ERICK- Amanda, você não iria me mostrar uma coisa? - Felipe perguntou com um sorriso que dizia: Só vem comigo.- Ah, tá. - Amanda disse incerta e se levantou junto ao primo. - Tchau Erick, depois falamos. - Beijou meu rosto e saiu sendo puxada pelo meu amigo.Olhei para os meus amigos e Elvin foi o único que me olhou de volta. Seus olhos queriam me dizer alguma coisa, mas não dei a mínima no momento. Levei meus olhos para a mesa onde aqueles dois estavam e franzi o cenho ao notar que ambos já não estavam mais lá. Olhei rapidamente para a saída e os vi atravessando com os braços cruzados um no do outro. Um suspiro involuntário saiu dos meus lábios.Depois de ver Diego e aquela amiga dele daquele jeito tão intimo, pensamentos sobre eles começaram a inundar minha mente e uma ondar maior de irritação tomava conta de mim. Por que me irritar com isso? Por que me incomoda tanto? E se eles realmente tiverem algo? O que eu perco com isso?Não conseguia me concentrar em quase nada, nem mesmo n
ERICK- Você fica sentadinho aí. - Elvin falou me jogando de volta para o banco. Olhei para os meus amigos e os vi me olhar com reprovação.- Você prometeu que não iria mais se meter em briga. - Felipe advertiu.Olhei para eles e depois para aquelas duas criaturas, suspirei e murmurei contrariado:- Eu sei.- Só relaxa cara. - Felipe falou tocando em meu ombro em apoio, murmurei um "uhum" a contra gosto e voltei a tirar minha chuteira.Os dois não saíram do meu lado até estarmos fora do vestiario para irmos embora. No caminho, avistei Diego com sua amiga indo em direção ao estacionamento os dois juntinhos e foi ali que percebi que não havia nada entre eles, porque o nerd curtia mesmo era pau. Senti um sorriso maldoso crescer em meu rosto.No dia seguinte, chegamos a escola e cheguei com um sentimento de vingança dentro de mim. Diego não teria paz um dia sequer, assim como eu não tive paz naqueles dias em que tudo o que ele fazia era motivo para o meu desequilíbrio. Esperei pacientemen
DIEGOFiquei olhando para Erick por não sei quanto tempo exatamente, mas minha mente foi inundada com aquelas lembranças. Lembranças que fizeram um sentimento dentro de mim ser reativado. Algo que depois que tudo isso começou a acontecer entre nós dois prometi não ligar mais. Porém, quando ele relatou tudo aquilo para mim só fez com que aquele sentimento reacendesse: a raiva.Não conseguia desviar meus olhos dele enquanto estávamos ali um frente ao outro.Quem garante que Erick não esteja fazendo isso novamente? A aproximação repentina não é suspeita? E se ele estiver mentindo? E se tudo isso for somente um plano? Erick, gostaria de me humilhar novamente?Aquela voz dentro de minha cabeça começou a perguntar e isso só me fez ligar alguns pontos e outros surgiram. Minha mente estava montando tudo como um grande quebra-cabeça.- Diego?A voz de Erick me tirou dos devaneios que assolavam minha cabeça, pisquei os olhos e foquei minha total atenção em sua pessoa. Ele me olhava com o cenho
DIEGOSenti minhas bochechas esquentarem, meu coração errou uma batida ao ouvir suas palavras e algo dentro de mim estalou. Seus olhos transmitiam tanto carinho e doçura que por mais que eu tentasse esconder um pequeno sorriso de canto nasceu em meus lábios.Eu nunca me arrisquei tanto antes. Nunca imaginaria que estaria quebrando tantas regras tantos minhas próprias e até de minha mãe para estar com Erick. Mas, convenhamos, que comecei a me arriscar bem antes de disso. Quando tive aquela ideia maluca de sabotar ele e não imaginaria que chegaríamos até aqui. Já arrisquei tanto até aqui, por que não arriscar mais uma vez?Sorri para Erick e o mesmo me olhou em expectativa. Seus olhos antes tão misteriosos para mim agora eram tão claros que quase podia jurar que eles diziam: Por favor me deixe fazer isso.- Tudo bem, Erick, vamos criar novas memórias então. - Disse com o tom carregado de firmeza e um tiquinho de empolgação. Aquele sentimento tomou conta de mim, o porquê ainda iria desco
DIEGOErick me olhou desacreditado e negou com a cabeça.- Você está zoando. - Falou em descrença. Neguei com a cabeça e o olhei pasmo.- Claro que não, Marvel é muito melhor. - Afirmei.O moreno negou com a cabeça mais uma vez e soltou um riso debochado.- Não, DC, com certeza é melhor que Marvel.- Nos seus sonhos, Erick.- O quê? - Olhou para mim ofendido. - Diego, os heróis da DC solam os da Marvel com uma mão atrás das costas. - Falou convicto e foi minha vez de soltar um riso cheio de deboche.- Ah, Claro. Me poupe né, Erick. Os heróis da Marvel ganham fácil.- É claro que não. Diego, você está muito equivocado. A DC tem heróis que são muito mais fortes que os da Marvel.- Tá bom, cite um. - Falei cético.- O Homem de Aço, por exemplo. - Ele disse e tive que gargalhar.- O cara que literalmente fica impossibilitado de usar o próprio poder por conta de uma lasca de pedra de Kriptonita? Está me zoando, né! - Eu disse incrédulo e olhei para Erick com uma expressão de dizia: É sério
DIEGOMais um dia naquela escola de merda, desculpem a palavra feia, mas acordei em um daqueles dias ruins. Tudo está dando errado, a começar por um trabalho mega importante da escola que esqueci de fazer.Estou desesperado para falar o mínimo. Nunca esqueci de fazer meus deveres escolares, é a primeira vez que esqueço.Esqueci por puro descuido meu e também porque meus irmãos encheram o meu saco para saímos no final de semana. Acabei esquecendo do mais importante, o estudo.- Droga! - Falo chateado, pego minha mochila que estava em cima da minha cama e vou para a cozinha, pois já estava arrumado, onde encontro minha mãe, dona Alice.Ela me olha por alguns segundos, mas é o suficiente para perceber meu estresse.- O que foi dessa vez Diego? - Pergunta já indo me servir o café da manhã.- Não precisa, não vou tomar café. - Falo antes que ela comece a preparar tudo. Minha mãe me olha com o cenho franzido. - Estou indo para a escola. Esqueci de fazer um dever importante que deve ser entr
Depois desse acontecimento no refeitório, o que estava ruim ficou péssimo. Na verdade, horrível. Eu não tive paz um dia sequer daquela semana. Erick sempre achava um jeito de me encontrar seja nos corredores, banheiros ou biblioteca e fazia um dano psicológico totalmente desnecessário. O idiota fazia com que meus dias naquela escola fossem terríveis. Estava de mais, já estava a ponto de surtar e socar a cara daquele infeliz, embuste de uma figa.Parecia que encher meu saco era o seu passatempo preferido, porque nunca vi alguém no mundo todo como Erick. Posso dizer que tenho um fã. Um muito insuportável o qual eu empurraria em frente a um carro em movimento sem nem pensar duas vezes. Porém não vale a pena me sujar por tão pouco e acabar com a minha liberdade por causa dessa personificação de demônio.- Ora, ora. Está se escondendo de mim Dieguinho?Ouvi aquela voz irritante, suspirei em desgosto e fingi que não ouvi nada só para ver se ele iria embora, o que acho totalmente difícil de
Eu esperei pacientemente uma semana e meia se passar, deixei Erick pensar que não teria um troco. Que ficaria por aquilo mesmo. O deixei pensar que não faria nada. O deixei acomodado. É como diz o velho ditado: " A pressa é inimiga da perfeição." E paciência é uma virtude. Então tive que esperar para agir.Além disso, esperei até o dia do jogo na escola. A minha escola disputaria com alguma outra, que não faço questão de saber o nome, e eu aproveitei disso para humilhar Erick em público e claro fazer o time da Atlas perder, prejudicaria o time? Sem sombra de dúvidas. Me importo? Nem um pouco. A maioria do time são uns idiotas então não estou nem aí."Você comprou o que pedi, não é? Mandei mensagem para Nathy. Ela ficou responsável por comprar o maravilhoso pó de mico. Nathy colocaria o pó em todo o uniforme do egocêntrico do Erick e o resto o destino iria fazer. Quero dizer, a coceira.Eu estava ali para ver tudo de camarote e presenciar a primeira derrota do Erick e do resto do time