POV: HENRYPedi a Charlotte, minha secretária e braço direito, que trouxesse os documentos e propostas da empresa. Meu notebook também veio junto. Ela bateu na porta antes de entrar, um sorriso largo no rosto ao me ver.— Chefinho, vejo que está melhor. — Ela sorriu, a voz doce e ligeiramente insinuante. — Como se sente? Fiquei tão preocupada quando soube o que aconteceu.Ajustei-me nos travesseiros, puxando a mesa para iniciar o trabalho.— Estou bem, foi apenas um susto. — Eu respondi sem dar muita atenção. — Me atualize.Charlotte assentiu, assumindo um tom mais profissional.— Os contratos enviados estão na fase final. A equipe de negociações seguiu com sua agenda e reagendei as reuniões mais importantes para o próximo mês, para que possa se recuperar totalmente. — Ela colocou os papéis sobre a mesa, os dedos deslizando levemente sobre a superfície. — Estes documentos precisam da sua assinatura. Estou acompanhando todos os projetos de perto e enviando relatórios constantes para se
POV: HENRYNão vi Lauren pelo resto do dia. Preferi manter a distância, ou pelo menos era o que dizia a mim mesmo. A verdade era que precisava afastá-la. Eu estava me envolvendo demais.O tempo passou sem que eu percebesse. Uma batida leve na porta me tirou dos pensamentos. A governanta entrou carregando uma bandeja de jantar, e Theodor veio logo atrás, segurando meus medicamentos, com uma expressão contrariada.— Obrigado. — agradeci, pegando os remédios.A governanta hesitou, torcendo as mãos como se quisesse dizer algo. Suspirei e inclinei a cabeça.— O que foi?— Me perdoe, Sr. Carter. Não costumo me intrometer, mas… — ela olhou rapidamente para Theo antes de voltar para mim, incerta.Meu humor já não era dos melhores.— Diga de uma vez. — resmunguei, tomando os comprimidos.— Bem, a Sra. Becker passou o dia no quarto e me pediu para cuidar do pequeno Theo. — A governanta manteve o tom profissional, mas havia preocupação em sua voz. — Não é algo comum para ela. Sempre fez questão
POV: LAURENAcordei péssima. Meu corpo estava exausto, minha cabeça latejava, e meu estômago ainda parecia revirado da noite anterior. Mal conseguia compreender o que Henry veio fazer no meu quarto. O dia anterior havia sido um inferno, passei horas jogando tudo para fora, e agora a tontura me fazia lutar contra o próprio corpo para sair da cama.Mas o que mais me preocupava eram as dores no pé da barriga. Elas estavam mais intensas, e minha barriga endurecia de tempos em tempos. Mordi o canto da boca, nervosa. Será que meu bebê estava bem?Peguei o celular e disquei o número do Dr. Ravi.— Alô, Doutor Ravi? — Eu sussurrei, com receio de ser ouvida por alguém na casa. — Sou eu, Lauren Becker, tem um minuto?— Sra. Becker, é sempre um prazer falar com você. — Sua voz saiu animada. — Você está bem? Parece abatida.Suspirei, tentando manter a calma.— Confesso que não estou nos meus melhores dias. — Eu admiti, sentindo meu estômago protestar de fome, mas sem conseguir me alimentar. — Me
POV: LAUREN— Eu te disse, amor, que essa infértil miserável nos perseguiria assim que soubesse que estamos esperando um filho. — Sua voz era cortante, cheia de desprezo.O ar ficou pesado ao meu redor. Meu corpo ficou gelado. Minhas pernas fraquejaram.Ela estava grávida de Ethan. Meu bebê teria um irmão ou irmã.Meu coração bateu forte no peito, um nó se formando em minha garganta.— Eu não… — Eu tentei dizer algo, mas a notícia me atingiu como um soco. O choque me impediu de continuar.— Deve estar se remoendo por dentro por saber que foi incapaz de realizar o desejo do seu marido de se tornar pai. Agora que ele está com uma mulher de classe, está realizando o sonho. — Violet debochou, o sorriso cruel nos lábios. — Pobrezinha, tão imprestável que nem mesmo Deus teve pena de você.Meu sangue ferveu.— Cala a boca, Violet. — Eu exclamei, reunindo forças para encará-los com ódio. — Fico feliz pelo casal, agora se me derem licença...— Não precisa se fazer de forte, Lauren. — Ethan dis
POV: LAURENEu não falei. Não havia o que dizer diante daqueles olhos azuis intensos que pareciam buscar mais do que uma resposta. Deslizei os dedos por seus cabelos, sentindo a textura macia entre meus dedos. Ele não se afastou, não interrompeu o momento. Cada gesto meu era acompanhado pelo olhar atento dele.Meus olhos desceram até seus lábios, e sem hesitar, me movi sobre o banco. Posicionei as pernas ao lado de seu quadril e me sentei sobre ele. Henry não desviou o olhar, apenas inclinou a cabeça para cima, suas mãos firmes segurando minha cintura.— Becker... — Henry sussurrou, arqueando uma sobrancelha, umedecendo os lábios, seu olhar queimando contra o meu.Eu sentia sua ereção sob meu corpo. Mordi o lábio, pressionando meu quadril levemente contra ele. Um gemido baixo escapou de sua garganta, sua respiração ficou mais pesada, e seus dedos apertaram minha cintura com mais força, reivindicando controle.Inclinei-me para frente, roçando meus lábios contra os dele, sentindo seu há
POV: LAURENDei alguns passos para trás, tentando segurar as lágrimas que ardiam em meus olhos. Meu ventre se contraiu em mais uma pontada dolorosa. Minhas mãos tremiam, meu coração disparava, batendo forte contra o peito. O medo me consumia.— Não precisa ter medo de mim, Lauren. — Ravi balançou o corpo levemente, um sorriso torto se formando em seus lábios.— O que você quer de mim? — minha voz saiu entrecortada, minha respiração ofegante, o corpo inteiro dolorido e exausto.— Você realmente não sabe? — Ele arqueou uma sobrancelha, seu olhar me medindo de cima a baixo com um interesse perturbador. — Você é esperta, Lauren. Diferente do Ethan. Eu nunca fui enganado por você.Engoli em seco, sentindo o pânico crescer.— O que você quer? — ergui o queixo, tentando esconder meu medo.— Viu? Sagaz. — Ele deu um passo à frente, depois outro, até que seu ro
POV: LAURENTentei recuperar o fôlego, mas as sensações eram avassaladoras.— O motorista pode nos ouvir... — consegui murmurar, minha voz falha.Henry sorriu de canto, aumentando o ritmo, ignorando minha preocupação.— Agora só existe você e eu. — Ele sussurrou contra minha pele, antes de abandonar meus lábios e mordiscar meu pescoço, descendo até meus seios. Beijou-me por cima da camisa, sua respiração quente e descompassada.Meu corpo se contraiu ao redor de seus dedos, sentia a tensão crescer, me puxando para um abismo de prazer.— Droga, Lauren... — Henry gemeu, sua excitação evidente pelo volume rígido em sua calça. — Você me enlouquece.Agarrei seu braço, minhas unhas cravando
POV: HENRYBecker apenas sorriu, balançando a cabeça antes de fugir para a cozinha. Observei-a se afastar e gritei às suas costas:— Covarde! — Minha voz carregava provocação, e ela apenas gargalhou, acenando sem olhar para trás.Suspirei fundo, sentindo a tensão ainda presente em meu corpo. Caminhei direto para o quarto, minha excitação ainda latente. Eu precisava de um banho frio. Lauren estava despertando muito mais do que simples desejo em mim, e isso...Passei a mão pelos cabelos, um sorriso involuntário surgindo em meus lábios ao lembrar do calor de seu corpo, do jeito que ela reagia ao meu toque. O modo como seus quadris se moviam instintivamente, como sua respiração acelerava e os gemidos escapavam de sua boca me deixavam completamente fora de controle.Mordi os lábios c