Todos los capítulos de O filho do homem de Coração Sombrio : Capítulo 41 - Capítulo 47
47 chapters
O fim de Hades
O motor do carro rugia enquanto Cerberus e Apollo seguiam Hades pelas ruas escuras da cidade. O silêncio dentro do veículo era pesado, carregado de tensão e fúria contida. Cerberus sentia o sangue latejar em suas veias, os nós dos dedos brancos de tanto apertar o volante. Cada curva que Hades fazia, cada luz vermelha que cruzava, só aumentava sua ansiedade. Ele não poderia falhar. Eros precisava dele.— Ele está indo para fora da cidade. — Apollo comentou, os olhos atentos ao veículo à frente. — Se ele nos levar até o bebê, precisamos agir rápido.Cerberus apenas assentiu, sua mandíbula travada. Ele não falaria muito. Não até ter seu filho de volta.Depois de vários minutos de perseguição, Hades finalmente parou em frente a um casebre isolado, rodeado por árvores secas e um vento cortante que assobiava entre as frestas da madeira velha. Ele saiu do carro e bateu na porta. A mãe de Helena atendeu hesitante, segurando o bebê nos braços.Ela olhou a criança e pensou que o destino de seu
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Os planos de Teseu
O sol já havia se posto no horizonte quando Helena finalmente conseguiu respirar aliviada. Seu filho, Eros, estava seguro em seus braços, dormindo profundamente depois de tanto chorar. O peso da angústia que a consumia nos últimos dias se dissipava pouco a pouco, substituído por um misto de gratidão e alívio.Cerberus observava a cena com um olhar firme, mas dentro dele, a tempestade da batalha ainda rugia. Ele se aproximou de Helena e passou um braço ao redor dela, oferecendo o conforto silencioso que sabia que ela precisava.— Ele está seguro agora. — Cerberus disse, sua voz rouca pela exaustão.Helena olhou para ele, seus olhos cheios de perguntas e preocupações.— O que aconteceu? Como você o encontrou? — sua voz era suave, mas carregada de ansiedade.Cerberus suspirou e segurou uma das mãos dela.— Fomos ao endereço de seus pais, não havia nada lá, depois resolvemos seguir Hades, isso tinha o dedo dele, eu tinha certeza, ele nos levou até onde seus pais e Eros estavam. E tem mais
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Primeiros passos
O sol dourado refletia na superfície tranquila do lago, pintando um cenário sereno enquanto Cerberus segurava seu filho nos braços. Eros brincava com uma pequena bola colorida, rindo cada vez que seu pai fingia pegá-la antes que ele pudesse agarrá-la. Helena estava ao lado deles, observando a cena com um sorriso terno.— Ele está crescendo tão rápido… — ela murmurou, passando a mão pelos cabelos do filho.Cerberus assentiu, seus olhos fixos no bebê que segurava a bola com firmeza. Então, em um movimento desajeitado, Eros arremessou a bola para frente, fazendo-a rolar alguns metros à frente. O pequeno franziu a testa, como se entendesse que precisava buscá-la. Engatinhou rapidamente até onde a bola havia parado, agarrou-a novamente e, ao tentar voltar para os pais, apoiou-se nos próprios pés.Helena prendeu a respiração ao ver o filho hesitar por um segundo e, então, dar o primeiro passo. Um, depois outro. O menino caminhava com as perninhas ainda incertas, mas determinado a voltar par
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Fim de Teseu
A manhã estava serena no sítio, o canto dos pássaros ecoava pelos campos quando um dos empregados de Hera, foi a procura de Cerberus, ele estava de folga e aproveitou para avisá-lo de algo importante. Sua expressão era pesada e preocupada.— Senhor, sua mãe… Ela não está bem. Os médicos não sabem o que é. — Ele não tinha muita informação, e Hera não podia ligar para o filho, foi uma proibição de Teseu. O sangue de Cerberus gelou. Ele não perdeu tempo e chamou Apollo, que percebeu a tensão no amigo e foi com ele sem questionar. O caminho até a casa de sua mãe pareceu interminável.Ao chegarem, encontraram Hera deitada, o rosto pálido e os olhos sem o brilho de sempre. Cerberus se ajoelhou ao lado da cama, segurando a mão dela.— Mãe… O que está acontecendo com você? Vamos ao hospital agora!Hera abriu os olhos e sorriu fraco, seu corpo podia estar dolorido, mas seu coração estava feliz de ver seu filho.Teseu, que estava no quarto, interveio de imediato.— Já providenciei um médico, e
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A conversa com Hera
Apollo observou Hera por alguns instantes antes de tomar coragem para contar a verdade. Agora que Teseu estava morto, ele não precisava mais esconder quem realmente era.— Há algo que você precisa saber sobre mim, Hera. — Sua voz estava firme, mas carregada de emoção contida. — Eu sou filho da sua irmã.O rosto de Hera empalideceu e seus olhos se arregalaram.— O quê? — Ela murmurou, levando uma das mãos ao peito. — Isso... isso não pode ser verdade.Hera sentiu seu peito apertar. Lembrava-se com carinho da irmã e sentia em seu peito a ausência dela.— É, sim. Minha mãe foi envenenada, assim como você estava sendo. Meu pai descobriu tarde demais. Ele soube que Teseu tinha uma empregada de confiança na casa deles, alguém que poderia me colocar em perigo. Para me proteger, ele anunciou que eu morri no parto. Como eles haviam se casado com separação de bens, meu pai não tinha mais nenhum vínculo com a família Olímpio, ele cuidou de mim, me criou sozinho, como alguém humilde que era. — Ap
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Nova Era na família Olímpio
O dia amanheceu com uma energia diferente. Apollo e Cerberus se encontraram no escritório principal da empresa Olímpio, prontos para assumir o legado da família. A sala de reuniões estava repleta de acionistas e funcionários de alto escalão, todos atentos ao que os dois primos tinham a dizer.Hera também estava lá, fazia questão de nomear aqueles que seriam os CEOs da empresa Olímpio dali em diante.— Acho que todos sabem as leis que regem minha família. Do testamento eterno criado para evitar quw irmãos, primos e pessoas da mesma família se matem em nome de poder. Mesmo assim meu marido, e meu próprio filho buscaram brechas para fazê-lo. — Hera engoliu seco a decepção. — Pensei que tudo havia se perdido com a morte de Hades, mas a aparição de meu sobrinho Apollo mudou tudo.Os homens cochicharam, os termos do testamento não estavam claros naquele momento.— Vou explicar. A herança, todo império de minha família, pertencia a mim e minha irmã. Pois meu pai foi filho único, pois aquele
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Epílogo
Meses DepoisO quarto de hospital estava banhado pela suave luz do fim de tarde de outono. Helena, exausta, mas radiante, segurava nos braços a pequena menina que acabara de trazer ao mundo. Seus olhos marejados de emoção encontraram os de Cerberus, que não conseguia tirar o sorriso do rosto. Ele tocou com delicadeza a minúscula mão da filha, sentindo o coração transbordar de amor. Dessa vez não perderia nada.— Ela é perfeita — murmurou ele, com a voz embargada. — Assim como você. — A olhou com amor.Helena sorriu, os cabelos úmidos colados à testa. Olhou para o outro lado do quarto, onde Eros dormia tranquilamente no bercinho do hospital, alheio ao fato de que agora era um irmão mais velho.Pouco tempo depois, a porta se abriu e Hera entrou, acompanhada por Apollo e Selene. Nos braços de Selene, um pequeno bebê descansava sereno, Perci estava envolto em uma manta azul-clara. Hera se aproximou com um sorriso terno, os olhos brilhando com orgulho.— Minha querida, você foi maravilhosa
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