir.Como Bruno havia estado com Karina o tempo todo, Ademir precisava perguntar o que havia acontecido:— O que aconteceu? Pode me contar tudo.Bruno imediatamente assumiu a culpa e disse:— Ademir, me desculpe. Foi minha culpa não ter protegido a Karina.Então, ele relatou todo o ocorrido em detalhes.Após ouvir, Ademir franziu a testa.— Você está dizendo que desmaiou depois de beber o café que a Vitória te deu?— Sim. — Bruno confirmou com a cabeça. — Eu fui ingênuo, achei que, por ser a Srta. Vitória, o café não teria problema.Mas ele logo acrescentou:— Ademir, não estou dizendo que foi a Srta. Vitória quem fez isso! Quero dizer que ela pode ter sido usada também.A razão era simples.No iníc
Júlio só pôde responder assim:— Ainda não sabemos exatamente o que aconteceu, só especulamos que pode estar relacionado com o País G.Karina escutava em silêncio, mas Júlio não continuava a falar."É só isso mesmo?"Karina estava confusa, com a testa franzida, pois Júlio havia evitado responder à sua segunda pergunta."O que aconteceu com a Vitória?"— Karina, descanse bem, eu vou ficar na porta. Se precisar de algo, é só me chamar.— Está bem.Karina acenou com a cabeça, mas a sensação de dúvida em seu peito só aumentava.Por que Karina sentia que Júlio estava evitando encará-la? Algo ainda mais estranho aconteceu.Ademir ainda não havia aparecido.Por que isso estava acontecendo?Júlio havia dito que Ademir estava lidando com alguns problemas, mas que tipo de problema seria esse, que afetou tanto Ademir a ponto de ele não ser capaz de vir até Karina?Não fazia sentido. Algo estava muito errado.Karina se levantou da cama e, com dificuldade, se apoiou para sair.— Sra. Barbosa... —
Devido aos ferimentos, o ombro de Vitória estava exposto, e do seu braço esquerdo até o queixo, tudo estava envolto em bandagens. Seu cabelo, cortado abruptamente para tratar os ferimentos, estava bagunçado, sem nenhum estilo. Além disso, como Vitória continuava chorando, ela parecia completamente desleixada. Ademir, com cuidado, segurou Vitória e, erguendo a mão, enxugou as lágrimas dela: — Não chore, se a lágrima molhar a ferida, vai piorar. — Ademir... — Vitória fechou os olhos, se jogando no peito do homem, chorando enquanto dizia: — O que eu vou fazer? O que vai ser de mim, depois de tudo isso? — Não tenha medo. — A voz de Ademir era suave, baixa. — Vai dar tudo certo, a medicina está muito avançada, com certeza vão conseguir te curar. — E se não conseguirem? — Vitória levantou o olhar, perguntando. — E se nunca puderem me curar? Tudo pode acontecer, não é? Ademir ficou em silêncio, sem responder por um bom tempo. — Você também não pode garantir, não é? — Vitória con
Porque Karina já tinha visto tudo.Então, Karina continuou a falar:— A partir de agora, vamos voltar a ser como antes, quanto ao futuro mais distante...— Espere. — Karina mal tinha terminado essas palavras, e o rosto de Ademir já estava cerrado de raiva.Ele perguntou, com um tom de escárnio:— Como éramos antes? O que é isso?— O quê? — Karina ficou chocada. — Você não entende? O que quero dizer é que vamos voltar a ser um casal superficial, apenas por nome, sem nos envolvermos um com o outro.Ademir soltou uma risada fria, com um tom sarcástico:— A comida que você já comeu, ainda consegue vomitar?"O que isso significa?"Karina franziu a testa, confusa:— Você não concorda? Por quê?— Por quê? — Ademir estava furioso, mordendo os dentes. — Você ainda me pergunta o porquê?Quase... Quase ele não conseguiu se controlar!Mas Ademir se conteve.Segurando a raiva, tentando controlar suas emoções, disse:— Karina, você está me culpando por não ter ido até você na hora?Antes que Karina
Karina acabava de pegar a maçaneta e, ao girá-la, sentiu uma pressão nas costas. Ademir se aproximou, estendeu o braço e, com um movimento brusco, fechou a porta novamente com força.Uma voz grave ecoou acima da sua cabeça:— Está bem, eu vou ao médico, mas você vai comigo.— O quê? — Karina não entendeu. — Por que eu teria que ir com você?— Karina. — Ademir estava visivelmente frustrado. — Você é minha esposa! Você tem que me acompanhar!— De fato, eu sou sua esposa. — Karina o olhou com uma expressão divertida, mas muito calma. — Mas, Ademir, o seu machucado não foi por minha causa. Meu marido se machucou por outra mulher, então por que eu tenho que cuidar de você?— Karina!— Ah, sim. — Karina sorriu levemente e disse de maneira casual. — A Vitória não pode cuidar de você agora. Sr. Ademir, você tem muito dinheiro, pode contratar uma enfermeira, ou até duas, se uma não for suficiente...— Karina! — O rosto de Ademir estava escuro como tinta, e ele não pôde mais se conter, interromp
Homens como Ademir eram, por si mesmos, extremamente excepcionais: eram bonitos, tinham uma excelente linhagem e tratavam as mulheres com todo carinho. Não era difícil entender por que ela se sentia atraída por ele. Por isso, Karina cometeu tantas tolices ao longo do tempo. Contudo, agora, ela precisava acordar para a realidade. Karina fechou lentamente os olhos, desejando apenas descansar. Ela ainda tinha muito a fazer e não podia perder tempo com amores errados. Dormiu profundamente a noite inteira. Quando acordou, sentiu algo pesado pressionando seu braço. Ao olhar para baixo, viu que era Ademir. Ele estava deitado na beirada da cama, com a mão de Karina na dele, e sua cabeça repousada sobre o braço dela enquanto dormia. Foi isso que causou o peso no braço dela. Quanto a saber como Ademir havia chegado até ali ou por que estava deitado daquele jeito, Karina simplesmente não queria saber. Ela fez força para tentar retirar o braço, mas não teve forças suficientes
O tom de Karina era calmo, mas, para Ademir, soava extremamente estranho.Ademir inicialmente não queria explicar nada, mas não conseguia mais suportar os sarcasmos de Karina.— Karina, o motivo de eu ter me machucado foi por sua causa!— Foi? — Karina olhou para ele de soslaio, claramente cética.— Foi! — Ademir ficou nervoso, ansioso para explicar. — Naquele momento eu...— Não precisa dizer mais nada. — Karina o interrompeu, sem deixar espaço para explicações. — Porque, independentemente do que você disser, eu não vou acreditar. Tem certeza de que ainda quer continuar?Ademir ficou em silêncio.Observando o rosto impassível de Karina, ele de repente percebeu que não havia mais como resolver a situação. Já não queria mais se justificar.— Tá bom, não vou mais explicar. Vamos. Então, segurou a mão de Karina e saiu do quarto. Desceram as escadas, entraram no carro e seguiram para a Mansão da Família Barbosa.Quando chegaram à mansão, apenas Wanessa estava lá.Otávio estava no hospita