OTTON Yanah é tudo o que eu precisava na noite do meu aniversário, ela me traz paz, me faz rir, me deixa feliz sem ser aquela companhia pesada. Esses últimos dias têm sido intensos e os vivo sem pensar no amanhã ao lado dela e ensino isso a Yanah. Mas a minha vinda aqui não foi só a passeio, vim a trabalho também e Yanah entendeu super bem isso. A deixo no hotel e trabalho essas últimas horas que nem um louco na tentativa de chegar cedo para levar ela numa boate para aproveitarmos a noite, sair também para dançar, afinal faz tempo que não danço e até isso Yanah despertou em mim. Após finalizar mais um dia de trabalho, chego no hotel quase 9 horas da noite. Entro devagar para ela não perceber a minha presença, Yanah está sentada na varanda e chamo por ela. — Yanah, você parece que amou a vista dessa varanda. — Digo sorrindo. — Boa noite, Otton, chegou e eu nem vi! É linda a vista daqui. O seu dia foi bom? — Yanah pergunta, vindo me abraçar. — Foi ótimo, vamos sair para dança
YANAH Fiquei muito pensativa após a vinda da bruxa loira aqui no hotel, pontos de interrogação ficaram na minha cabeça durante toda a tarde, quase não consegui almoçar. Uma dúvida ronda a minha cabeça: se conto ou não conto para Otton que Evelin veio aqui me importunar e me humilhar, mas papel de vítima não combina comigo. Penso, penso e chego à conclusão de não falar sobre Evelin, afinal preciso saber quem está falando a verdade. Passo a tarde inteira sozinha, converso um pouco com Alina por chamada de vídeo para mostrar detalhes de onde estou e Késsia liga também, mas não conto a elas o que aconteceu mais cedo aqui. Fico o restante da tarde lendo, outras vezes mexendo no celular, e sento na varanda do hotel até a noite. Otton chega animado me convidando para sair. Totalmente desanimada, finjo estar bem para Otton não perceber nada da minha tristeza. Vou imediatamente escolher a roupa para sair com ele e, enquanto me arrumo, Otton vai tomar banho. Me preparo toda, faço uma
OTTON Amanheci abraçado ao corpo nu da Yanah. Beijo as suas costas e ela se remexe na cama, amo cheirar os seus cabelos. Me levanto e ela fica deitada na cama. Amanhã bem cedo retornaremos à nossa realidade. Olho o meu celular e tem mensagens do Jonathan me convidando para almoçar, fico de respondê-lo mais tarde. Vou ao banheiro fazer a minha higiene, quando chego ao quarto Yanah está arrumando algumas coisas na sua mala. — Bom dia, preciso te lembrar que só vamos viajar amanhã? Por que está arrumando essa mala agora? — Pergunto curioso. — Eu sei disso, Otton só estou me organizando, trouxe muita coisa, estou me antecipando. — Yanah, você quer almoçar comigo? — Pergunto. — Quero almoçar aqui no quarto mesmo, se não se importar — Yanah fala sem olhar para mim. — Tudo bem, se arrume, agora vamos descer para tomar café lá em baixo. — Dou um beijo na sua boca. Yanah não fala nada e vai se arrumar. Em alguns minutos descemos juntos, começo a comer e percebo que ela qu
YANAH Acordo com Otton beijando as minhas costas, amo os seus carinhos, mas hoje estou com vontade de voltar para casa – essa que já foi muito criticada por mim, mas lá é meu lar onde sinto-me segura. Enquanto Otton vai ao banheiro levanto-me em seguida e arrumo a minha mala pensando em como vou embora. Quero abraçar Alina, ver o meu irmão e Otton me lembra que só vamos amanhã. Mas uma vez finjo que está tudo bem e vamos tomar café da manhã. Ao chegar no salão do hotel sentamos e quase não consigo comer nada. Ao levantar o meu olhar, vejo quem eu menos queria ver: a tal da Evelin. Ela ao nos avistar vem até a nossa mesa acompanhada de um rapaz que nunca vi na vida. Quando os dois se aproximam olho para Otton, é visível o desconforto e a cara de surpresa dele. Sei que tudo isso é porque estou do seu lado, o mesmo não queria ser visto comigo, e a prova vem quando o seu amigo Jonathan pergunta quem eu sou. Essa é a resposta que estou esperando para por um final em tudo, e Otton respo
OTTON Antes de viajar, bebo uma bebida quente, lembrando da Yanah. Fico sem entender como chegamos a tal ponto. Até ontem tudo estava perfeito, agora me encontro sozinho e todo o meu descanso foi para o ralo. As palavras da Yanah ainda ecoam no meu juízo, falando que se apaixonou por mim, pondo tudo de pernas para o ar na minha vida. Ligo para Késsia para saber notícias da Yanah, mas ela não me atende. — Droga, só falta Késsia não falar mais comigo devido à Yanah. — Resmungo enquanto bebo. Olho para a cama e uma lembrança da Yanah vem à minha cabeça: ela sorrindo, seu corpo dançando colado ao meu. Baixo a cabeça pensativo sobre que fiz com ela. Depois que Yanah se vai, fico com uma sensação: o que eu vou fazer e como vou ficar após essa viagem, que querendo ou não me marcou? Pelo amor e carinho que recebi dela, o nosso rompimento foi tão de repente que estou ainda em choque sem acreditar. Pensando bem, foi melhor assim. Horas passam-se vou embora também, não fazia mais sent
YANAH Totalmente desolada deixo de abraçar Alina e ela põe de lado as minhas malas. Sentada do meu lado, enxugando as lágrimas do meu rosto e em silêncio, ela me encara. — Yanah, querida, enxuga essas lágrimas, tá bem? Estou aqui do seu lado! O mundo não vai acabar, amanhã será um novo dia. — Alina fala e sorri para mim. — Não vai brigar comigo? Nem passar na minha cara que eu não quis te ouvir, que você tem sempre tem razão? — Desabafo chorando. — Eu te entreguei nas mãos de Deus, Yanah, e pedi todos os dias na igreja que fosse feita a vontade dele. Se você e Otton ficassem juntos eu iria apoiar você do mesmo jeito porque te amo e quero ver você feliz sempre. Juro que eu queria tirar essa dor que está sentindo, mas eu não posso. Olhe ao seu redor, esse é o seu lar e aqui está a sua família que te ama, onde eu estiver as portas sempre estarão aberta para você. — Que coração gigante você tem, Alina, eu te amo muito! Me deixa enxugar as minhas lágrimas, amanhã será um novo dia
OTTON Dirijo o mais rápido possível para chegar a tempo no bar onde Malvino está a me esperar e ele, ao me avistar, acena. — Hora, hora 15 minutos atrasado! Estou te desconhecendo. — Malvino fala guardando o seu celular. — Perdão, Malvino tive um contratempo! — Falo nervoso. — Contratempo? Sei, tem nome o seu contratempo? Não sou menino, Otton. — Malvino pergunta calmo. — Não é o que está pensando. — Minto e continuo a falar. — Mas estou surpreso com o seu chamado. — Alina tem me dado trabalho ao extremo, ando investigando a sua vida e descobri que ela tem uma irmã. — Malvino fala sorrindo e já imagino que o mesmo queira Yanah também. — Não mexa com Yanah, por favor!— Peço rápido e Malvino fica sem entender nada. — Senti desespero nas suas palavras, então o nome dela é Yanah, está apaixonado? — Malvino pergunta a me encarar e sei que é tarde demais para mentir. — Não sei se a palavra correta é “apaixonado”, mas tínhamos um caso que acabou mal resolvido. — Falo desanim
YANAH Késsia me leva até em casa e durante o caminho já combinamos como vai ser amanhã, pois Martin marcou para visitarmos o escritório e conhecer o Malvino – já estou com um frio na minha barriga. Quando chego em casa entro bastante eufórica beijando Ykaro, que está a fazer as suas atividades escolares, e Alina do seu lado me olha sem entender nada. — Estou tão feliz, Alina, Ykaro! — Falo suspirando de felicidade. — A aula hoje foi ótima, Yanah, estava triste e agora está sorrindo, posso saber o motivo? — Alina pergunta. — Semana que vem eu começo a estagiar. — Meus parabéns, Yanah! Agora quem está feliz sou eu. — Alina me abraça. — Alina, eu vou estagiar na Cruz engenharia, amanhã vou conhecer o Malvino Cruz! Isso não é o máximo, Alina? — Pergunto feliz. Alina desfaz o nosso abraço lentamente em total silêncio e a encaro. — O que houve, Alina, não está feliz? Que cara é essa? — Esse tal Malvino é um homem que adora dar festas recheadas de mulheres. Cuidad