Capítulo 108No início da noite, após a cerimônia impecável e a recepção que parecia saída de um conto de fadas, Max e Natasha estavam prontos para começar sua lua de mel. A festa ainda estava em seu auge, mas o casal sabia que era hora de partir. Max, atento ao bem-estar de Natasha, tinha planejado tudo para garantir que a viagem fosse o mais confortável e tranquila possível, principalmente agora, com ela grávida de cinco meses.— Está pronta, meu amor? — Max perguntou enquanto a ajudava a colocar o casaco após trocarem de roupa, protegendo-a do vento fresco.Natasha sorriu, seus olhos brilhando de emoção e felicidade.— Mais do que pronta — ela respondeu, ajeitando o vestido que ainda mantinha um brilho discreto, como reflexo da celebração que tinham acabado de vivenciar.Ao saírem pela porta da frente da mansão, os convidados não perceberam a partida silenciosa do casal, já que Max queria evitar a comoção de uma grande despedida. Um carro os aguardava, decorado discretamente com fl
Capítulo 109Foi então que nasceu Jackson Colt, um bebê saudável, com uma cabeleira surpreendentemente de um tom vermelho escuro. Max ficou visivelmente emocionado quando pôde segurar seu filho nos braços pela primeira vez, o pequeno Jackson já mostrando o espírito da família Colt, mesmo recém-nascido. O amor e a conexão entre Max e Natasha pareciam se fortalecer ainda mais com a chegada do bebê, que veio ao mundo como um símbolo de renovação e esperança.Nas semanas que se seguiram, Jackson tornou-se uma pequena celebridade. O bebê já era adorado não apenas pela família, mas pelo público. A cada semana, uma nova revista estampava suas fotos, retratando o crescimento do recém-nascido e o amor que cercava os Colt. Natasha, ainda em plena forma, apesar do ritmo frenético da maternidade, continuava deslumbrante em suas sessões fotográficas, agora ao lado do filho, encantando as bancas com as belas imagens de mãe e bebê.Enquanto isso, na prisão, a notícia do nascimento de Jackson chegou
Capítulo 110Na noite em que Rico havia planejado a morte dos Colt, a mansão Colt estava tranquila. Os seguranças faziam sua habitual ronda enquanto Max e Natasha tinham se recolhido para dormir. Natasha já estava adormecida, mas Max, com a cabeça cheia dos negócios e preocupações, rolava na cama em busca de conforto. Tudo parecia tão perfeito, mas, ao mesmo tempo, ele não conseguia se livrar de uma sensação estranha que o incomodava.De repente, um grito agudo de um dos seguranças rasgou o silêncio da noite, fazendo Max se levantar num pulo.— O que foi isso? — Natasha acordou, assustada, o coração disparado.Max já estava fora da cama, puxando rapidamente uma calça jeans e colocando uma camiseta. — Não sei, mas fique aqui — ele disse, a voz grave e determinada, caminhando rapidamente em direção ao armário.Natasha tentou manter a calma, mas o medo começou a tomar conta dela.— Max, o que está acontecendo? — ela perguntou, tentando segui-lo com os olhos enquanto ele vasculhava o arm
Capítulo 111Daniel acordou após ser puxado brutalmente para fora da cama, sua mente ainda confusa do sono. Os quatro homens da gangue o arrastavam sem compaixão, seus rostos marcados por cicatrizes e expressões de fúria. Ele tentava gritar, se debater, mas suas forças eram inúteis contra a brutalidade dos homens que o seguravam. Enquanto o arrastavam pelo corredor da prisão, ele conseguiu entender alguns dos murmúrios em italiano que trocavam entre si. O coração de Daniel acelerou ao ouvir a frase que o fez gelar:— O garoto deve morrer.— Não! — ele gritou, a voz embargada pelo pânico. — Esperem, eu posso explicar!Mas suas súplicas foram ignoradas. Eles o empurraram para dentro do banheiro, onde o cheiro forte de fumaça de charuto permeava o ar. Daniel viu um homem robusto, com um olhar intenso e ameaçador, sentado em um banco. O chefe da máfia, reconhecido por suas ações cruéis e por controlar tudo na prisão, tragava lentamente o charuto, observando Daniel com uma expressão de de
Capítulo 112No escritório, o detetive desligou o telefone com uma expressão séria no rosto. A notícia sobre Daniel Colt havia chegado rapidamente, e embora não fosse exatamente uma surpresa para ele, havia algo mais sombrio por trás da história que o incomodava. Carter esfregou a testa, tentando processar tudo.— Foi tarde... — murmurou para si mesmo. — Coitado do pai.Ele suspirou profundamente, sabendo que Max Colt agora teria que lidar com mais uma tragédia, além da tentativa de assassinato que quase tirou sua vida. Tudo apontava para um envolvimento de Daniel em algo muito maior.Carter observou a luz do telefone piscando novamente, mas ignorou por um momento. A situação exigia cautela. Ele sabia que precisaria informar a família Colt sobre o que havia acontecido com Daniel, mas aquilo exigia delicadeza.— Quanto mais fundo eu cavo, pior isso fica... — disse ele, em um tom resignado.Pegando o telefone novamente, ele digitou o número da Fashion Tech.Após alguns toques, a secretá
Capítulo 113O detetive John Carter sentia que estava se aproximando de uma revelação importante. O diretor do presídio, embora reticente, finalmente autorizou que Carter conversasse com Rico, mas sob a supervisão de policiais e na presença de um advogado, para garantir que tudo fosse feito dentro dos conformes. Rico era peça-chave para entender o que realmente aconteceu com Daniel Colt, e Carter sabia que precisava pressioná-lo para obter a verdade.No interrogatório, Rico foi conduzido à sala, claramente abalado. O homem suava e seus olhos vagavam inquietos pela sala, evitando o olhar direto de Carter. Ao ser informado de que, se não cooperasse, apodreceria na cadeia pelo envolvimento no crime, o medo finalmente tomou conta dele. O advogado presente trocou olhares rápidos com o detetive, sinalizando que era hora de começar.— Rico — começou Carter, sua voz firme, mas controlada —, você sabe o que está em jogo aqui. Daniel Colt está morto, e se você não colaborar, terá a morte dele e
Capítulo 114O detetive voltou ao seu escritório após uma manhã intensa no presídio. Com a confirmação da morte de Daniel Colt e as confissões de Rico, ele sabia que o próximo passo era preparar o funeral. Embora Daniel estivesse envolvido em atividades criminosas e tivesse traído sua família, Carter tinha que seguir o protocolo. Por mais sombria que fosse a situação, Daniel ainda era filho de Max Colt.Depois de revisar os papéis e verificar com o necrotério, Carter pegou o telefone e ligou para Natasha.— Natasha Colt? — Sua voz era grave, mas gentil. — Aqui é o detetive John Carter. Eu preciso informá-la sobre os preparativos para o enterro de Daniel.Natasha, do outro lado da linha, segurou o telefone com força. Estava sentada em uma cadeira ao lado do leito de Max, enquanto ele descansava. Ela suspirou, sabendo que esse momento inevitavelmente chegaria.— Sim, detetive, estou ouvindo — respondeu ela, tentando manter a calma.— O corpo de Daniel será liberado pelo necrotério amanh
Capítulo 115Jackson Colt, com seus dez anos, olhava para seu reflexo no espelho com olhos cheios de expectativa e orgulho. Ele ajeitava cuidadosamente o cabelo ruivo, cada fio colocado de forma precisa, tentando espelhar o estilo impecável de seu pai, Max Colt. Hoje era um dia especial para ele: seu primeiro dia na empresa com o pai. Queria estar tão apresentável quanto Max, um homem que ele admirava profundamente.Com a pasta nova em mãos, idêntica à de seu pai, Jackson desceu as escadas da mansão com um sorriso enorme no rosto. Ele estava ansioso para o café da manhã em família e, ainda mais, para o momento que viria depois, acompanhando Max ao trabalho pela primeira vez. Sentia-se como um adulto, pronto para aprender os negócios da família.Porém, ao se aproximar da porta da sala de jantar, seu sorriso desapareceu. Jackson parou no batente e ficou observando. Lá dentro, viu seu pai sentado à mesa, abraçado a sua mãe, Natasha. Max chorava silenciosamente, sua cabeça apoiada no ombr