Lorena fez um biquinho, piscando os olhos com um olhar digno de pena e ainda usou um tom manhoso. Boom! A mente de Mônica explodiu! "Caramba! Que função nova é essa? Será que a Lorena desenvolveu uma segunda personalidade?! E ainda por cima está se fazendo de fofa?! Isso não faz sentido!" Isso de jeito nenhum combinava com a imagem fria, imponente e estilosa que a Lorena sempre tinha! Será que ela tinha entrado no quarto errado? Os olhos de Mônica correram para cima e para baixo, analisando Lorena. Não, ela não tinha se enganado. Aquela ali era mesmo a chefe da Aliança Velada. Será que ela deveria contar às outras sobre essa "segunda personalidade" da Lorena? A mente de Mônica já estava a mil, tão cheia de pensamentos que ela nem sabia mais como descrever o que estava vendo. — Só uma mordida. O homem finalmente ergueu o olhar para ela, enquanto terminava de descascar a maçã. Lorena abriu um sorriso radiante, acenou para ele e, em seguida, se virou para olhar para
Reginaldo estava impaciente, sentado no carro, quando recebeu notícias de seus homens. Eles haviam avistado Mônica, a mesma mulher que levara Ângela da última vez. Apesar de a terem vigiado por tanto tempo, não conseguiram descobrir nada. Hoje, porém, ela havia aparecido no hospital. Mas, quando ele entrou apressadamente, encontrou apenas três pessoas no quarto. — Reginaldo, veio me visitar de novo? — Lorena perguntou com um tom levemente provocador. — Não esteve aqui hoje de manhã? Reginaldo hesitou por um momento. — Ou... veio procurar Guilherme? — Ela perguntou novamente, ao perceber que ele não respondia. Na verdade, todos sabiam o verdadeiro motivo da visita dele. Ele não estava ali para vê-la, tampouco para procurar Guilherme. Após alguns segundos de silêncio, Lorena continuou: — Então, quem você está procurando? Reginaldo estreitou os olhos, mirando a mulher pálida deitada na cama. Contudo, antes que pudesse continuar encarando ela, uma figura alta bloqueou
— Amor, acho que minha dor de cabeça já passou. Foi só você me tocar que melhorou. Parece que nem vai ser necessário incomodar o médico. — Lorena abaixou a mão, levantou o rosto para olhar Guilherme, piscou os olhos e abriu um sorriso. Os cantos da boca de Guilherme também esboçaram um leve sorriso, e em seu olhar havia um carinho profundo por ela. Ele percebia, cada vez mais, que sua Sra. Santos estava se tornando ainda mais adorável. A voz dela não era nem muito alta, nem muito baixa, mas o suficiente para que todos no quarto a ouvissem. Reginaldo ficou sem palavras. Ian sentiu um leve espasmo na testa. "Ouçam só, ouçam só, mas o que ela está dizendo?" — Quero conversar com você. — Reginaldo falou, contendo a raiva que fervia dentro de si. Ao longo de sua vida, raramente havia passado por situações embaraçosas, mas, repetidas vezes, se via impotente diante de Lorena. Ele achava que jamais deveria ter permitido que Ângela se aproximasse dela! Lorena sabia que aquel
Lorena acordou de seu sono e viu o homem sentado no sofá, lendo documentos.Mesmo durante as férias de Ano Novo, Guilherme sempre a fazia sentir que ele ainda não estava de férias, como se estivesse o tempo todo imerso em seu trabalho.Ela o chamou:— Amor.O homem imediatamente fechou os documentos e se aproximou.Hoje, ele não estava usando terno, mas sim um conjunto de roupa casual.— Você não está preocupado com o Heitor, o Arthur e o Emanuel? Eles podem mudar de emprego, não? Ele a ajudou a se sentar e logo ouviu sua pergunta, que parecia fora de contexto.Guilherme ajeitou os fios de cabelo dela que estavam um pouco bagunçados, puxando o cabelo que caía sobre a bochecha para trás da orelha.Ele deixou escapar uma palavra:— Como assim?Ela respondeu:— Hoje é Ano Novo e você ainda está resolvendo assuntos de trabalho. Eles não vão ter que fazer hora extra com você?O homem soltou uma risada baixa:— Ninguém pode pagar por eles, são caros demais.Lorena disse:— Você está tentand
Todos ficaram chocados. Guilherme suspirou, resignado: — Esses sabores que você quer comer são muito fortes, e isso não é bom para a recuperação do seu ferimento. Davi originalmente queria repreender o neto por "maltratar" a neta devido ao casamento, mas ao ouvir que era por causa da recuperação do ferimento dela, ele imediatamente mudou de tom: — Ah, Lorena, então é melhor escutarmos o que ele disse. Por enquanto, coma algo mais leve. Quando você estiver melhor, eu peço para o chef da casa preparar todos os tipos de comidas deliciosas para você. Thomas, direto como sempre, comentou: — Vô, pra quê o chef da nossa casa, se já temos um aqui? Acho que a cunhada prefere que seja meu irmão quem cozinhe. Davi ouviu isso e achou que fazia sentido: — Isso mesmo! Quando você estiver melhor, peça para o seu marido cozinhar para você todos os dias. Se ele não fizer, pode me contar. Eu mesmo dou uma bronca nele por você. O "chef" Guilherme ficou sem palavras. Davi, ao terminar
Tudo bem, já que era assim, ela acertaria as contas com outra pessoa. De qualquer forma, ninguém que participou disso escaparia. Jerônimo ficou um tempo e depois foi embora. Antes de sair, Guilherme o convidou para jantar amanhã na velha mansão, embora soubesse que ele não voltaria para aquela casa. — Entendido, estou indo. — Jerônimo acabava de passar pela porta quando se virou e disse. — Ah, primo, acho que o tio Yago vai descobrir em breve que Félix desapareceu. Ele com certeza virá te procurar. Guilherme não tinha medo de que Yago viesse procurá-lo. Ele assentiu: — Ok, entendido. — Então, estou indo. — Ele olhou para Lorena e disse mais uma vez. — Até logo, cunhada. Lorena assentiu com a cabeça. — Amor, vamos voltar para a velha mansão amanhã para o jantar de família? — Lorena se virou para olhar o homem à sua frente. Guilherme respondeu: — Você quer voltar? Lorena perguntou: — Podemos voltar? — Vamos ver mais tarde. O homem não concordou de imediato. Ela
No dia de Ano Novo... Era para ser um dia animado e cheio de alegria, mas ela estava deitada no hospital, recebendo soro e, ainda por cima, sem poder se mexer. Embora nunca tivesse grandes expectativas ou entusiasmo com o Ano Novo e toda a agitação que ele trazia, era inevitável sentir uma pontinha de melancolia. Afinal, todos os anos, nesse mesmo dia, além de acompanhar a avó no jantar de Ano Novo, o restante do tempo o passava sozinha. Mas agora... Ela sentia como se fosse mofar ali. Ela realmente não podia ficar no hospital por muito tempo. Estava frustrada e irritada, queria se mexer e, além disso... Viu pela janela do quarto que estava nevando lá fora. Seu coração, ansioso por liberdade, já havia voado para fora como um passarinho. Guilherme havia saído por um momento, mas agora estava de volta. Lá fora fazia frio, e ainda nevava levemente. Ele trazia consigo um pouco do ar gelado, então, ao entrar, tirou o casaco e ficou parado por um instante antes de se aproxi
— Além disso, eles vêm me visitar todos os anos durante os feriados, só que este ano foi um caso especial. Eles não puderam vir, mas não tem jeito. Ouvindo as palavras de Alícia, não havia nenhum traço de queixa ou tristeza em sua voz. Pelo contrário, ela parecia muito tranquila e até mesmo feliz. Ângela não sabia por quê, mas de repente se lembrou de seus próprios pais. Neste mundo, talvez só os pais realmente amem seus filhos de forma incondicional. Ela sentia que não havia sido uma boa filha. Seus pais tinham apenas duas filhas: ela e sua irmã mais velha. Agora que a irmã não estava mais, só restava ela. No entanto, por causa de Reginaldo, ela ignorou os conselhos deles e insistiu em se meter naquela situação desastrosa. Durante cinco anos, ela não teve coragem de entrar em contato com os pais, muito menos de vê-los. Temia que eles ficassem tristes ao vê-la, mas também tinha medo de ver a decepção estampada nos olhos deles. Por cinco anos, o mundo dela girou em torno d