Se não fosse pela mobilidade que minha alma adquiriu após minha morte, jamais teria presenciado aquela cena: Luciano, com uma delicadeza que desconhecia nele, servindo chá e água com atenção meticulosa e uma paciência surpreendente.Arrancado do sono em plena madrugada, nem sombra de irritação atravessou seu semblante sereno. Meu coração, já partido, agora se estilhaçava completamente, de despedaçado a absolutamente congelado.Aquela noite, porém, estava destinada ao caos. O balão em chamas se precipitou sobre a árvore, desencadeando um incêndio que logo se alastrou pela floresta. O corpo de bombeiros, acionado sem demora, encontrou meu corpo inerte ao controlar as chamas.As autoridades comunicaram imediatamente o ocorrido à minha mãe e à Manuela Lopes, irmã de Luciano. Tentaram também contatar o próprio Luciano, mas este, absorto em suas atenções à Violeta, mantinha o celular silenciado, alheio ao drama que se desenrolava.Manuela não desamparou minha mãe, temendo que a dor avassal
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