Ele veio, desesperado, se despindo ansioso. — Meu amor, que saudade!— ele disse entrando na banheira. Eu me entreguei. Foram muitos beijos e carícias. Fizemos um amor gostoso, marcante até. Depois de tudo, o receio. — Foi tão profundo!— ele suspirou. — Eu não pretendo ter um filho agora — eu disse preocupada. Romeu deu de ombros. — Acho muito difícil, conseguirmos fazer um filho aqui na banheira. Respirei aliviada. Ótimo, só que fomos para a cama e fizemos amor novamente. Outra vez fomos irresponsáveis, não usamos preservativo. — Querida, não usamos preservativo há muito tempo! Não fique preocupada! — Como não, Romeu? Você se derramou dentro de mim e não se preveniu? Eu já levantava da cama, nervosa. — Eu já disse que não é o momento de termos outro filho! — Juliette, você toma anticoncepcional e ainda exige que eu use preservativo! Isso me parece uma neura já! Eu bufei e o expulsei do meu quarto. Assim que a porta ba
Minha mãe se foi, confusa, perdida, chorosa até. Essa história da gravidez da Merielle mexeu com todo mundo. Romeu chegou já me procurando. — Onde está a minha mulher? Antônia tentou responder mas ele não esperou e subiu as escadas, apressado. Januária veio da cozinha com Júnior nos braços e resmungou: — Esse aí anda desorientado! Nem chega mais perguntando pelo menino! Júnior fez cara de choro. — Papai!— disse olhando as escadas. Antônia ficou agitada. — A verdade, Januária, é que os pais de Juliette estão colocando muita pressão nela, coitada! Quando Antônia passou para a cozinha, Júnior chamou por mim, sem tirar os olhos da escada. — Mamãe! Januária suspirou impaciente e carregou o menino para a cozinha, seguindo os passos de Antônia. Romeu abriu a porta do quarto, me procurando ansioso. — Juliette! Eu me virei surpresa. — Romeu! Ele avançou para me abraçar. — Meu amor, eu te amo tan
Saímos daquele lugar numa tensão muito grande. Minha mãe caminhava rápido até o carro, enquanto falava: — Como está o seu casamento? — Perfeito, por quê?— fiquei curiosa. — Seu pai não vai gostar de saber que vai ter outro herdeiro! Me indignei. Parei já na porta do carro em que um segurança me esperava. — Não vou ter um herdeiro, vou ter um filho! Fiquei contrariada, confusa, gesticulando vagamente. — Nem sei se estou grávida mesmo, mas se estiver, é o meu marido quem tem que estar feliz, não o seu! Entrei no carro aborrecida e partimos. Minha mãe ficou preocupada comigo. Devia mesmo, até me provocou cólicas! Desci em casa e fui direto para o banheiro, também estava enjoada. Antônia saiu atrás de mim. — O que está sentindo, senhora?— ela parou na porta do lavabo social. Eu a olhei, depois de forçar o vômito. — Você não acredita, mas o estilista acha que estou grávida! Antônia ergueu as sobrancelhas. — İsso é maravilhos
Quando Romeu chegou a noite, me encontrou naquele estado lastimável. — Querida o que aconteceu? Por que está nessa tristeza toda? Meu Deus, Juliette! Ele me abraçou e me confortou. Preferi não falar naquele momento. Só na hora do jantar, tivemos que entrar no assunto. — Se não foi a sua mãe quem veio aqui encher a sua cabeça, quem foi então? Isso está me cheirando a fofoca maldosa! — Não Romeu, a Tina não teve a intenção! — Tina! Ele paralisou com a taça de vinho branco na mão. — Ela esteve aqui sim, mas… Ele me interrompeu, alterado. — İsso é coisa do meu filho! Ele encasquetou que tenho algo a ver com a Merielle! Respirei fundo e supliquei, impaciente: — Seja sincero, Romeu. Por favor, não me engane, eu nunca serei uma Martins submissa, você sabe! — Eu sei disso, querida, acredite, eu a amo, exatamente do jeito que é! Eu baixei a cabeça. — Você jura que não é pai do filho dela? — Claro que não, Juliette!— ele se alterou.
Eu respirei fundo e olhei para Tina, sinalizando que não conseguia entender sua atitude. Ela se desesperou. — Juliette, você precisa ouvi-la, talvez seja bom para você! — O quê! Ficou louca, Tina? Essa mulher está tentando me impedir de casar com o Romeu! Você não entende? Me sacudi nervosa e consegui derrubar no chão a moça que mexia no meu vestido. A coitada me olhou surpresa, com o buquê nas mãos. Me senti horrível! — Me perdoe, por favor!— eu disse estendendo a minha mão. A moça levantou-se sem jeito e forçou um sorriso, depois se retirou, falando e olhando para Merielle: — Eu vou deixá-las à vontade para conversar, com licença! Eu a acompanhei com o olhar, depois voltei para falar mais diretamente para Tina: — E agora, o que eu sou obrigada a ouvir, depois desse constrangimento que causei aqui? Tina soltou o ar pela boca e falou nervosamente: — Amiga, espero que você se sinta aliviada como eu me senti, depois de ouvir o desabafo dela
Todo contente, ele veio ao meu encontro quando o carro que me trazia parou na porta da igreja. — Minha filha!— ele exclamou me estendendo as mãos. Minha mãe surgiu trazendo o Júnior. Meu pequeno usava um terninho, parecia um príncipe. Primeiro meu filho entrou e percorreu o tapete vermelho levando as alianças, ao som de uma música suave. Emocionado, meu pai me ofereceu o braço e ergueu o queixo, orgulhoso. Ele entrou na igreja me exibindo como um troféu. Romeu sorriu aliviado ao me ver, e a marcha nupcial tocou. Haviam muitos convidados ali. Definitivamente, minha história com o Romeu iria se perpetuar por muitos anos. Dava para perceber pelos olhares curiosos e até burburinho pelos cantos. — Você me salvou!— Meu pai disse entre os dentes, enquanto sorria para os convidados. Eu o olhei surpresa, e ele explicou: — Não sei se percebeu, mas se atrasou demais! Estava quase para infartar! Desviei meu olhar e sorri para os convidados, d
Ela respirou fundo e deu-me as costas novamente. — Não precisa carregar esse segredo sozinha. Divide comigo, mãe!— insisti. Houve um silêncio, depois veio o lamento. — Minha filha, fico feliz que tenha se casado por amor. Não gostaria que tivesse que guardar uma dor tão grande! Me aproximei, compreensiva. — E o meu pai, ele sabe? Ela falou coisas horríveis a respeito dele! Minha mãe suspirou profundamente e voltou a falar. — O seu pai sempre foi muito promíscuo. Andou a assediando também, por saber que ela se casou apaixonada por outro! Eu sofri muito com ele, mas isso já passou. Não me importo com o passado dele. Agora que ele sabe que cheguei no meu limite, está um santo! Eu a abracei com carinho. — Fico feliz que esteja bem agora, mãe. Saímos dali abraçadas e encontramos Romeu, junto com o meu pai, nos esperando, ambos apreensivos. Eles nos abraçaram, mas não fizeram perguntas, com certeza, Merielle chamou atenção deles e ficaram preocupados conosco. A f
Um acordo İnsano entre o meu pai e seu sócio, iria decidir o meu destino. Eu teria que me casar com o único herdeiro do império deles, além de mim, claro! Eu me lembrava pouco desse garoto, que podia ter seus sete anos e eu cinco. Ele sempre foi mimado e chato, e eu também devia ser. Éramos filhos únicos de dois sócios do ramo de joias no Brasil. Esse negócio se estendia até os Estados Unidos, pois tinha um escritório lá, onde o doutor Romeu, era assim que minha mãe se referia a ele, ia muitas vezes. Eu brincava, à beira da piscina ouvindo a mesma conversa de sempre. — Casando Juliette com o filho do doutor Romeu, nossos negócios estarão seguros!— o meu pai me olhava, como se esperasse que eu crescesse muito rápido para seguir com o seu plano insano. Minha mãe, percebendo a minha presença, Inclinou-se para sussurrar: — Jaime, você não devia esperar para saber se os dois vão se gostar? Eles se viram, já faz um tempo! O garoto foi estudar nos Estados Unidos e… Meu pai alterou