Quando acordei novamente, fui transferida para outro quarto.A enfermeira, ao me ver acordar, jogou uma garrafa de remédio no lixo com um estalo, a voz carregada de desprezo:— Bem, que sorte a sua, causou tanto dano e tudo o que perdeu foi um bebê. Tirou a sorte grande, não é?Minha garganta queimava como se houvesse fogo, e eu não conseguia emitir nenhum som, apenas suportar os insultos.Ao ver minha condição, a enfermeira abriu a porta com um estrondo e chamou as pessoas do lado de fora.— A suspeita acordou, levem-na logo, antes que manche nosso hospital.— Você teve a ousadia de machucar os filhos de um herói, que azar o incêndio não ter te matado!Dois homens me ergueram sem cerimônias, e logo eu estava frente a frente com César.Através de uma mesa, seu rosto estava sombrio, e ele começou a me acusar:— Valéria Nunes, você tentou matar propositalmente. Dado que você estava grávida, posso pedir uma suspensão da pena, mas você vai cumprir a sentença!Depois de dizer isso, ele viro
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