POV: LAUREN
Dei alguns passos para trás, tentando segurar as lágrimas que ardiam em meus olhos. Meu ventre se contraiu em mais uma pontada dolorosa. Minhas mãos tremiam, meu coração disparava, batendo forte contra o peito. O medo me consumia.
— Não precisa ter medo de mim, Lauren. — Ravi balançou o corpo levemente, um sorriso torto se formando em seus lábios.
— O que você quer de mim? — minha voz saiu entrecortada, minha respiração ofegante, o corpo inteiro dolorido e exausto.
— Você realmente não sabe? — Ele arqueou uma sobrancelha, seu olhar me medindo de cima a baixo com um interesse perturbador. — Você é esperta, Lauren. Diferente do Ethan. Eu nunca fui enganado por você.
Engoli em seco, sentindo o pânico crescer.
— O que você quer? — ergui o queixo, tentando esconder meu medo.
— Viu? Sagaz. — Ele deu um passo à frente, depois outro, até que seu ro
POV: LAURENTentei recuperar o fôlego, mas as sensações eram avassaladoras.— O motorista pode nos ouvir... — consegui murmurar, minha voz falha.Henry sorriu de canto, aumentando o ritmo, ignorando minha preocupação.— Agora só existe você e eu. — Ele sussurrou contra minha pele, antes de abandonar meus lábios e mordiscar meu pescoço, descendo até meus seios. Beijou-me por cima da camisa, sua respiração quente e descompassada.Meu corpo se contraiu ao redor de seus dedos, sentia a tensão crescer, me puxando para um abismo de prazer.— Droga, Lauren... — Henry gemeu, sua excitação evidente pelo volume rígido em sua calça. — Você me enlouquece.Agarrei seu braço, minhas unhas cravando
POV: HENRYBecker apenas sorriu, balançando a cabeça antes de fugir para a cozinha. Observei-a se afastar e gritei às suas costas:— Covarde! — Minha voz carregava provocação, e ela apenas gargalhou, acenando sem olhar para trás.Suspirei fundo, sentindo a tensão ainda presente em meu corpo. Caminhei direto para o quarto, minha excitação ainda latente. Eu precisava de um banho frio. Lauren estava despertando muito mais do que simples desejo em mim, e isso...Passei a mão pelos cabelos, um sorriso involuntário surgindo em meus lábios ao lembrar do calor de seu corpo, do jeito que ela reagia ao meu toque. O modo como seus quadris se moviam instintivamente, como sua respiração acelerava e os gemidos escapavam de sua boca me deixavam completamente fora de controle.Mordi os lábios c
POV: HENRYEstacionei no subsolo da empresa e saí do carro, sentindo a rotina da corporação me envolver novamente. O ambiente ao meu redor era familiar, mas, naquele dia, havia uma tensão no ar que parecia pesar sobre mim.Mal fechei a porta e já vi Mia me esperando do outro lado, braços cruzados, olhar impaciente. Suspirei, já esperando a cena que viria a seguir.— Precisamos conversar. — Ela disse se aproximando, sua voz carregava um tom de cobrança.Passei a mão pelo paletó, ajeitando-o sem pressa, antes de lançar um olhar entediado para ela.— Se for sobre minha vida pessoal, Mia, não tenho tempo para isso. — Eu falei de forma direta, seguindo em direção ao elevador. — Se precisar de uma reunião comigo, agende um horário com minha secretária.<
POV: HENRYO silêncio da noite me envolvia quando estacionei em frente à mansão. Era tarde, mais do que o habitual, e mesmo exausto após um dia infernal, algo dentro de mim me impulsionava a voltar para casa com uma ansiedade inexplicável. Um aperto no peito que eu não conseguia ignorar. Sentia a necessidade de ver minha família ali, de confirmar que tudo estava no lugar.Respirei fundo antes de entrar. A casa estava escura e silenciosa. Tirei o paletó e subi as escadas em direção ao quarto. O cansaço pesava em meus ombros, mas a inquietação me impedia de simplesmente apagar. Segui direto para o banheiro, liguei o chuveiro e deixei a água quente escorrer pelo meu corpo. O banho deveria me relaxar, mas minha mente continuava em alerta. Algo estava errado?Saí do banho e fui para o quarto. Quando me deitei, senti um incômodo ime
POV: HENRYFiquei parado, vendo os médicos e enfermeiros levarem Lauren para dentro, o sangue ainda fresco em minhas mãos. Uma enfermeira disse algo sobre eu não poder ultrapassar dali, mas sua voz parecia distante. Meu coração batia tão forte que eu mal conseguia pensar.— Henry, venha. Você precisa se limpar. — Eu ouvi Lucian dizer ao meu lado. — Vou pedir ao motorista para trazer roupas limpas para você.Me virei para ele com um olhar frio, cerrando os punhos.— Eu não vou a lugar algum. — Minha voz saiu cortante. — Ela está grávida!Lucian soltou um longo suspiro, medindo as palavras antes de falar.— Supostamente. O médico pode ter deduzido pelo sangramento. — Ele disse com cautela. — Pode ser muitas coisas, Henry. Você precisa
POV: HENRY— Será providenciado. — O médico confirmou. — Gostaria de vê-la agora?— Claro. — Eu respondi sem pensar duas vezes.Antes de seguir, me virei para Lucian, que apenas acenou com a cabeça.— Não se preocupe, vou para sua casa cuidar do Theodor e organizar tudo com as empregadas. — Ele garantiu. — Concentre-se na senhorita Becker.Passei a mão no rosto, sentindo o peso do choque ainda em meu corpo. A imagem dela, pálida e coberta de sangue, continuava me assombrando.— Obrigado… por tudo. — Eu murmurei, ainda tentando assimilar tudo que havia acontecido.Lucian me olhou com um misto de diversão e cumplicidade.— E por que, exatamente, você estava na minha casa tão tarde? — Eu qu
POV: LAURENLevei um momento para processar tudo. A pergunta dele me pegou de surpresa, e meus olhos se encheram de lágrimas. Medo, dor e receios se acumulavam no meu peito.— O meu bebê? — Eu balbuciei com os lábios trêmulos.Henry suspirou, se aproximando, secando a lágrima que rolava pelo meu rosto com um toque firme e cuidadoso.— O bebê está bem e seguro, protegido aqui dentro. — Ele tocou minha barriga com a outra mão, me pegando de surpresa. Seus dedos deslizaram suavemente, acariciando a pele como se quisesse sentir cada batida da nova vida crescendo ali. — O deslocamento aumentou o sangramento. Lauren, por que não me contou que não estava bem? Por que não me disse que precisava descansar?Minha garganta se fechou. O peso das emoções era esmagador.
POV: LAURENSeu tom carregava peso, responsabilidade, e talvez um resquício de incerteza.— É o certo a fazermos. — Ele continuou agora olhando diretamente para mim. — Seguir com o casamento e fazer isso dar certo.Balancei a cabeça, sem acreditar no que ele estava dizendo.— Você acha que é... — Eu comecei a rebater, mas uma batida suave na porta interrompeu o que eu ia dizer.Henry se levantou rapidamente, ajustando minha posição na cama com cuidado antes que o médico entrasse acompanhado de uma enfermeira e um aparelho médico.A conversa não tinha terminado.Mas naquele momento, a tensão entre nós parecia ser apenas uma fração do que ainda estava por vir.— Sra. Carter, que bom que despertou. Como se sente? &mda