Dominic mantém seu olhar firme na médica, transmitindo com os olhos o que as palavras não precisam dizer: prossiga, eu preciso de informações. E ele realmente precisa. Cada segundo sem notícias de Vivienne parece se arrastar, aumentando a tensão em seu peito, enquanto sua postura deixa claro que não aceitará adiamentos.— Senhor Wade, a suspensão da sedação está programada para daqui a uma hora. No entanto, gostaria de ressaltar que o processo de despertar pode ser gradual, considerando a gravidade do quadro clínico. — Estelle responde, com calma e precisão, mantendo um tom profissional e direto.— Quando você diz “lento”, o que exatamente quer dizer? Há possibilidade de ela despertar ainda hoje? — Dominic pergunta, o tom firme e carregado de expectativa, mas sem perder a formalidade.— Não necessariamente. Em casos como o da senhora Wade, é comum que o corpo leve até quarenta e oito horas ou mais para metabolizar completamente os sedativos e começar a responder de maneira consistente
Dominic continua acariciando o rosto de Vivienne, cada toque fazendo seu coração acelerar. A expectativa de vê-la despertar é quase um anseio urgente, uma mistura de esperança e ansiedade que o mantém em alerta constante. Ele mal pode esperar para encontrar novamente o olhar intenso dela, aquele que sempre o encantava de forma irresistível, e observar o sorriso tímido que trazia uma paz inigualável. Já consegue imaginar a expressão confusa que provavelmente surgirá em seu rosto ao acordar, uma visão que ele deseja com todas as forças, como um sinal de que tudo ficará bem.— Uma coisa que sempre teremos serão as histórias. — Dominic Comenta, exibindo um leve sorriso, enquanto observa Vivienne. Tudo entre eles sempre foi atípico, como se o destino se empenhasse em desenhar caminhos imprevisíveis. O casamento improvisado, a lua de mel marcada por desafios, algumas difíceis, mas todas inesquecíveis.Ele respira fundo, permitindo que as lembranças e emoções o envolvam. Apesar das adversidad
Dominic se inclina para mais perto, os olhos arregalados brilhando com uma mistura de emoção e incredulidade. Aquele som, tão frágil e delicado, ecoa como a coisa mais preciosa que ele já ouviu em toda a sua vida. Sua respiração acelera, enquanto uma onda intensa de alívio, felicidade e encanto o envolve por completo, preenchendo cada parte de seu ser com uma esperança renovada e uma felicidade tão profunda que parecia capaz de parar o tempo.— Enne? — Murmura Dominic, a voz embargada, quase hesitante, como se qualquer som mais firme dissipasse a magia daquele instante. Ele se inclina ainda mais, os olhos fixos nela, presos entre a perplexidade e a expectativa. Mas, ao perceber que os olhos dela permanecem fechados, uma necessidade urgente e quase sufocante o domina. Ele precisa ter certeza, precisa saber se aquele som foi real ou apenas uma ilusão cruel criada por sua mente exausta.Vivienne não responde. Por um momento, Dominic se pergunta se o que ouviu foi real ou apenas um delíri
Vivienne permanece sob monitoramento contínuo e avaliação detalhada. O fisioterapeuta respiratório examina cuidadosamente o padrão ventilatório, avaliando a amplitude, regularidade e frequência respiratória, enquanto descarta sinais de fadiga muscular ou insuficiência respiratória iminente. Paralelamente, a doutora Estelle analisa os monitores com atenção, verificando a estabilidade dos sinais vitais, incluindo pressão arterial nos parâmetros ideais e frequência cardíaca compatível com o estado clínico esperado.A avaliação prossegue com um exame detalhado de perfusão periférica. Estelle utiliza técnicas específicas para avaliar a temperatura das extremidades, a coloração da pele e a elasticidade vascular, indicadores essenciais da integridade circulatória. Como parte do protocolo, uma ultrassonografia portátil é realizada nas extremidades inferiores, garantindo que o fluxo sanguíneo esteja adequado e descartando a presença de novos coágulos ou alterações vasculares que comprometam a
Dominic desliza os dedos pelos cachos dela, sem se importar com o fato de estarem mais embaraçados do que o habitual. Um sorriso suave surge em seus lábios, enquanto a observa, completamente encantado. Para ele, não há visão mais bonita no mundo do que a mulher à sua frente.Vivienne, por sua vez, sustenta um leve sorriso. Ela queria tanto conversar com ele, compartilhar tudo o que sentia, mas um desconforto ainda persistia em sua garganta. A rouquidão de sua voz e a fraqueza que sentia eram marcas visíveis dos dias difíceis que havia enfrentado, mas, naquele momento, o simples fato de estarem juntos era suficiente para preencher o silêncio entre eles.— Você está ainda mais encantadora. — Dominic murmura, a voz suave, carregada de emoção contida. Seus olhos percorrem cada traço do rosto dela, como se estivesse contemplando uma obra-prima, algo que ele jamais se cansará de admirar. — Como alguém pode ficar ainda mais bela depois de tudo isso? — Pergunta, inclinando-se devagar, o olhar
A intensidade das palavras de Vivienne é como uma âncora, prendendo Dominic no lugar, impossibilitando-o de se afastar. Ele dá um passo à frente, instintivamente movido pela vontade de ficar ao lado dela, mas a enfermeira o intercepta. Seu olhar firme deixa claro que o tempo de visita acabou e que ele precisa sair, mesmo que tudo dentro dele resista a essa ideia.— Volto logo, minha pequena. — Dominic declara, a voz suave, enquanto um sorriso ligeiro brinca em seus lábios. Ele pisca para ela, um gesto cheio de carinho e promessa, antes de finalmente se virar para sair. Cada passo em direção à porta parece pesar mais que o anterior, sua relutância evidente, mas a certeza de que ela precisava descansar o faz seguir em frente.Assim que Dominic atravessa a porta da sala de espera da UTI, seus olhos encontram a figura de seu avô, que prontamente se levanta ao vê-lo. Antes que qualquer palavra seja dita, Charles o envolve em um abraço firme, como se quisesse aliviar parte do peso que o net
Dominic segura delicadamente o rosto dela entre as mãos, seus dedos deslizando pela bochecha de Vivienne, secando as lágrimas antes que elas possam cair. Seus olhos encontram os dela, carregados de ternura e preocupação. Ele se inclina lentamente, os movimentos suaves e deposita um beijo nos lábios dela.O beijo é calmo, profundo, carregado de sentimentos que ele não consegue traduzir de outra forma. Como se, naquele gesto, ele quisesse transmitir tudo, a segurança, o conforto e a promessa silenciosa de que ele estaria ali, ao lado dela, em cada passo do caminho.— Sabe o que aconteceu? — Dominic inicia, aproximando-se ainda mais, sua testa tocando a dela em um gesto que parecia unir suas almas. Ele se afasta apenas o suficiente para mergulhar nos olhos dela, profundos e brilhantes, como se fossem o centro do universo. — Naquela manhã, quando tudo aconteceu, o céu parou por um instante, porque algo extraordinário estava prestes a acontecer. — Continua, a voz baixa, quase um sussurro, c
Vivienne se inclina, encostando suavemente sua testa na dele, seus dedos deslizando com delicadeza pelo contorno de seu rosto, como se quisesse absorver cada detalhe daquele momento. Lentamente, seus lábios encontram os dele em um beijo tranquilo, cheio de leveza e carinho. Mas, antes que pudessem se perder ainda mais naquela conexão, o som da porta do quarto se abrindo os faz se afastar, deixando um misto de timidez e cumplicidade nos sorrisos que trocam.— Senhora Wade, é maravilhoso vê-la tão bem. — Estelle começa, sua voz calma e segura, carregando uma serenidade que parecia preencher o ambiente. — Quero aproveitar este momento para explicar tudo o que aconteceu e detalhar os cuidados que serão necessários daqui em diante, tanto para você quanto para os bebês. — Acrescenta, com um sorriso tranquilizador que transmite profissionalismo e empatia.Vivienne assente levemente, seus olhos refletindo um desconforto profundo, como se a simples menção ao que havia acontecido trouxesse à to